Efeitos do ácido ascórbico nos biomarcadores de estresse oxidativo induzido por exercício físico exaustivo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Picchi, Monike Garlipp
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-22082015-001832/
Resumo: O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da suplementação de vitamina C nos biomarcadores de estresse oxidativo induzido por exercício físico exaustivo. A amostra foi composta por 13 indivíduos do sexo masculino, fisicamente ativos, com idades entre 18 e 33 anos, IMC médio 23,65 ± 3,5 kg/m² e VO2max de 50,94 ± 5,2 ml.kg-1.min-1. Estes indivíduos foram submetidos a um protocolo de exercício exaustivo (40 minutos de corrida a 70-75% do VO2max, e aumento da velocidade para 90% do VO2max até a exaustão), randomizados duplo cego em duas fases (placebo X vitamina C). Na fase vitamina C eles ingeriram 500 mg de vitamina C por dia, durante 7 dias, antes do protocolo exaustivo, e na fase placebo eles ingeriram por sete dias placebo antes do mesmo protocolo. Foram coletadas amostras de sangue antes do exercício, logo após, 1h, 2h, 4h e 24h após para determinação dos biomarcadores de estresse oxidativo. As duas fases foram homogêneas, os indivíduos apresentaram consumo alimentar similar e não houve diferença na duração e intensidade do exercício. Os resultados mostram que o uso de suplemento de vitamina C favoreceu maiores níveis séricos de ácido ascórbico em relação ao placebo logo depois do exercício até 4 horas após, e por isso poupou a eliminação dos outros antioxidantes, -tocoferol e retinol, que estavam em menores concentrações séricas até 2 horas após o exercício, e do GSH, que se manteve em menores concentrações até 24 horas após. Enquanto com uso de placebo, já que os níveis de ácido ascórbico eram menores, houve uma maior liberação destes outros antioxidantes, e o -tocoferol e retinol começaram a ser consumidos 1 hora após o exercício, para combater os radicais livres formados, até 24 horas após. Apesar da CAT não ser alterada nem pela suplementação nem pelo exercício exaustivo, o FRAP foi maior na fase vitamina C e se manteve estável nas 24h após o exercício. O ácido úrico não apresentou diferença significativa, e seu uso foi poupado por outros antioxidantes séricos nas duas intervenções. Nas duas fases os indivíduos conseguiram combater os radicais livres formados pelo exercício exaustivo, já que os marcadores de peroxidação lipídica (MDA, TBARS e FOX) não aumentaram após o exercício em nenhuma das intervenções, não houve aumento de oxidação protéica (AOPP e PC). Os marcadores de lesão hepática (TGO), lesão muscular (CK) e tecidual (LDH) se comportaram de maneira igual com ou sem uso de vitamina C. As vantagens do uso adicional de vitamina C são: a maior proteção antioxidante desde o ínicio do exercício, já que apresenta maiores concentrações séricas de vitamina C e de FRAP, o menor grau de peroxidação lipídica, avaliado pelo MDA, o menor grau de oxidação protéica, avaliado pelas PC e a menor dependência do GSH como antioxidante endógeno. Sendo assim, uso de uma dose modesta de vitamina C, por um curto período de tempo, foi capaz de auxiliar na proteção antioxidante, sem nenhum efeito danoso aos indivíduos.
