Grupos de polinizadores em áreas de restauração ativa da Mata Atlântica
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11150/tde-08072025-145752/ |
Resumo: | Os polinizadores estão em declínio em todo o mundo, e a restauração ecológica é apontada como a prática mais eficaz para recuperar o funcionamento dos ecossistemas degradados, restaurar a biodiversidade e sustentar o serviço ecossistêmico da polinização. Apesar dessa importância, os projetos de restauração priorizam outras características funcionais na seleção de espécies vegetais para os plantios, deixando incerto quais grupos de polinizadores estão sendo contemplados nas áreas restauradas. Dado esse gargalo de conhecimento, esta pesquisa teve como objetivo investigar os grupos de polinizadores e sua associação com as espécies vegetais utilizadas nos projetos de restauração ativa da Mata Atlântica brasileira. Especificamente, buscamos analisar: (1) a frequência dos grupos de polinizadores nos projetos de restauração ativa, (2) a distribuição dos grupos de polinizadores nas plantas especialistas e generalistas, (3) a distribuição desses grupos nas diferentes classes sucessionais das espécies, (4) como o aumento da riqueza de plantas está relacionado com cada grupo polinizador e (5) quais projetos contemplam todos os grupos de polinizadores. Com base na literatura, classificamos os grupos de polinizadores das espécies vegetais, calculamos a riqueza e abundância de espécies para cada grupo polinizador e a proporção dos grupos nas classes sucessionais, analisamos a frequência das plantas polinizadas pelos grupos de polinizadores nos projetos de restauração e relacionamos a riqueza vegetal com as plantas polinizadas por cada grupo de polinizadores. Nossos resultados indicam que a seleção de espécies vegetais para a restauração ativa abrange os principais grupos de polinizadores, incluindo tanto espécies vegetais de polinização generalista quanto aquelas especializadas. Embora as classes sucessionais contemplem todos os grupos de polinizadores, observamos uma menor frequência de espécies de plantas não pioneiras que atendem especificamente a aves, borboletas e vespas. Plantas polinizadas por abelhas e insetos não especificados são as mais abundantes nos projetos de restauração, enquanto plantas polinizadas por outros grupos são menos representativas. A riqueza de espécies vegetais está positivamente relacionada com a frequência de plantas que atraem diferentes grupos de polinizadores. No entanto, essa relação não é significativa para plantas que dependem de moscas e besouros como polinizadores. Concluímos que é fundamental integrar a diversidade de grupos de polinizadores em futuros projetos de restauração, uma vez que, a maioria dos projetos favorece apenas alguns grupos específicos, resultando na sub-representação de outros, mesmo com o aumento da riqueza de plantas. Este fato evidencia que se os objetivos forem aprimorar a funcionalidade dos projetos de restauração, a polinização deve ser considerada para a seleção de espécies vegetais. Esta pesquisa oferece uma base importante para aprimorar as atuais práticas de restauração destinadas a recuperar funções ecossistêmicas de maneira mais abrangente e eficaz. |
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Grupos de polinizadores em áreas de restauração ativa da Mata AtlânticaPollinator groups in active restoration areas of the Atlantic ForestBiodiversidadeBiodiversityConservaçãoConservationHotspotsHotspotsPolinationPolinizaçãoOs polinizadores estão em declínio em todo o mundo, e a restauração ecológica é apontada como a prática mais eficaz para recuperar o funcionamento dos ecossistemas degradados, restaurar a biodiversidade e sustentar o serviço ecossistêmico da polinização. Apesar dessa importância, os projetos de restauração priorizam outras características funcionais na seleção de espécies vegetais para os plantios, deixando incerto quais grupos de polinizadores estão sendo contemplados nas áreas restauradas. Dado esse gargalo de conhecimento, esta pesquisa teve como objetivo investigar os grupos de polinizadores e sua associação com as espécies vegetais utilizadas nos projetos de restauração ativa da Mata Atlântica brasileira. Especificamente, buscamos analisar: (1) a frequência dos grupos de polinizadores nos projetos de restauração ativa, (2) a distribuição dos grupos de polinizadores nas plantas especialistas e generalistas, (3) a distribuição desses grupos nas diferentes classes sucessionais das espécies, (4) como o aumento da riqueza de plantas está relacionado com cada grupo polinizador e (5) quais projetos contemplam todos os grupos de polinizadores. Com base na literatura, classificamos os grupos de polinizadores das espécies vegetais, calculamos a riqueza e abundância de espécies para cada grupo polinizador e a proporção dos grupos nas classes sucessionais, analisamos a frequência das plantas polinizadas pelos grupos de polinizadores nos projetos de restauração e relacionamos a riqueza vegetal com as plantas polinizadas por cada grupo de polinizadores. Nossos resultados indicam que a seleção de espécies vegetais para a restauração ativa abrange os principais grupos de polinizadores, incluindo tanto espécies vegetais de polinização generalista quanto aquelas especializadas. Embora as classes sucessionais contemplem todos os grupos de polinizadores, observamos uma menor frequência de espécies de plantas não pioneiras que atendem especificamente a aves, borboletas e vespas. Plantas polinizadas por abelhas e insetos não especificados são as mais abundantes nos projetos de restauração, enquanto plantas polinizadas por outros grupos são menos representativas. A riqueza de espécies vegetais está positivamente relacionada com a frequência de plantas que atraem diferentes grupos de polinizadores. No entanto, essa relação não é significativa para plantas que dependem de moscas e besouros como polinizadores. Concluímos que é fundamental integrar a diversidade de grupos de polinizadores em futuros projetos de restauração, uma vez que, a maioria dos projetos favorece apenas alguns grupos específicos, resultando na sub-representação de outros, mesmo com o aumento da riqueza de plantas. Este fato evidencia que se os objetivos forem aprimorar a funcionalidade dos projetos de restauração, a polinização deve ser considerada para a seleção de espécies vegetais. Esta pesquisa oferece uma base importante para aprimorar as