Tensão de crescimento e suas consequências, controláveis e não controláveis, no desdobro e secagem do Eucalyptus grandis e Eucalyptus saligna

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2001
Autor(a) principal: Crespo, Érica de Alvarenga
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11149/tde-20191108-123345/
Resumo: As espécies de Eucalyptus utilizadas para produção de madeira serrada apresentam algumas características como rachaduras nas extremidades das toras, rachaduras nas extremidades das tábuas e empenamentos nas peças serradas, que dificultam o seu total aproveitamento. As rachaduras que ocorrem nas extremidades das toras por ocasião da derrubada e seccionamento das árvores são devidas à liberação das tensões de crescimento que estavam em equilíbrio no interior da árvore. Durante o desdobro, as tensões de crescimento ainda residuais na tora provocam as rachaduras de extremidades e os empenamentos das tábuas e consequentemente, afetam o rendimento e qualidade da madeira serrada. O objetivo do presente trabalho foi o de estudar as variáveis que interferem no rendimento e na qualidade da madeira serrada e também estudar as interações existentes entre algumas das variáveis mais importantes, tanto aquelas do meio florestal, como aquelas do meio industrial propriamente dito, visando a otimização do processo de produção de madeira serrada. O experimento foi realizado com toras de E. grandis e E. saligna de 20 anos de idade. Foram analisadas 40 toras por espécie em dois tempos de armazenamento. As variáveis estudadas antes do desdobro foram: diâmetro, comprimento, curvatura, conicidade e rachaduras das extremidades das toras. Após a quantificação dessas variáveis, efetuou-se o desdobro numa serraria industrial, utilizando-se uma serra de fita dupla como principal e uma serra circular múltipla como secundária. Em seguida mediram-se os comprimentos das rachaduras das extremidades das peças serradas, os seus empenamentos e as suas dimensões, real e projetada. Foi possível verificar que as espécies E. grandis e E. saligna apresentam o mesmo padrão de curvatura de tora. Com relação às rachaduras de extremidade de tora, verificou-se que as duas espécies apresentam a mesma intensidade inicial, mas se diferenciam ao longo do período de armazenamento da tora, embora ambas as espécies sejam prejudicadas por esse tempo de estocagem pré desdobro. O E. saligna se destacou do E. grandis já no tempo de 30 dias com uma intensidade de rachadura significativamente maior. Nessa espécie as rachaduras de extremidade de tora foram as grandes responsáveis pelas rachaduras de extremidade de tábua, mas no E. grandis, mostraram-se ser independentes. Portanto, nessa espécie, as rachaduras de extremidade de tábua surgem durante o desdobro. Os empenamentos das peças serradas são independentes da curvatura da tora, fato esse, que reforça a importância da aplicação de adequadas técnicas de desdobro, uma vez que esses defeitos são devidos à liberação das tensões de crescimento efetuada pelos cortes longitudinais. O diâmetro da tora não influencia nas rachaduras de extremidade de tora e nem nas rachaduras de extremidade de tábua. Entretanto a largura da tábua, que é dependente do diâmetro da tora, influi significativamente nas rachaduras de extremidade de tábua. O encurvamento pode ser minimizado por uma adequada operação de secagem da madeira, mas o arqueamento apresenta um comportamento que depende da espécie. No caso do E. grandis o arqueamento se agrava com a secagem enquanto que no E. saligna se mantém estável
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Durante o desdobro, as tensões de crescimento ainda residuais na tora provocam as rachaduras de extremidades e os empenamentos das tábuas e consequentemente, afetam o rendimento e qualidade da madeira serrada. O objetivo do presente trabalho foi o de estudar as variáveis que interferem no rendimento e na qualidade da madeira serrada e também estudar as interações existentes entre algumas das variáveis mais importantes, tanto aquelas do meio florestal, como aquelas do meio industrial propriamente dito, visando a otimização do processo de produção de madeira serrada. O experimento foi realizado com toras de E. grandis e E. saligna de 20 anos de idade. Foram analisadas 40 toras por espécie em dois tempos de armazenamento. As variáveis estudadas antes do desdobro foram: diâmetro, comprimento, curvatura, conicidade e rachaduras das extremidades