Os impactos do estigma na qualidade de vida de crianças epilépticas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Barroso, Luciana Karla Viana
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-04042025-152230/
Resumo: A epilepsia é uma das afecções neurológicas crônicas mais prevalentes na infância e caracteriza-se pela ocorrência de crises epilépticas recorrentes não provocadas. A definição inclui episódios com pelo menos duas crises em um período de 24 horas, uma crise com alta probabilidade de recorrência, ou o diagnóstico de uma síndrome epiléptica específica. O impacto da epilepsia não é determinado apenas pelos aspectos clínicos da doença, frequência e gravidade das crises, mas também por fatores psicológicos e sociais, bem como pela percepção das pessoas com epilepsia e seus familiares sobre a qualidade de vida (QV), sendo o estigma um dos fatores mais determinantes. O objetivo deste estudo foi identificar o impacto do estigma na QV de crianças com epilepsia, na perspectiva dos pais, investigando 3 grupos (entre 6 e 12 anos): G1- crianças com epilepsia, G2 - crianças com Autismo e/ou TDAH e G3 crianças neurotípicas. Os pais destas responderam a um formulário on line contendo 3 escalas: Inventário Simplificado de Qualidade de vida na Epilepsia; Escala de Estigma da epilepsia e Escala de Auto estigma dos Pais e um questionário elaborado pela autora, que coletou informações quanto a aspectos culturais, sociais, renda familiar, medicamentos, dados antropométricos entre outros. Foi utilizada estatística descritiva (média, desvio padrão, moda), frequência absoluta e relativa, Participaram da pesquisa 52 pais, totalizando no G1 28,8% (15), G2 42,3% (22) e G3 28,8% (15); o grau de escolaridade das mães foi no G1 - 86,7% (13), G2 - 81,9% (18) e G3 100% (15), e os pais tiveram uma média um pouco menor no G1 - (80%) em relação aos outros dois grupos: G2 (86,3%) e G3 (86,7%), porém o nível de escolaridade de todos estava acima da média do brasileiro. No G1, 40% das crianças apresentaram sobrepeso, com média 5,3 na escala de percepção da QV (1 a 10), contrastando com 7,2 (G2) e 9 (G3), 40% apresentavam crises epilépticas uma vez por semana, 60% usavam politerapia, sendo destas 60% com crise tônico-clônica generalizada e 40% ausência, e 40% destas têm o controle parcial das crises. Os pais das crianças epilépticas (G1) apresentaram 93,3% (14) na escala de auto estigma, comparado a 81,2% (22) no G2 (crianças autistas). Conclui-se que o estigma social é um dos principais fatores negativos à QV das crianças com epilepsia, predominando a exclusão social e bullying, frequentemente no ambiente escolar, onde crianças com epilepsia enfrentam desafios emocionais e comportamentais e que a desinformação sobre a epilepsia leva à perpetuação de preconceitos, contribuindo para a marginalização social, dificultando a integração e participação em atividades escolares e sociais, sugerindo que programas de conscientização serão eficazes na redução do estigma e no aumento do conhecimento público sobre epilepsia, promovendo uma visão mais inclusiva.
