Estudo dos mecanismos envolvidos na proteção conferida pelo álcool perílico no desenvolvimento da malária cerebral experimental.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Rodriguez, Adriana Alejandra Marin
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42135/tde-26082025-171742/
Resumo: A malária cerebral (MC) é uma imunovasculopatia grave, que apresenta mecanismos imunopatogênicos complexos não totalmente elucidados. Mesmo com o tratamento mais eficaz, artesunato intravenoso, a letalidade por ser superior a 20%. Assim, é necessário o desenvolvimento de terapias adjuvantes, como agentes neuroprotetores e/ou imunomoduladores que possam ser administrados com fármacos antimaláricos. Devido às dificuldades no estudo de casos humanos, modelos experimentais murinos são utilizados para elucidar aspectos envolvidos na patogênese e terapêutica da MC. No presente estudo, avaliamos quais são os mecanismos envolvidos na proteção do álcool perílico (POH) contra o desenvolvimento da malária cerebral experimental. Nossos resultados demonstraram que o tratamento com POH mostrou uma alta eficácia na prevenção da quebra da barreira hematoencefálica, reduzindo o vazamento de Evans Blue no cérebro dos camundongos tratados em comparação ao grupo controle (P <0,001). Ainda, o sequestro de P. berghei ANKA no cérebro e no baço foi claramente reduzido pelo tratamento com POH (P <0,05). Finalmente, o tratamento POH influenciou a diminuição de macrófagos (P <0,05), células T e B (P <0,001) assim como a redução na expressão de moléculas de adesão endotelial (ICAM-1, VCAM-1 e CD36) (P <0,001). Por outro lado, os resultados in vitro mostraram que a permeabilidade das células endoteliais do cérebro humano (CECH) foi significativamente reduzida (P <0,01, assim como a área de abertura das junções interendoteliais (OIJ) (P <0,001). Também, proteínas de junção endotelial (TJPs), como ocluddina-1, JAM-A e VE-caderina, foram reguladas tempo-dependente por POH. A regulação positiva de ICAM-1 E VCAM-1 induzida por P. falciparum também foi regulada negativamente pelo tratamento com POH. Por outra parte, a liberação de microvesículas por CECH foi reduzida significativamente por POH, em comparação com a liberação por CECH não tratadas. Finalmente, a POH teve um efeito na abertura das junções intercelulares, avaliada pela medida dinâmica da impedância. Concluindo, o POH é um potente derivado de um monoterpeno o limoneno, que evita a quebra da monocamada endotelial, modulando diferentes processos relacionados à integridade do BBB na MC experimental.
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Devido às dificuldades no estudo de casos humanos, modelos experimentais murinos são utilizados para elucidar aspectos envolvidos na patogênese e terapêutica da MC. No presente estudo, avaliamos quais são os mecanismos envolvidos na proteção do álcool perílico (POH) contra o desenvolvimento da malária cerebral experimental. Nossos resultados demonstraram que o tratamento com POH mostrou uma alta eficácia na prevenção da quebra da barreira hematoencefálica, reduzindo o vazamento de Evans Blue no cérebro dos camundongos tratados em comparação ao grupo controle (P <0,001). Ainda, o sequestro de P. berghei ANKA no cérebro e no baço foi claramente reduzido pelo tratamento com POH (P <0,05). Finalmente, o tratamento POH influenciou a diminuição de macrófagos (P <0,05), células T e B (P <0,001) assim como a redução na expressão de moléculas de adesão endotelial (ICAM-1, VCAM-1 e CD36) (P <0,001). Por outro lado, os resultados in vitro mostraram que a permeabilidade das células endoteliais do cérebro humano (CECH) foi significativamente reduzida (P <0,01, assim como a área de abertura das junções interendoteliais (OIJ) (P <0,001). Também, proteínas de junção endotelial (TJPs), como ocluddina-1, JAM-A e VE-caderina, foram reguladas tempo-dependente por POH. A regulação positiva de ICAM-1 E VCAM-1 induzida por P. falciparum também foi regulada negativamente pelo tratamento com POH. Por outra parte, a liberação de microvesículas por CECH foi reduzida significativamente por POH, em comparação com a liberação por CECH não tratadas. Finalmente, a POH teve um efeito na abertura das junções intercelulares, avaliada pela medida dinâmica da impedância. Concluindo, o POH é um potente derivado de um monoterpeno o limoneno, que evita a quebra da monocamada endotelial, modulando diferentes processos relacionados à integridade do BBB na MC experimental.Cerebral malaria (CM) is a severe immunovasculopathy, which presents complex immunopathogenic mechanisms, not fully elucidated. Even with the most efficacious treatment, intravenous artesunate, CM lethality can exceed 20%. Therefore, development of adjuvant therapies, such as neuroprotective and/or immunomodulatory agents that can be administered with antimalarials drugs, is urgently needed. Due to the difficulties in studying human CM, murine experimental models are used to elucidate aspects involved in CM pathogenesis and therapeutics. In the present study, we evaluated mechanisms involved in the protection by Perillyl alcohol (POH) against experimental cerebral malaria development. Our results demonstrated that POH treatment showed a high efficacy in preventing blood brain barrier (BBB) breakdown, reducing Evans Blue leakage in the brain of treated mice compared to the control group (P<0.001). On the other hand, P. berghei ANKA sequestration in the brain and spleen was clearly reduced by POH treatment (P<0,05). Finally, POH treatment had an influence on the decrease of macrophages (P<0,05), T and B cells (P<0,001), and in the downregulation of endothelial adhesion molecule (ICAM-1, VCAM-1 and CD36) expression (P<0,001). In vitro results showed that human brain endothelial cells (HBEC) permeability in vitro was reduced with POH treatment compared with untreated cells (P<0.01). Also, the area of opening of interendothelial junctions (OIJ) of HBEC was significantly reduced with the treatment (P<0,001). Furthermore, tight junction proteins (TJPs), such as ocluddin-1, JAM-A and VE-cadherin, were regulated by POH and this effect was time-dependent. The P. falciparum-induced endothelial adhesion molecule (ICAM-1, VCAM-1) upregulation was prevented by POH treatment as well. Also, microvesicles release by HBEC was significantly reduced by POH, compared to the release by untreated HBEC. Finally, POH had an effect the on opening of the intercellular junctions, as assessed by dynamic measurement of the impedance. In conclusion, POH is a potent monoterpene that prevents the endothelial monolayer breakdown, modulating different processes that are related to the integrity of the BBB in experimental CM.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCarvalho, Leonardo José de MouraKatzin, Alejandro MiguelRodriguez, Adriana Alejandra Marin2020-08-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42135/tde-26082025-171742/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-29T16:53:02Zoai:teses.usp.br:tde-26082025-171742Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-29T16:53:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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