Acesso à justiça dos acionistas minoritários investidores : uma análise empírico-qualitativa dos instrumentos processuais para a reparação do dano ao mercado por falha informacional
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2137/tde-07032024-090023/ |
Resumo: | Esta tese identifica que os acionistas minoritários, investidores e participantes do mercado de capitais, carecem de um acesso adequado à justiça. Tal conclusão é derivada da análise de casos judiciais e arbitrais que envolvem pedidos de indenização por danos decorrentes de falhas informacionais. A investigação revelou que a falta de precedentes favoráveis não se deve à inadequação dos instrumentos processuais presentes na legislação, mas sim ao seu uso impróprio, causado por uma limitação indevida do conceito de dano ao mercado. A tese apresenta uma nova perspectiva sobre os instrumentos processuais para a proteção e indenização dos acionistas minoritários investidores, baseada em uma compreensão apropriada dos direitos e interesses que podem ser prejudicados por falhas informacionais. Há três tipos de danos que podem surgir de ilícitos de mercado: (i) dano social, ligado aos prejuízos sofridos pela companhia, com impactos indiretos em seus acionistas; (ii) dano direto sofrido pelos acionistas, relacionados às perdas impostas aos seus direitos acionários; e (iii) dano direto suportado pelos investidores, relacionados aos prejuízos que a falha informacional pode causar aos seus investimentos. Para se protegerem do dano indireto, os acionistas dispõem das ações derivadas (arts. 159, §§3o e 4o, e 246 da LSA), que, apesar de passíveis de aperfeiçoamento, demonstram-se adequadas para proteger seus interesses econômicos. Para a reparação do dano direto de natureza societária, os acionistas podem utilizar a ação individual judicial (arts. 318 e ss. do CPC) ou a arbitragem, se houver cláusula compromissória estatutária (art. 109, §3o, da LSA). Finalmente, para a defesa contra o dano direto de natureza cível, os acionistas podem recorrer à ação individual judicial e à tutela coletiva (Lei n. 7.913/89). |
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Acesso à justiça dos acionistas minoritários investidores : uma análise empírico-qualitativa dos instrumentos processuais para a reparação do dano ao mercado por falha informacionalAccess to Justice for Minority Shareholder Investors : an Empirical-Qualitative Analysis of Procedural Instruments for Remedying Market Harm due to Informational Failures.AccessAcessoAcionistasClass actionColetivaFailing to reportFalhaInformacionalInvestidoresInvestorsJustiçaJusticeMinoritáriosMinorityShareholdersTutelaEsta tese identifica que os acionistas minoritários, investidores e participantes do mercado de capitais, carecem de um acesso adequado à justiça. Tal conclusão é derivada da análise de casos judiciais e arbitrais que envolvem pedidos de indenização por danos decorrentes de falhas informacionais. A investigação revelou que a falta de precedentes favoráveis não se deve à inadequação dos instrumentos processuais presentes na legislação, mas sim ao seu uso impróprio, causado por uma limitação indevida do conceito de dano ao mercado. A tese apresenta uma nova perspectiva sobre os instrumentos processuais para a proteção e indenização dos acionistas minoritários investidores, baseada em uma compreensão apropriada dos direitos e interesses que podem ser prejudicados por falhas informacionais. Há três tipos de danos que podem surgir de ilícitos de mercado: (i) dano social, ligado aos prejuízos sofridos pela companhia, com impactos indiretos em seus acionistas; (ii) dano direto sofrido pelos acionistas, relacionados às perdas impostas aos seus direitos acionários; e (iii) dano direto suportado pelos investidores, relacionados aos prejuízos que a falha informacional pode causar aos seus investimentos. Para se protegerem do dano indireto, os acionistas dispõem das ações derivadas (arts. 159, §§3o e 4o, e 246 da LSA), que, apesar de passíveis de aperfeiçoamento, demonstram-se adequadas para proteger seus interesses econômicos. Para a reparação do dano direto de natureza societária, os acionistas podem utilizar a ação individual judicial (arts. 318 e ss. do CPC) ou a arbitragem, se houver cláusula compromissória estatutária (art. 109, §3o, da LSA). Finalmente, para a defesa contra o dano direto de natureza cível, os acionistas podem recorrer à ação individual judicial e à tutela coletiva (Lei n. 7.913/89).This thesis identifies that minority shareholders, investors, and participants in the capital market lack adequate access to justice. This conclusion is derived from the analysis of judicial and arbitral cases involving claims for compensation resulting from informational failures. The investigation revealed that the lack of favorable precedents is not due to the inadequacy of procedural instruments present in legislation but rather to their improper use, caused by an undue limitation of the concept of market harm. The thesis presents a new perspective on procedural instruments for the protection and compensation of minority shareholder investors, based on a proper understanding of the rights and interests that may be harmed by informational failures. There are three types of damages that can arise from market wrongdoing: (i) social harm, linked to the losses suffered by the company with indirect impacts on its shareholders; (ii) direct harm suffered by shareholders, related to the losses imposed on their share rights; and (iii) direct harm sustained by investors, related to the losses that informational failures can cause to their investments. To protect themselves from indirect harm, shareholders have derivative actions (cf. arts. 159, §§3o and 4o, and 246 of the Brazilian Corporation Law - LSA), which, although subject to improvement, prove to be adequate for protecting their economic interests. For the redress of direct harm of a corporate nature, shareholders can use individual judicial action (arts. 318 and following of the Brazilian Civil Procedure Code - CPC) or arbitration, if there is a statutory arbitration clause (art. 109, §3o, of the LSA). Finally, for defense against direct harm of a civil nature, shareholders can resort to individual judicial action and collective protection (Law no. 7.913/89).Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSalles, Carlos Alberto deBertão, Rafael Calheiros2023-09-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2137/tde-07032024-090023/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-03T17:37:02Zoai:teses.usp.br:tde-07032024-090023Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-03T17:37:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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