atuais práticas de restauração destinadas a recuperar funções ecossistêmicas de maneira mais abrangente e eficaz.Pollinators are declining worldwide, and ecological restoration is considered the most effective practice for recovering the functionality of degraded ecosystems, restoring biodiversity, and sustaining the ecosystem service of pollination. Despite its importance, restoration projects often prioritize other functional traits when selecting plant species for planting, leaving it uncertain which pollinator groups are being supported in restored areas. Addressing this knowledge gap, this research aimed to investigate the pollinator groups and their association with the plant species used in active restoration projects in the Brazilian Atlantic Forest. Specifically, we sought to analyze: (1) the frequency of pollinator groups in active restoration projects, (2) the distribution of pollinator groups among specialist and generalist plants, (3) the distribution of these groups across different successional classes of plant species, (4) how increased plant richness relates to each pollinator group, and (5) which projects include all pollinator groups. Using literature-based classifications, we identified the pollinator groups associated with the plant species, calculated the richness and abundance of species for each pollinator group and their proportions across successional classes, analyzed the frequency of plants pollinated by each group in restoration projects, and examined the relationship between plant richness and the plants pollinated by each pollinator group. Our findings indicate that the selection of plant species for active restoration encompasses the main pollinator groups, including both generalist and specialist pollination plant species. Although successional classes include all pollinator groups, we observed a lower frequency of non-pioneer plant species specifically associated with birds, butterflies, and wasps. Plants pollinated by bees and unspecified insects are the most abundant in restoration projects, while plants pollinated by other groups are less represented. Plant species richness is positively correlated with the frequency of plants attracting different pollinator groups. However, this relationship is not significant for plants reliant on flies and beetles as pollinators. We conclude that integrating the diversity of pollinator groups into future restoration projects is essential, as most current projects favor only a few specific groups, resulting in the underrepresentation of others, even with increasing plant richness. This finding highlights that if the goal is to enhance the functionality of restoration projects, pollination should be considered when selecting plant species. This research provides a critical foundation for improving current restoration practices, enabling the recovery of ecosystem functions more comprehensively and effectively.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRother, Débora CristinaBovoy, Ana Luiza Soares2024-12-02info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11150/tde-08072025-145752/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-14T13:11:02Zoai:teses.usp.br:tde-08072025-145752Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-14T13:11:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Os polinizadores estão em declínio em todo o mundo, e a restauração ecológica é apontada como a prática mais eficaz para recuperar o funcionamento dos ecossistemas degradados, restaurar a biodiversidade e sustentar o serviço ecossistêmico da polinização. Apesar dessa importância, os projetos de restauração priorizam outras características funcionais na seleção de espécies vegetais para os plantios, deixando incerto quais grupos de polinizadores estão sendo contemplados nas áreas restauradas. Dado esse gargalo de conhecimento, esta pesquisa teve como objetivo investigar os grupos de polinizadores e sua associação com as espécies vegetais utilizadas nos projetos de restauração ativa da Mata Atlântica brasileira. Especificamente, buscamos analisar: (1) a frequência dos grupos de polinizadores nos projetos de restauração ativa, (2) a distribuição dos grupos de polinizadores nas plantas especialistas e generalistas, (3) a distribuição desses grupos nas diferentes classes sucessionais das espécies, (4) como o aumento da riqueza de plantas está relacionado com cada grupo polinizador e (5) quais projetos contemplam todos os grupos de polinizadores. Com base na literatura, classificamos os grupos de polinizadores das espécies vegetais, calculamos a riqueza e abundância de espécies para cada grupo polinizador e a proporção dos grupos nas classes sucessionais, analisamos a frequência das plantas polinizadas pelos grupos de polinizadores nos projetos de restauração e relacionamos a riqueza vegetal com as plantas polinizadas por cada grupo de polinizadores. Nossos resultados indicam que a seleção de espécies vegetais para a restauração ativa abrange os principais grupos de polinizadores, incluindo tanto espécies vegetais de polinização generalista quanto aquelas especializadas. Embora as classes sucessionais contemplem todos os grupos de polinizadores, observamos uma menor frequência de espécies de plantas não pioneiras que atendem especificamente a aves, borboletas e vespas. Plantas polinizadas por abelhas e insetos não especificados são as mais abundantes nos projetos de restauração, enquanto plantas polinizadas por outros grupos são menos representativas. A riqueza de espécies vegetais está positivamente relacionada com a frequência de plantas que atraem diferentes grupos de polinizadores. No entanto, essa relação não é significativa para plantas que dependem de moscas e besouros como polinizadores. Concluímos que é fundamental integrar a diversidade de grupos de polinizadores em futuros projetos de restauração, uma vez que, a maioria dos projetos favorece apenas alguns grupos específicos, resultando na sub-representação de outros, mesmo com o aumento da riqueza de plantas. Este fato evidencia que se os objetivos forem aprimorar a funcionalidade dos projetos de restauração, a polinização deve ser considerada para a seleção de espécies vegetais. Esta pesquisa oferece uma base importante para aprimorar as atuais práticas de restauração destinadas a recuperar funções ecossistêmicas de maneira mais abrangente e eficaz. |
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