Cromatografia líquida multidimensional para microextração e análise automatizada de canabinoides em fluidos biológicos
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75135/tde-25102024-111834/ |
Resumo: | Os canabinóides, compostos presentes nas plantas de Cannabis, são substâncias que apresentam atividade farmacológica e atualmente estão compreendidos em importantes tópicos de pesquisa, principalmente nos campos de toxicologia e medicina. Mais de 100 compostos já foram identificados e classificados como canabinóides, nas plantas de Cannabis. Por apresentar compostos psicoativos, em especial o tetrahidrocanabinol (THC), a Cannabis é ainda considerada uma droga ilícita (com o maior número de usuários no mundo) em muitas partes do planeta. No entanto, nas últimas décadas, os canabinóides têm sido parte de novas descobertas no campo medicinal e vêm sendo indicados para uso terapêutico de uma série de doenças. Assim, tanto pelo viés toxicológico quanto pelo medicinal, tornam-se necessários novos métodos analíticos para determinação dessas substâncias em diferentes matrizes. Além disso, são desejáveis métodos que consigam identificar e quantificar o maior número possível de canabinóides, em uma única corrida analítica. Seguindo esses princípios, o trabalho de doutorado aqui apresentado utilizou a técnica de microextração denominada de in-tube solid phase microextraction (IT-SPME) acoplada à cromatografia líquida (LC) e espectrometria de massas sequencial (MS/MS) para identificação e quantificação tanto de canabinóides quanto de alguns metabólitos, em urina e em saliva humana, com manipulação mínima da amostra. Essa técnica de cromatografia multidimensional faz uso de duas colunas; uma coluna extratora para a microextração dos analitos e outra coluna analítica, para separação dos compostos que seguem para detecção. Para produção das microcolunas e análise de urina foram utilizados hardware de aço inoxidável reutilizável (508 µm i.d. x 50 mm) e apenas 12 mg de fase sólida extratora comercial. Já para a análise de saliva, foram produzidas colunas similares, em hardware de aço inoxidável reutilizável (508 µm i.d. x 100 mm) e 24 mg de fase sólida extratora. Nesse caso, a fase comercial foi superficialmente modificada com imobilização de BSA, para realizar exclusão de macromoléculas durante o preparo de amostra, aumentando sua seletividade para a análise de amostras de saliva. Após a avaliação de diferentes fases sólidas extratoras; (e modificação superficial, no caso do método para saliva) utilizou-se um planejamento fatorial fracionário (24-1), seguido de um planejamento de composto central (CCD) para otimização de condições de microextração. Sob condições otimizadas, os métodos foram validados, requerendo apenas 250 µL de amostra de urina ou saliva e 500 µL de solvente orgânico. Para ambas as matrizes, não foi necessária etapa de hidrólise, permitindo a determinação dos diferentes metabólitos do THC e outros canabinóides. Além disso, a única etapa manual do preparo de amostra incluiu apenas uma simples diluição, seguida de centrifugação. Dessa maneira, o procedimento total de preparo de amostra, seguido pela corrida cromatográfica, levou cerca de 20 minutos, permitindo uma frequência analítica de 3 amostras de urina h-1. Para as amostras de saliva, o procedimento total de preparo de amostra, seguido pela corrida cromatográfica, levou cerca de 26,25 minutos, permitindo uma frequência analítica de 2,3 amostras de saliva h-1. Após validação, os métodos foram aplicados com sucesso para análise de 20 amostras autênticas de urina e 50 amostras autênticas de saliva. Finalmente, ambos os métodos se apresentaram como alternativas competitivas para análise de rotina de canabinóides em urina e saliva, principalmente em termos de facilidade do pré-tratamento e preparo de amostra e frequência analítica, dispensando o uso de dispositivos comerciais de extração. |
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Cromatografia líquida multidimensional para microextração e análise automatizada de canabinoides em fluidos biológicosMultidimensional liquid chromatography for microextraction and automated analysis of cannabinoids in biological fluidsin-tube solid phase microextractionbiological fluidscanabinoidescannabinoidscromatografia líquida multidimensionalfluidos biológicosin-tube solid phase microextractionmateriais de acesso restritomultidimensional liquid chromatographyrestricted access materialsOs canabinóides, compostos presentes nas plantas de Cannabis, são substâncias que apresentam atividade farmacológica e atualmente estão compreendidos em importantes tópicos de pesquisa, principalmente nos campos de toxicologia e medicina. Mais de 100 compostos já foram identificados e classificados como canabinóides, nas plantas de Cannabis. Por apresentar compostos psicoativos, em especial o tetrahidrocanabinol (THC), a Cannabis é ainda considerada uma droga ilícita (com o maior número de usuários no mundo) em muitas partes do planeta. No entanto, nas últimas décadas, os canabinóides têm sido parte de novas descobertas no campo medicinal e vêm sendo indicados para uso terapêutico de uma série de doenças. Assim, tanto pelo viés toxicológico quanto pelo medicinal, tornam-se necessários novos métodos analíticos para determinação dessas substâncias em diferentes matrizes. Além disso, são desejáveis métodos que consigam identificar e quantificar o maior número possível de canabinóides, em uma única corrida analítica. Seguindo esses princípios, o trabalho de doutorado aqui apresentado utilizou a técnica de microextração denominada de in-tube solid phase microextraction (IT-SPME) acoplada à cromatografia líquida (LC) e espectrometria de massas sequencial (MS/MS) para identificação e quantificação tanto de canabinóides quanto de alguns metabólitos, em urina e em saliva humana, com manipulação mínima da amostra. Essa técnica de cromatografia multidimensional faz uso de duas colunas; uma coluna extratora para a microextração dos analitos e outra coluna