Avaliação de risco para estridor laríngeo após extubação traqueal de pacientes em unidade de terapia intensiva

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Lopes, Alessandra Geisler Daud
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-25032026-112708/
Resumo: Introdução: O estridor laríngeo pós-extubação é uma complicação comum em unidades de terapia intensiva pediátrica (UTIP), afetando até 30% das crianças intubadas e levando à falha da extubação, aumento da morbimortalidade. Objetivos: Identificar os fatores de risco para estridor laríngeo pós-extubação e construir uma metodologia para calcular a ocorrência de estridor laríngeo pós extubação com base em variáveis observáveis na UTIP. Métodos: Estudo retrospectivo de caso-controle 1:1, analisou registros de intubação orotraqueal (IOT) entre 2017-2020 e estratificou em 16 variáveis. Desfecho: presença de estridor laríngeo pós-extubação (critérios de Downes & Raphaelly). Modelos estatísticos de aprendizado de máquina foram aplicados. Resultados: 243 pacientes foram incluídos, 118 (48,6%) desenvolveram estridor laríngeo pós extubação. Idade mediana: 8 meses, 63% do sexo masculino, condições respiratórias 53%. O número mediano de tentativas de intubação foi de 2, a duração mediana da ventilação mecânica foi de 4 dias, e 53,9% de IOT ocorreram na UTI Pediátrica. Intubação em sequência rápida ocorreu em 54,4%; 56,4% utilizaram cânula com balonete e 67,9% apresentaram tamanho de cânula adequado, extubação acidental em 5,8% e corticosteroides utilizados em 67,9%. Modelos de regressão bivariada para o desfecho estridor, \"idade\", \"dias de ventilação\", \"diagnóstico de bronquiolite\" e \"intubação em centro cirúrgico\" como preditores significativos. Cada mês adicional de idade reduz as chances de estridor laríngeo pós-extubação em 1%, cada dia de ventilação aumenta em 12%, a bronquiolite aumenta em 74% e a intubação em centro cirúrgico reduz em 63%. Na regressão logística multivariada, confirma-se \"idade\" e \"dias de ventilação\" como preditores-chave. Modelos de aprendizado de máquina (ML) melhoraram a precisão, identificando \"idade\", \"dias de ventilação\", \"bronquiolite\", \"cânula com balonete\" e \"tamanho adequado da cânula\" como as variáveis mais preditivas. Equações preditivas (logit-RL, logit ML) foram desenvolvidas, com ML apresentando desempenho superior. A taxa inicial de estridor foi de 88%. Após a implementação do protocolo baseado em IHI, a taxa mediana diminuiu para 35%. Conclusões: Fatores intrínsecos (idade do paciente e bronquiolite) aumentam o risco de estridor laríngeo pós extubação, enquanto fatores extrínsecos (ventilação mais curta, intubação em sala cirúrgica) o diminuem. Além disso, protocolos institucionais para o manejo adequado de pacientes submetidos à intubação orotraqueal impactam diretamente a taxa de estridor laríngeo pós-extubação.
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Desfecho: presença de estridor laríngeo pós-extubação (critérios de Downes & Raphaelly). Modelos estatísticos de aprendizado de máquina foram aplicados. Resultados: 243 pacientes foram incluídos, 118 (48,6%) desenvolveram estridor laríngeo pós extubação. Idade mediana: 8 meses, 63% do sexo masculino, condições respiratórias 53%. O número mediano de tentativas de intubação foi de 2, a duração mediana da ventilação mecânica foi de 4 dias, e 53,9% de IOT ocorreram na UTI Pediátrica. Intubação em sequência rápida ocorreu em 54,4%; 56,4% utilizaram cânula com balonete e 67,9% apresentaram tamanho de cânula adequado, extubação acidental em 5,8% e corticosteroides utilizados em 67,9%. Modelos de regressão bivariada para o desfecho estridor, \"idade\", \"dias de ventilação\", \"diagnóstico de bronquiolite\" e \"intubação em centro cirúrgico\" como preditores significativos. Cada mês adicional de idade reduz as chances de estridor laríngeo pós-extubação em 1%, cada dia de ventilação aumenta em 12%, a bronquiolite aumenta em 74% e a intubação em centro cirúrgico reduz em 63%. Na regressão logística multivariada, confirma-se \"idade\" e \"dias de ventilação\" como preditores-chave. Modelos de aprendizado de máquina (ML) melhoraram a precisão, identificando \"idade\", \"dias de ventilação\", \"bronquiolite\", \"cânula com balonete\" e \"tamanho adequado da cânula\" como as variáveis mais preditivas. Equações preditivas (logit-RL, logit ML) foram desenvolvidas, com ML apresentando desempenho superior. A taxa inicial de estridor foi de 88%. Após a implementação do protocolo baseado em IHI, a taxa mediana diminuiu para 35%. Conclusões: Fatores intrínsecos (idade do paciente e bronquiolite) aumentam o risco de estridor laríngeo pós extubação, enquanto fatores extrínsecos (ventilação mais curta, intubação em sala cirúrgica) o diminuem. Além disso, protocolos institucionais para o manejo adequado de pacientes submetidos à intubação orotraqueal impactam diretamente a taxa de estridor laríngeo pós-extubação.Introduction: Post-extubation laryngeal stridor is a common complication in pediatric intensive care units (PICUs), affecting up to 30% of intubated children and leading to extubation failure, increased morbi and mortality. Objectives: To identify risk factors for post-extubation laryngeal stridor and construct a methodology for calculating post-extubation laryngeal stridor occurrence based on observable variables in PICU. Methods: Retrospective 1:1case-control study, analyzed records into orotracheal intubation (OTI) between 2017-2020 and stratified into 16 variables. Outcome: presence of post-extubation laryngeal stridor (Downes & Raphaelly criteria). Statistical, machine learning models were applied. Results: 243 patients were included, 118 (48.6%) developed post extubation laryngeal stridor. Median age: 8 months, 63% male, respiratory conditions 53%. Median number of intubation attempts was 2, median mechanical ventilation duration was 4 days, 53.9% OTI occurred in the PICU. Rapid sequence intubation in 54.4%; 56.4% used cuffed cannula and 67.9% cannula size was adequate, accidental extubation 5.8%, corticosteroids used 67.9%. Bivariate regression models for the stridor outcome, \"age\", days of ventilation, \"diagnosis of bronchiolitis,\" and \"intubation in the operating room\" as significant predictors. Each additional month of age reduces post-extubation laryngeal stridor odds by 1%, each ventilation day increased it by 12%, bronchiolitis increased 74%, and intubation in the operating room reduced 63%. In multivariate logistic regression, confirm \"age\" and \"days of ventilation\"as key predictors. Machine learning (ML) models improved accuracy, identifying \"age,\" \"days of ventilation,\" \"bronchiolitis\", \"cuffed cannula,\" and \"adequate cannula size\" as the most predictive variables. Predictive equations (logit-RL, logit-ML) were developed, with ML outperforming. Initial stridor rate was 88%. Following IHI-based protocol implementation, the median rate decreased to 35%. Conclusions: Intrinsic factors (patient age and bronchiolitis) increase post extubation laryngeal stridor risk, while extrinsic factors (shorter ventilation, operating room intubation) decrease it. Furthermore, institutional protocols for the appropriate management for patients undergoing orotracheal intubation directly impacts the rate of post-extubation laryngeal stridor.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCarvalho, Werther Brunow deLopes, Alessandra Geisler Daud2025-11-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-25032026-112708/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-25T14:42:03Zoai:teses.usp.br:tde-25032026-112708Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-25T14:42:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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