Identidades de dissidência: a formação política do movimento espírita brasileiro na década de 1880
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48135/tde-05052025-083911/ |
Resumo: | A presente tese procurou analisar a formação política promovida pelo movimento espírita brasileiro da década de 1880, período que compõe o período reformador, marcado pelo processo que deságua na abolição da escravidão e na Proclamação da República. Ao utilizar o termo formação, temos como pressuposto uma educação política promovida pelo movimento espírita, por meio de suas reuniões em associações, seus congressos e seus periódicos, e focamos a educação que se processa fora da escola, a partir da inspiração de Thompson (2011), na esteira da apropriação de Costa (2012) do conceito. Discutimos e adotamos a concepção de identidade proposto por Stuart Hall (2003). Investigamos os periódicos da imprensa espírita Revista da Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade, Reformador e Echo d\' Além Túmulo, e defendemos a hipótese de que o movimento espírita em formação no Brasil, na segunda metade do século XIX, configurou-se como uma identidade de dissidência, ao menos parcialmente, diante da ordem estabelecida. Os resultados relatados na tese evidenciam que a imprensa espírita elogiou a educação feminina, defendeu a tolerância religiosa, apontou os problemas sociais causados pela ganância, posicionou-se em relação à temática da escravidão e sua abolição no Brasil, criticou a monarquia e a religião católica, associou a ciência e a república ao progresso, e pressionou o Estado, propondo uma transformação social e política da nação. Também argumentamos que as mensagens mediúnicas veiculadas pela imprensa espírita trazem tons mais radicais, que o movimento espírita, minoritário e acuado, não podia exprimir. Seguindo a proposta de Asad (1993), a qual compreende que discursos de campos diferentes podem se apoiar mutuamente, argumentamos que identidades políticas como a dos republicanos, dos liberais, anticlericais e a dos abolicionistas apoiaram a construção da identidade espírita, na construção do rol de identidades de resistência ao império brasileiro, durante o período reformador que culminou na formação da primeira república brasileira. |
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Identidades de dissidência: a formação política do movimento espírita brasileiro na década de 1880Dissident identities: the political formation of the Brazilian spiritist movement in the 1880sAssociativismo espíritaDissentDissidênciaFormação políticaHistória da educaçãoHistory of educationImprensa espíritaPolitical formationSpiritist associativismSpiritist pressA presente tese procurou analisar a formação política promovida pelo movimento espírita brasileiro da década de 1880, período que compõe o período reformador, marcado pelo processo que deságua na abolição da escravidão e na Proclamação da República. Ao utilizar o termo formação, temos como pressuposto uma educação política promovida pelo movimento espírita, por meio de suas reuniões em associações, seus congressos e seus periódicos, e focamos a educação que se processa fora da escola, a partir da inspiração de Thompson (2011), na esteira da apropriação de Costa (2012) do conceito. Discutimos e adotamos a concepção de identidade proposto por Stuart Hall (2003). Investigamos os periódicos da imprensa espírita Revista da Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade, Reformador e Echo d\' Além Túmulo, e defendemos a hipótese de que o movimento espírita em formação no Brasil, na segunda metade do século XIX, configurou-se como uma identidade de dissidência, ao menos parcialmente, diante da ordem estabelecida. Os resultados relatados na tese evidenciam que a imprensa espírita elogiou a educação feminina, defendeu a tolerância religiosa, apontou os problemas sociais causados pela ganância, posicionou-se em relação à temática da escravidão e sua abolição no Brasil, criticou a monarquia e a religião católica, associou a ciência e a república ao progresso, e pressionou o Estado, propondo uma transformação social e política da nação. Também argumentamos que as mensagens mediúnicas veiculadas pela imprensa espírita trazem tons mais radicais, que o movimento espírita, minoritário e acuado, não podia exprimir. Seguindo a proposta de Asad (1993), a qual compreende que discursos de campos diferentes podem se apoiar mutuamente, argumentamos que identidades políticas como a dos republicanos, dos liberais, anticlericais e a dos abolicionistas apoiaram a construção da identidade espírita, na construção do rol de identidades de resistência ao império brasileiro, durante o período reformador que culminou na formação da primeira república brasileira.This thesis sought to analyze the political formation promoted by the Brazilian Spiritist movement of the 1880s, a period that constitutes the reformist era, marked by the process that led to the Proclamation of the Republic. By using the term formation, we presuppose a political education promoted by the Spiritist movement through its meetings in associations, its congresses and its periodicals, focusing on the education that happens outside of school environment. This approach is inspired by Thompson (2011) and Costas (2012) appropriation of the concept. We discuss and use the concept of identity proposed by Stuart Hall (2003). We investigated Spiritist press periodicals, including the Revista da Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade, Reformador, and Echo dAlém Túmulo, and defended the hypothesis that the Spiritist movement being formed in Brazil during the second half of the 19th century configured itself as, at least partially, a dissident identity against the established order. The results reported in this article show that the Spiritist press praised female education, defended religious tolerance, pointed out social problems caused by greed, took a stand on the issue of slavery and its abolition in Brazil, criticized the monarchy and the Catholic religion, associated science and the republic with progress, and pressured the State by proposing social and political transformation for the nation. Following Asads (1993) proposition that discourses from different fields can support each other, we argue that political identities such as those of the republicans, liberals, anticlericals, and abolitionists supported the construction of the Spiritist identity, contributing to the repertoire of resistance identities against the Brazilian empire during the reformist period that culminated in the establishment of the first Brazilian republic.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCosta, Ana Luiza Jesus daAmorim, Litza de Oliveira2025-02-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48135/tde-05052025-083911/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-16T14:24:02Zoai:teses.usp.br:tde-05052025-083911Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-16T14:24:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A presente tese procurou analisar a formação política promovida pelo movimento espírita brasileiro da década de 1880, período que compõe o período reformador, marcado pelo processo que deságua na abolição da escravidão e na Proclamação da República. Ao utilizar o termo formação, temos como pressuposto uma educação política promovida pelo movimento espírita, por meio de suas reuniões em associações, seus congressos e seus periódicos, e focamos a educação que se processa fora da escola, a partir da inspiração de Thompson (2011), na esteira da apropriação de Costa (2012) do conceito. Discutimos e adotamos a concepção de identidade proposto por Stuart Hall (2003). Investigamos os periódicos da imprensa espírita Revista da Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade, Reformador e Echo d\' Além Túmulo, e defendemos a hipótese de que o movimento espírita em formação no Brasil, na segunda metade do século XIX, configurou-se como uma identidade de dissidência, ao menos parcialmente, diante da ordem estabelecida. Os resultados relatados na tese evidenciam que a imprensa espírita elogiou a educação feminina, defendeu a tolerância religiosa, apontou os problemas sociais causados pela ganância, posicionou-se em relação à temática da escravidão e sua abolição no Brasil, criticou a monarquia e a religião católica, associou a ciência e a república ao progresso, e pressionou o Estado, propondo uma transformação social e política da nação. Também argumentamos que as mensagens mediúnicas veiculadas pela imprensa espírita trazem tons mais radicais, que o movimento espírita, minoritário e acuado, não podia exprimir. Seguindo a proposta de Asad (1993), a qual compreende que discursos de campos diferentes podem se apoiar mutuamente, argumentamos que identidades políticas como a dos republicanos, dos liberais, anticlericais e a dos abolicionistas apoiaram a construção da identidade espírita, na construção do rol de identidades de resistência ao império brasileiro, durante o período reformador que culminou na formação da primeira república brasileira. |
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