Adaptação motora em pessoas com atrofia muscular espinal em relação à gravidade da doença

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Lima, Ana Angélica Ribeiro de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39136/tde-29052023-113838/
Resumo: Introdução: A Atrofia Muscular Espinal (AME) é uma doença de caráter progressivo com diferentes fenótipos, causada por um defeito no gene SMN1 apresentando como principal sintoma é a fraqueza muscular generalizada. Não existem estudos que investigam o desenvolvimento motor de pessoas com AME pela perspectiva da adaptação motora, ou seja, a capacidade de selecionar a melhor ação motora para resolver com sucesso um novo desafio motor, a partir de um repertório motor já existente. Este estudo tem como tese que pessoas com AME apresentam comportamentos adaptativos mesmo com a progressão da doença. Objetivo: Investigar a adaptação motora de pessoas com AME com três níveis de competência motora na execução da tarefa de sentar-se ao longo de 12 meses. Método: Este é um estudo observacional longitudinal prospectivo ao longo de 12 meses de nove participantes com AME, com diferentes níveis de competência motora: um participante que senta, um participante que fica em pé e sete participantes que andam. Os(as) participantes foram avaliados pela Hammersmith Functional Motor Scale Expanded a cada quatro meses e realizaram dois vídeos executando três repetições da tarefa de sentar-se com independência, de duas formas: tarefa habitual (transferir-se de decúbito dorsal para sentado) e tarefa modificada (transferir-se de decúbito dorsal para sentado e tocar em uma bola com as duas mãos). Para cada repetição da tarefa foram descritas três categorias de subações: orientação para transferência (OT), transferência para sentado (TS) e estabilização da postura em sentado (ES) para analisar o sequenciamento da ação e tempo de ação. O sequenciamento da ação foi analisado pela descrição de cada subação OT, TS e ES, e o tempo de ação foi analisado pelo tempo total da tarefa, tempo relativo de cada subação e coeficiente de variação. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da EEFE-USP (CAAE/ 2021: 46221121.5.0000.5391). Resultados: Pessoas com AME são capazes de adaptar-se em três condições: ao realizar repetições da mesma tarefa, ao longo do tempo e após modificações na tarefa. Os(as) participantes foram variáveis entre si em relação ao sequenciamento da ação, ao realizar as repetições da tarefa e ao longo do tempo. Entretanto, foram constantes no nível intraindividual, sendo possível identificar a subação (OT, TS e ES) predominante de cada participante. Em relação ao tempo de ação, não foi possível identificar um padrão de aumento ou diminuição. Após as modificações na tarefa, foi possível identificar que os(as) participantes foram habilidosos para diminuir as variações nas subações OT e TS e aumentarem na ES, exceto o participante 7. Ou seja, adaptaram-se às demandas da tarefa realizando uma reorganização nos componentes da ação. Conclusão: A nova perspectiva proposta por este estudo identificou que pessoas com AME são capazes de adaptar-se às limitações impostas pela doença. Por um lado, foi possível observar que pessoas com AME executam a ação de sentar-se de diferentes formas, por outro lado, têm uma tendência a realizar o mesmo sequenciamento da ação quando a tarefa é modificada e apenas ajustar poucos componentes da ação
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Objetivo: Investigar a adaptação motora de pessoas com AME com três níveis de competência motora na execução da tarefa de sentar-se ao longo de 12 meses. Método: Este é um estudo observacional longitudinal prospectivo ao longo de 12 meses de nove participantes com AME, com diferentes níveis de competência motora: um participante que senta, um participante que fica em pé e sete participantes que andam. Os(as) participantes foram avaliados pela Hammersmith Functional Motor Scale Expanded a cada quatro meses e realizaram dois vídeos executando três repetições da tarefa de sentar-se com independência, de duas formas: tarefa habitual (transferir-se de decúbito dorsal para sentado) e tarefa modificada (transferir-se de decúbito dorsal para sentado e tocar em uma bola com as duas mãos). Para cada repetição da tarefa foram descritas três categorias de subações: orientação para transferência (OT), transferência para sentado (TS) e estabilização da postura em sentado (ES) para analisar o sequenciamento da ação e tempo de ação. O sequenciamento da ação foi analisado pela descrição de cada subação OT, TS e ES, e o tempo de ação foi analisado pelo tempo total da tarefa, tempo relativo de cada subação e coeficiente de variação. