Subjetividade e opressão a partir do corpo gestante
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-17052023-160838/ |
Resumo: | A pesquisa tem como objetivo investigar o lugar no mundo do sujeito gestante como paradigmático para desvelar aspectos da experiência subjetiva, além de determinadas opressões. Paradigmático pois irrompe fronteiras, nuances e abre espaço para camadas diversas de experiência ao abarcar e esfacelar categorias, bem como ao colocar em xeque o papel social e político da mulher. A obra de Iris Young, pelo viés do estudo fenomenológico do corpo próprio, descreve a experiência vivida desse sujeito, ao mesmo tempo em que lança um olhar social para esta posição que abarca não somente o momento da gravidez, mas também o modo como se estruturam as sociedades e os saberes em torno deste fenômeno. Por um lado, a fenomenologia do sujeito gestante descreve aspectos da corporalidade, tais como as fronteiras entre o interior e o exterior, a imanência e a transcendência, revelando que estes são menos precisos do que se poderia supor inicialmente. Por outro lado, Young propõe um engajamento crítico por meio do estudo da corporalidade gestante, tal como esta interage com o mundo a sua volta, e pelo desvelamento de estruturas que possibilitam opressões e relações de poder entre grupos determinados socialmente. É possível analisar, então, como a estrutura social pode incidir sobre a experiência do corpo gestante, e como a descrição fenomenológica desse corpo traz à tona opressões vividas no interior de uma sociedade onde elas vigoram e são estruturadas de modo generificado. Esta pesquisa se debruça principalmente sobre a obra de Iris Young, analisando-a e tomando-a como guia para o percurso investigativo. Mas, também, sobre a obra de Jane Lymer, de modo a estabelecer um debate entre ambas no que diz respeito ao corpo gestante |
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Subjetividade e opressão a partir do corpo gestanteSubjectivity and alienation through the pregnant bodyCorpo vividoGenderGêneroGestanteIris YoungIris YoungJane LymerJane LymerLived bodyOppressionOpressãoPregnantSocialSocialA pesquisa tem como objetivo investigar o lugar no mundo do sujeito gestante como paradigmático para desvelar aspectos da experiência subjetiva, além de determinadas opressões. Paradigmático pois irrompe fronteiras, nuances e abre espaço para camadas diversas de experiência ao abarcar e esfacelar categorias, bem como ao colocar em xeque o papel social e político da mulher. A obra de Iris Young, pelo viés do estudo fenomenológico do corpo próprio, descreve a experiência vivida desse sujeito, ao mesmo tempo em que lança um olhar social para esta posição que abarca não somente o momento da gravidez, mas também o modo como se estruturam as sociedades e os saberes em torno deste fenômeno. Por um lado, a fenomenologia do sujeito gestante descreve aspectos da corporalidade, tais como as fronteiras entre o interior e o exterior, a imanência e a transcendência, revelando que estes são menos precisos do que se poderia supor inicialmente. Por outro lado, Young propõe um engajamento crítico por meio do estudo da corporalidade gestante, tal como esta interage com o mundo a sua volta, e pelo desvelamento de estruturas que possibilitam opressões e relações de poder entre grupos determinados socialmente. É possível analisar, então, como a estrutura social pode incidir sobre a experiência do corpo gestante, e como a descrição fenomenológica desse corpo traz à tona opressões vividas no interior de uma sociedade onde elas vigoram e são estruturadas de modo generificado. Esta pesquisa se debruça principalmente sobre a obra de Iris Young, analisando-a e tomando-a como guia para o percurso investigativo. Mas, também, sobre a obra de Jane Lymer, de modo a estabelecer um debate entre ambas no que diz respeito ao corpo gestanteThis research aims to investigate the pregnant subjects place in the world as paradigmatic to unveil aspects of the subjective experience besides certain types of oppression. Paradigmatic as it collapses barriers and nuances and allows for diverse layers of experience when it embraces and dismantles certain categories, as it questions the political and social role of woman. Iris Youngs work, trough phenomenological approach of ones own body, describes the lived experience of this subject, while also providing a social view of this position which not only comprises the moment of pregnancy but also the structure in which society and knowledge are structured around this phenomenon. On one hand, the phenomenological study of the pregnant subject describes bodily aspects, such as the distinctions between inner and outer, immanence and transcendence, revealing these are less precise than previously supposed. On the other hand, Young proposes an engagement on social criticism trough the study of the pregnant embodiment, as it interacts with the world around it, and trough the unveiling of structures that allow oppressions and power struggles amongst socially determined groups. It is then possible to analyze how social structure can affect the experience of the pregnant embodiment, and how the phenomenological description of this body brings forth oppressions lived in a society in which those are present and structured in a gender manner. This research is based primarily on the study of Iris Youngs work, analyzing it and taking it as a guide for its inquiring. It is also based on Jane Lymers work, establishing a debate between the two authors vis-a-vis the pregnant bodyBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRamos, Silvana de SouzaAntoniazzi, Carolina Bernardini2023-02-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-17052023-160838/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2023-05-17T19:12:53Zoai:teses.usp.br:tde-17052023-160838Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212023-05-17T19:12:53Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A pesquisa tem como objetivo investigar o lugar no mundo do sujeito gestante como paradigmático para desvelar aspectos da experiência subjetiva, além de determinadas opressões. Paradigmático pois irrompe fronteiras, nuances e abre espaço para camadas diversas de experiência ao abarcar e esfacelar categorias, bem como ao colocar em xeque o papel social e político da mulher. A obra de Iris Young, pelo viés do estudo fenomenológico do corpo próprio, descreve a experiência vivida desse sujeito, ao mesmo tempo em que lança um olhar social para esta posição que abarca não somente o momento da gravidez, mas também o modo como se estruturam as sociedades e os saberes em torno deste fenômeno. Por um lado, a fenomenologia do sujeito gestante descreve aspectos da corporalidade, tais como as fronteiras entre o interior e o exterior, a imanência e a transcendência, revelando que estes são menos precisos do que se poderia supor inicialmente. Por outro lado, Young propõe um engajamento crítico por meio do estudo da corporalidade gestante, tal como esta interage com o mundo a sua volta, e pelo desvelamento de estruturas que possibilitam opressões e relações de poder entre grupos determinados socialmente. É possível analisar, então, como a estrutura social pode incidir sobre a experiência do corpo gestante, e como a descrição fenomenológica desse corpo traz à tona opressões vividas no interior de uma sociedade onde elas vigoram e são estruturadas de modo generificado. Esta pesquisa se debruça principalmente sobre a obra de Iris Young, analisando-a e tomando-a como guia para o percurso investigativo. Mas, também, sobre a obra de Jane Lymer, de modo a estabelecer um debate entre ambas no que diz respeito ao corpo gestante |
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