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Na fase vitamina C eles ingeriram 500 mg de vitamina C por dia, durante 7 dias, antes do protocolo exaustivo, e na fase placebo eles ingeriram por sete dias placebo antes do mesmo protocolo. Foram coletadas amostras de sangue antes do exercício, logo após, 1h, 2h, 4h e 24h após para determinação dos biomarcadores de estresse oxidativo. As duas fases foram homogêneas, os indivíduos apresentaram consumo alimentar similar e não houve diferença na duração e intensidade do exercício. Os resultados mostram que o uso de suplemento de vitamina C favoreceu maiores níveis séricos de ácido ascórbico em relação ao placebo logo depois do exercício até 4 horas após, e por isso poupou a eliminação dos outros antioxidantes, -tocoferol e retinol, que estavam em menores concentrações séricas até 2 horas após o exercício, e do GSH, que se manteve em menores concentrações até 24 horas após. Enquanto com uso de placebo, já que os níveis de ácido ascórbico eram menores, houve uma maior liberação destes outros antioxidantes, e o -tocoferol e retinol começaram a ser consumidos 1 hora após o exercício, para combater os radicais livres formados, até 24 horas após. Apesar da CAT não ser alterada nem pela suplementação nem pelo exercício exaustivo, o FRAP foi maior na fase vitamina C e se manteve estável nas 24h após o exercício. O ácido úrico não apresentou diferença significativa, e seu uso foi poupado por outros antioxidantes séricos nas duas intervenções. Nas duas fases os indivíduos conseguiram combater os radicais livres formados pelo exercício exaustivo, já que os marcadores de peroxidação lipídica (MDA, TBARS e FOX) não aumentaram após o exercício em nenhuma das intervenções, não houve aumento de oxidação protéica (AOPP e PC). Os marcadores de lesão hepática (TGO), lesão muscular (CK) e tecidual (LDH) se comportaram de maneira igual com ou sem uso de vitamina C. As vantagens do uso adicional de vitamina C são: a maior proteção antioxidante desde o ínicio do exercício, já que apresenta maiores concentrações séricas de vitamina C e de FRAP, o menor grau de peroxidação lipídica, avaliado pelo MDA, o menor grau de oxidação protéica, avaliado pelas PC e a menor dependência do GSH como antioxidante endógeno. Sendo assim, uso de uma dose modesta de vitamina C, por um curto período de tempo, foi capaz de auxiliar na proteção antioxidante, sem nenhum efeito danoso aos indivíduos.The objective of this study was to evaluate the effects of vitamin C supplementation on oxidative stress biomarkers induced by exhaustive exercise. The sample consisted of 13 males, physically active, aged 18 to 33 years, mean BMI 23.65 ± 3.5 kg/m² and 50.94 ± 5.2 VO2max ml.kg-1. min-1. These individuals were subjected to an exhaustive exercise protocol (40 minutes of running at 70-75% of VO2max, and increased speed to 90% VO2max until exhaustion), randomized double-blind in 2 phases (placebo X vitamin C). In vitamin C phase they ingested 500 mg vitamin C per day for 7 days before exhausting protocol and the placebo phase, they ingested placebo for 7 days prior to the same protocol. Blood samples were taken before exercise, immediately after, 1h, 2h, 4h and 24h after for determination of biomarkers of oxidative stress. The two phases were homogeneous, the subjects had similar food consumption and no difference in the duration and intensity of exercise. The results show that the use of vitamin C supplement favored higher serum levels of ascorbic acid relative to placebo soon after exercise to 4 hours after, and therefore spared the elimination of other antioxidants, -tocopherol and retinol, which were lower serum concentrations up to 2 hours after exercise, and GSH, which remained at lower levels within 24 hours. As with the use of placebo, as the ascorbic acid levels were lower, there was a greater release of these other antioxidants, and -tocopherol and retinol began to be consumed in 1 hour of exercise to combat free radicals formed by 24 hours. Despite the CAT not be altered or by supplementation or by exhaustive exercise, the FRAP was higher in vitamin C phase and remained stable in the 24 hours after exercise. Uric acid showed no significant difference, and its use has been spared by other serum antioxidants in 2 interventions. In 2 phases individuals able combat free radicals formed by exhaustive exercise, since the lipid peroxidation markers (MDA, TBARS and FOX) did not increase after exercise in any of the interventions, there was no increase in protein oxidation (AOPP and PC) . The markers of liver injury (AST), muscle damage (CK) and tissue (LDH) behaved equally with or without use of vitamin C. The advantages of the additional use of vitamin C are: the highest antioxidant protection since the beginning of exercise, since it has higher serum concentrations of vitamin C and FRAP, the lowest degree of lipid peroxidation, measured by MDA, the lowest level of protein oxidation, rated by PC and less dependent on GSH as an endogenous antioxidant. Thus, use of a modest dose of vitamin C, for a short period of time, was able to assist in antioxidant protection, with no harmful effect on individuals.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPJordao Junior, Alceu AfonsoPicchi, Monike Garlipp2015-05-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-22082015-001832/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:11:57Zoai:teses.usp.br:tde-22082015-001832Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:11:57Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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