| Ano de defesa: | 2025 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-13042026-165753/ |
Resumo: | Esta tese investiga os determinantes sociais da saúde mental entre mulheres Malucas de BR, grupo que constrói modos de vida culturalmente diferenciados ancorados no artesanato, na circulação entre territórios urbanos e turísticos e em redes móveis de sociabilidade e cuidado. A partir de uma etnografia relacional conduzida na Rota das Emoções (MA-PI-CE) e em pontos estratégicos do circuito nômade, combinando observação participante, entrevistas em profundidade e diário de campo, descrevem-se os códigos internos de conduta, as formas de organização territorial e os mecanismos de regulação ética que estruturam a vida cotidiana da malucada. Os resultados mostram que a saúde mental dessas mulheres emerge da interação entre precariedades materiais, violências de gênero, moralidades internas e desigualdades estruturais. Evidenciam ainda que seu estilo de vida culturalmente distinto encontra baixa tolerância social, expressa em estigmas, repressão institucional e barreiras ao acesso a direitos. Conclui-se que políticas públicas devem reconhecer a legitimidade desses modos de vida e que uma abordagem decolonial, que valorize epistemologias situadas, critique hierarquias culturais e enfrente formas de subalternização, oferece caminhos para superar a intolerância e ampliar proteção, cuidado e dignidade. |
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Determinantes sociais da saúde mental entre mulheres malucas de BRSocial determinants of mental health among Malucas de BR womenDias, Valéria PachêcoFiorati, Regina CeliaDecolonialidadeDeterminantes sociais da saúde mentalMaluco de BRMulheresDecolonialityMalucos of BRSocial determinants of mental healthWomenEsta tese investiga os determinantes sociais da saúde mental entre mulheres Malucas de BR, grupo que constrói modos de vida culturalmente diferenciados ancorados no artesanato, na circulação entre territórios urbanos e turísticos e em redes móveis de sociabilidade e cuidado. A partir de uma etnografia relacional conduzida na Rota das Emoções (MA-PI-CE) e em pontos estratégicos do circuito nômade, combinando observação participante, entrevistas em profundidade e diário de campo, descrevem-se os códigos internos de conduta, as formas de organização territorial e os mecanismos de regulação ética que estruturam a vida cotidiana da malucada. Os resultados mostram que a saúde mental dessas mulheres emerge da interação entre precariedades materiais, violências de gênero, moralidades internas e desigualdades estruturais. Evidenciam ainda que seu estilo de vida culturalmente distinto encontra baixa tolerância social, expressa em estigmas, repressão institucional e barreiras ao acesso a direitos. Conclui-se que políticas públicas devem reconhecer a legitimidade desses modos de vida e que uma abordagem decolonial, que valorize epistemologias situadas, critique hierarquias culturais e enfrente formas de subalternização, oferece caminhos para superar a intolerância e ampliar proteção, cuidado e dignidade.This dissertation examines the social determinants of mental health among women known as Malucas de BR, a group that develops culturally distinct ways of living grounded in artisanal street work, circulation through urban and touristic territories, and mobile networks of sociability and care. Based on relational ethnography conducted along the \"Rota das Emoções\" (MA-PI-CE) and other strategic sites within the nomadic circuit, and drawing on participant observation, in-depth interviews, and extensive fieldnotes, the study documents the group\'s internal ethical codes, territorial practices, and mechanisms of reputational regulation. The findings show that these women\'s mental health arises from the interplay between material precarity, gender-based violence, internal moralities, and broader structural inequalities. They also reveal that their culturally differentiated lifestyle faces low societal tolerance, expressed through stigma, institutional repression, and restricted access to rights. The dissertation argues that public policies must recognize the legitimacy of these ways of life and that a decolonial approach, attentive to situated epistemologies, critical of cultural hierarchies, and committed to confronting processes of subalternization, offers a pathway for countering intolerance and strengthening protection, care, and dignity.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloEscola de Enfermagem de Ribeirão Preto2026-05-132026-05-14T09:06:02Z2025-12-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-13042026-165753/10.11606/T.22.2025.tde-13042026-165753tde-13042026-165753Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPDoutoradodoctoralUniversidade de São PauloBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-05-14T09:06:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)falseoai:teses.usp.br:tde-13042026-165753 |
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Esta tese investiga os determinantes sociais da saúde mental entre mulheres Malucas de BR, grupo que constrói modos de vida culturalmente diferenciados ancorados no artesanato, na circulação entre territórios urbanos e turísticos e em redes móveis de sociabilidade e cuidado. A partir de uma etnografia relacional conduzida na Rota das Emoções (MA-PI-CE) e em pontos estratégicos do circuito nômade, combinando observação participante, entrevistas em profundidade e diário de campo, descrevem-se os códigos internos de conduta, as formas de organização territorial e os mecanismos de regulação ética que estruturam a vida cotidiana da malucada. Os resultados mostram que a saúde mental dessas mulheres emerge da interação entre precariedades materiais, violências de gênero, moralidades internas e desigualdades estruturais. Evidenciam ainda que seu estilo de vida culturalmente distinto encontra baixa tolerância social, expressa em estigmas, repressão institucional e barreiras ao acesso a direitos. Conclui-se que políticas públicas devem reconhecer a legitimidade desses modos de vida e que uma abordagem decolonial, que valorize epistemologias situadas, critique hierarquias culturais e enfrente formas de subalternização, oferece caminhos para superar a intolerância e ampliar proteção, cuidado e dignidade. |
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