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da EEFE-USP (CAAE/ 2021: 46221121.5.0000.5391). Resultados: Pessoas com AME são capazes de adaptar-se em três condições: ao realizar repetições da mesma tarefa, ao longo do tempo e após modificações na tarefa. Os(as) participantes foram variáveis entre si em relação ao sequenciamento da ação, ao realizar as repetições da tarefa e ao longo do tempo. Entretanto, foram constantes no nível intraindividual, sendo possível identificar a subação (OT, TS e ES) predominante de cada participante. Em relação ao tempo de ação, não foi possível identificar um padrão de aumento ou diminuição. Após as modificações na tarefa, foi possível identificar que os(as) participantes foram habilidosos para diminuir as variações nas subações OT e TS e aumentarem na ES, exceto o participante 7. Ou seja, adaptaram-se às demandas da tarefa realizando uma reorganização nos componentes da ação. Conclusão: A nova perspectiva proposta por este estudo identificou que pessoas com AME são capazes de adaptar-se às limitações impostas pela doença. Por um lado, foi possível observar que pessoas com AME executam a ação de sentar-se de diferentes formas, por outro lado, têm uma tendência a realizar o mesmo sequenciamento da ação quando a tarefa é modificada e apenas ajustar poucos componentes da açãoIntroduction: Spinal muscular atrophy is a progressive disorder with different phenotype types, due to SMN1 gene defect. The principal SMA symptom is generalized muscular weakness. Until this moment, there are no studies that investigate the motor development of people with SMA from the perspective of motor adaptation, that is, the ability to select the best motor action from an existing motor repertoire to solve a new motor problem. The thesis of this study is people with SMA have adaptive behaviors even with the progression of the disease. Objective: To investigate the motor adaptation of people with SMA with three levels of motor competence in performing a sitting task over 12 months. Method: This is a prospective longitudinal observational study over 12 months of nine participants with SMA with three levels of motor competence (one sitter, one stand-up, and seven walkers). The participants were evaluated by the Hammersmith Functional Motor Scale Expanded every four months and performed two videos with three repetitions of sitting tasks independently. They performed the sitting task in two ways: the usual task (transfer from supine position to sitting position) and the modified task (transfer from supine position to sitting position and touching a ball with both hands). In each repetition of the task, three categories of sub-actions were described and analyzed: orientation to transfer (OT), transfer to sitting (TS), and stabilization of sitting posture (ES) to analyze sequencing of action and timing of action. The sequencing of action was analyzed by the description of each sub-action (OT, TS, and ES), and the timing action by the timing total task, relative timing of each sub-action, and coefficient of variation. This study was approved by the Ethics Committee of EEFE-USP (CAAE/ 2021: 46221121.5.0000.5391). Results: People with SMA are able to adapt in three situations: performing repetitions of the task, over time and after modifications in the task. The interindividual variation was observed in relation to the sequencing of action during the task repetitions and over time. However, the participants were constant at the intraindividual level, and it was possible to identify OT, TS, and ES sub-action predominant of each participant. Regarding to timing action, it was not possible to identify a predominant increasing or decreasing tendency. After modifications of the task, the participants were able to decrease variations in OT and TS sub-actions and increase in ES, except participant 7. The participants have adapted to the demands of the task by reorganizing the components of the action. Conclusion: The new perspective proposed by this study identified that people with SMA are able to adapt to the limitations imposed by the disease. In one hand, this study allowed us to observe that people with SMA perform the sitting task in different ways. On the other hand, there is a tendency to perform the same action sequencing when the task is modified, and they only adjust a few components of the actionBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPManoel, Edison de JesusLima, Ana Angélica Ribeiro de2023-03-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39136/tde-29052023-113838/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2023-05-31T12:41:43Zoai:teses.usp.br:tde-29052023-113838Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212023-05-31T12:41:43Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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