A política de combate à seca no nordeste: uma ideologia para o planejamento regional
| Ano de defesa: | 1994 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8137/tde-16052023-162150/ |
Resumo: | O objetivo deste trabalho é analisar e tentar compreender a atuação governamental no Nordeste brasileiro, entre 1877 e 1959, através da política de combate aos efeitos das secas, utilizada como instrumento ideológico para a fundamentação do planejamento regional. O combate aos efeitos da secas começou a assumir um caráter de fato político a partir da grande seca de 1877. Desde de então, a estratégia utilizada para socorrer a região, transformou-se em instrumento de intermediação entre o poder central e local, objetivando a acomodação da diversidade de interesses dos segmentos dominantes. Com a institucionalizaçâo da República, o relacionamento das várias oligarquias passou a ser intermediado através da \"política dos governadores\", que funcionou até 1930, como catalizador no relacionamento entre o Governo Federal e os governos estaduais, consolidando um pacto de poder oligárquico. Durante toda a Primeira República, São Paulo e Minas Gerais, utilizavam esses ingredientes para controlar a estrutura do poder. A partir dessa caracterização da seca como um fenômeno político, foram sendo criadas agências de intervenção federal na região, comprometidas com a articulação de interesses. Assim, a IOCS/IFOCS, transformada posteriormente no DNOCS; o IAA, a CHESF; a CVSF, o BNB e a SUDENE, estavam sempre, de uma forma ou outra, sintonizadas ideologicamente com o sistema político e suas demandas, no sentido de viabilizar os objetivos dos segmentos gue controlavam os poderes federal e estadual |
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