analítica, para separação dos compostos que seguem para detecção. Para produção das microcolunas e análise de urina foram utilizados hardware de aço inoxidável reutilizável (508 µm i.d. x 50 mm) e apenas 12 mg de fase sólida extratora comercial. Já para a análise de saliva, foram produzidas colunas similares, em hardware de aço inoxidável reutilizável (508 µm i.d. x 100 mm) e 24 mg de fase sólida extratora. Nesse caso, a fase comercial foi superficialmente modificada com imobilização de BSA, para realizar exclusão de macromoléculas durante o preparo de amostra, aumentando sua seletividade para a análise de amostras de saliva. Após a avaliação de diferentes fases sólidas extratoras; (e modificação superficial, no caso do método para saliva) utilizou-se um planejamento fatorial fracionário (24-1), seguido de um planejamento de composto central (CCD) para otimização de condições de microextração. Sob condições otimizadas, os métodos foram validados, requerendo apenas 250 µL de amostra de urina ou saliva e 500 µL de solvente orgânico. Para ambas as matrizes, não foi necessária etapa de hidrólise, permitindo a determinação dos diferentes metabólitos do THC e outros canabinóides. Além disso, a única etapa manual do preparo de amostra incluiu apenas uma simples diluição, seguida de centrifugação. Dessa maneira, o procedimento total de preparo de amostra, seguido pela corrida cromatográfica, levou cerca de 20 minutos, permitindo uma frequência analítica de 3 amostras de urina h-1. Para as amostras de saliva, o procedimento total de preparo de amostra, seguido pela corrida cromatográfica, levou cerca de 26,25 minutos, permitindo uma frequência analítica de 2,3 amostras de saliva h-1. Após validação, os métodos foram aplicados com sucesso para análise de 20 amostras autênticas de urina e 50 amostras autênticas de saliva. Finalmente, ambos os métodos se apresentaram como alternativas competitivas para análise de rotina de canabinóides em urina e saliva, principalmente em termos de facilidade do pré-tratamento e preparo de amostra e frequência analítica, dispensando o uso de dispositivos comerciais de extração.Cannabinoids, compounds present in Cannabis plants, are substances that exhibit pharmacological activity and are currently included in important research topics, particularly in the fields of toxicology and medicine. Over 100 compounds have been identified and classified as cannabinoids, in Cannabis plants. Due to the presence of psychoactive compounds, especially tetrahydrocannabinol (THC), Cannabis is still considered an illicit drug (with the highest number of users worldwide) in many parts of the globe. However, in recent decades, cannabinoids have been part of new discoveries in the medical field and are indicated for therapeutic use in a wide range of diseases. Therefore, from both toxicological and medicinal perspectives, new analytical methods for determining these substances in different matrices are needed. Furthermore, methods capable of identifying and quantifying the largest possible number of cannabinoids in a single analytical run are desirable. Following these principles, the doctoral work presented here used the microextraction technique called in-tube solid phase microextraction (IT-SPME) coupled with liquid chromatography and tandem mass spectrometry (LC-MS/MS) for the identification and quantification of cannabinoids and some metabolites in human urine and saliva, with minimal sample manipulation. Multidimensional chromatography methods use two columns; an extraction column for microextraction of the analytes and an analytical column for the separation of compounds before detection. For the production of microcolumns and urine analysis, reusable stainless-steel hardware (508 µm i.d. x 50 mm) and only 12 mg of commercial extraction solid phase. For saliva analysis, similar microcolumns were produced with reusable stainless-steel hardware (508 µm i.d. x 100 mm) and 24 mg of commercial extraction solid phase. In this case, the commercial phase was superficially modified with BSA immobilization to exclude macromolecules during sample preparation, increasing its selectivity for analysis of saliva samples. After the evaluation of different solid phase extraction materials (and superficial modification, in the case of the saliva method), a fractional factorial design (24-1) followed by a central composite design (CCD) was used for optimization of the microextraction conditions. Under optimized conditions, the methods were validated, requiring only 250 µL of urine or saliva sample and 500 µL of organic solvent. For both matrices, no hydrolysis step was necessary, allowing the determination of different THC metabolites and other cannabinoids. Additionally, the only manual sample preparation step included a simple dilution followed by centrifugation. Thus, the total sample preparation procedure, followed by the chromatographic run, took about 20 minutes, with a sample throughput of 3 urine samples h-1. For saliva samples, the total sample preparation procedure, followed by the chromatographic run, took about 26.25 minutes, with a sample throughput of 2.3 saliva samples h-1. After validation, the methods were successfully applied to analyze 20 authentic urine samples and 50 authentic saliva samples. Finally, both methods proved to be competitive alternatives for routine analysis of cannabinoids in urine and saliva, particularly in terms of ease of pre-treatment and sample preparation and sample throughput, dismissing the use of commercial extraction devices.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSantos Neto, Álvaro José dosSartore, Douglas Morisue2024-08-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75135/tde-25102024-111834/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-10-25T16:39:02Zoai:teses.usp.br:tde-25102024-111834Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-10-25T16:39:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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