das toras. Após a quantificação dessas variáveis, efetuou-se o desdobro numa serraria industrial, utilizando-se uma serra de fita dupla como principal e uma serra circular múltipla como secundária. Em seguida mediram-se os comprimentos das rachaduras das extremidades das peças serradas, os seus empenamentos e as suas dimensões, real e projetada. Foi possível verificar que as espécies E. grandis e E. saligna apresentam o mesmo padrão de curvatura de tora. Com relação às rachaduras de extremidade de tora, verificou-se que as duas espécies apresentam a mesma intensidade inicial, mas se diferenciam ao longo do período de armazenamento da tora, embora ambas as espécies sejam prejudicadas por esse tempo de estocagem pré desdobro. O E. saligna se destacou do E. grandis já no tempo de 30 dias com uma intensidade de rachadura significativamente maior. Nessa espécie as rachaduras de extremidade de tora foram as grandes responsáveis pelas rachaduras de extremidade de tábua, mas no E. grandis, mostraram-se ser independentes. Portanto, nessa espécie, as rachaduras de extremidade de tábua surgem durante o desdobro. Os empenamentos das peças serradas são independentes da curvatura da tora, fato esse, que reforça a importância da aplicação de adequadas técnicas de desdobro, uma vez que esses defeitos são devidos à liberação das tensões de crescimento efetuada pelos cortes longitudinais. O diâmetro da tora não influencia nas rachaduras de extremidade de tora e nem nas rachaduras de extremidade de tábua. Entretanto a largura da tábua, que é dependente do diâmetro da tora, influi significativamente nas rachaduras de extremidade de tábua. O encurvamento pode ser minimizado por uma adequada operação de secagem da madeira, mas o arqueamento apresenta um comportamento que depende da espécie. No caso do E. grandis o arqueamento se agrava com a secagem enquanto que no E. saligna se mantém estávelEucalyptus species used for sawing purposes have shown some characteristics as log end splitting, board end splitting and deflections which make difficult to explore their total growth potential for sawn wood production. Splits which occur at the log ends after any cross cut of the tree trunk are due to the growth stresses release. The release of the residual stresses during log sawing provokes board end splitting and warps which affect the sawn lumber yield and the board quality. This work aims to study the variables which interfere in the yield and quality of the sawn lumber and also to study the interaction of some important variables, either those related to the forest field or those of the industrial point of view, with the objective of optimizing the production process of sawn lumber. The trial was carried out in twenty year old Eucalyptus grandis and Eucalyptus saligna plantations. Eighty logs were taken from each stand and performed into two plot which were sawed after different period of storage. The studied variables before sawing were: log diameter, log length, log sweep, conicity and log end splitting. After measuring those variables the logs were sawed in a headrig twin band saw and the secondary cut was done in a gang circular saw. After log sawing it were measured the splits of both ends of each board, board deflections and board size. It was observed that E. saligna is rather susceptible to split in log ends and that the storage period before cutting has directly influenced the log end split increase. It was verified that the species E. grandis and E. saligna presented the seme pattern of log sweep. Therefore the log sweep did not influence the board deflection which means that all board deflection are generated during the log processing into the sawmill. The log diameter has influence neither on the log end splitting nor on the board end splitting but there is as tong positive correlation between board end splitting and board width. Finaly it was verified that the board deflection can be minimized in a proper wood drying scheduleBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGarcia, José NivaldoCrespo, Érica de Alvarenga2001-02-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11149/tde-20191108-123345/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2019-11-08T23:45:48Zoai:teses.usp.br:tde-20191108-123345Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212019-11-08T23:45:48Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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