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O objetivo deste estudo foi identificar o impacto do estigma na QV de crianças com epilepsia, na perspectiva dos pais, investigando 3 grupos (entre 6 e 12 anos): G1- crianças com epilepsia, G2 - crianças com Autismo e/ou TDAH e G3 crianças neurotípicas. Os pais destas responderam a um formulário on line contendo 3 escalas: Inventário Simplificado de Qualidade de vida na Epilepsia; Escala de Estigma da epilepsia e Escala de Auto estigma dos Pais e um questionário elaborado pela autora, que coletou informações quanto a aspectos culturais, sociais, renda familiar, medicamentos, dados antropométricos entre outros. Foi utilizada estatística descritiva (média, desvio padrão, moda), frequência absoluta e relativa, Participaram da pesquisa 52 pais, totalizando no G1 28,8% (15), G2 42,3% (22) e G3 28,8% (15); o grau de escolaridade das mães foi no G1 - 86,7% (13), G2 - 81,9% (18) e G3 100% (15), e os pais tiveram uma média um pouco menor no G1 - (80%) em relação aos outros dois grupos: G2 (86,3%) e G3 (86,7%), porém o nível de escolaridade de todos estava acima da média do brasileiro. No G1, 40% das crianças apresentaram sobrepeso, com média 5,3 na escala de percepção da QV (1 a 10), contrastando com 7,2 (G2) e 9 (G3), 40% apresentavam crises epilépticas uma vez por semana, 60% usavam politerapia, sendo destas 60% com crise tônico-clônica generalizada e 40% ausência, e 40% destas têm o controle parcial das crises. Os pais das crianças epilépticas (G1) apresentaram 93,3% (14) na escala de auto estigma, comparado a 81,2% (22) no G2 (crianças autistas). Conclui-se que o estigma social é um dos principais fatores negativos à QV das crianças com epilepsia, predominando a exclusão social e bullying, frequentemente no ambiente escolar, onde crianças com epilepsia enfrentam desafios emocionais e comportamentais e que a desinformação sobre a epilepsia leva à perpetuação de preconceitos, contribuindo para a marginalização social, dificultando a integração e participação em atividades escolares e sociais, sugerindo que programas de conscientização serão eficazes na redução do estigma e no aumento do conhecimento público sobre epilepsia, promovendo uma visão mais inclusiva.Epilepsy is one of the most prevalent chronic neurological conditions in childhood and is characterized by the occurrence of recurrent unprovoked epileptic seizures. The definition includes episodes with at least two seizures in a 24-hour period, a seizure with a high probability of recurrence, or the diagnosis of a specific epilepsy syndrome. The impact of epilepsy is not only determined by the clinical aspects of the disease, frequency and severity of seizures, but also by psychological and social factors, as well as by the perception of people with epilepsy and their families about quality of life (QoL), being the Stigma is one of the most determining factors. The objective of this study was to identify the impact of stigma on the QOL of children with epilepsy, from the parents\' perspective, investigating 3 groups (between 6 and 12 years old): G1 - children with epilepsy, G2 - children with Autism and/or ADHD and G3 neurotypical children. Their parents responded to an online form containing 3 scales: Simplified Inventory of Quality of Life in Epilepsy; Epilepsy Stigma Scale and Parental Self-Stigma Scale and a questionnaire prepared by the author, which collected information regarding cultural and social aspects, family income, medications, anthropometric data, among others. Descriptive statistics (mean, standard deviation, mode), absolute and relative frequency were used. 52 parents participated in the research, totaling 28.8% in G1 (15), 42.3% in G2 (22) and 28.8% in G3 ( 15); the mothers\' level of education was in G1 - 86.7% (13), G2 - 81.9% (18) and G3 100% (15), and the fathers had a slightly lower average in G1 - (80%) in relation to the other two groups: G2 (86.3%) and G3 (86.7%), but everyone\'s education level was above the Brazilian average. In G1, 40% of children were overweight, with an average of 5.3 on the QoL perception scale (1 to 10), contrasting with 7.2 (G2) and 9 (G3), 40% had epileptic seizures once a week, 60% used polytherapy, of which 60% had generalized tonic-clonic seizures and 40% were absent, and 40% of these had partial seizure control. Parents of epileptic children (G1) presented 93.3% (14) on the self-stigma scale, compared to 81.2% (22) in G2 (autistic children). It is concluded that social stigma is one of the main negative factors in the QoL of children with epilepsy, predominating through social exclusion and bullying, often in the school environment, where children with epilepsy face emotional and behavioral challenges and that misinformation about epilepsy leads to the perpetuation of prejudices, contributing to social marginalization, making integration and participation in school and social activities difficult, suggesting that awareness programs will be effective in reducing stigma and increasing public knowledge about epilepsy, promoting a vision more inclusive.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAntúnez, Andrés Eduardo AguirreBarroso, Luciana Karla Viana2024-12-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-04042025-152230/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-04T19:17:02Zoai:teses.usp.br:tde-04042025-152230Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-04T19:17:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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