Detecção de poliovírus vacinal em tonsilas de crianças com hipertrofia tonsilar
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17151/tde-29102024-165103/ |
Resumo: | O poliovírus (PV) pertence à família Picornaviridae, gênero Enterovirus, e dele são conhecidos 3 sorotipos (1, 2 e 3), que não guardam imunidade cruzada entre si. A infecção começa no epitélio intestinal, dali alcançando a corrente sanguínea e causando viremia, a partir da qual pode infectar outros tecidos do corpo, incluindo o sistema nervoso central. Na medula espinhal, PV afeta as funções motoras e pode levar à paralisia muscular generalizada ou até à morte. A vacina mais usada na maioria dos países para controlar a transmissão do vírus foi desenvolvida por Albert Sabin, um coquetel contendo os três tipos de PV vivo atenuados. A resposta sorológica à vacina oral para PV (VOP) é duradoura e persiste por toda a vida. O presente estudo teve como objetivo confirmar a existência de infecção natural por VOP em tonsilas palatinas e adenoides de crianças com hipertrofia tonsilar. Foram testados 153 pacientes foram testadas para VOP por RT-qPCR nas tonsilas e secreções, e a frequência de detecção foi de 8,3%. Além disso, foi descartada reação cruzada rinovírus humano, e 4 tecidos eram positivos para enterovírus. As tentativas de isolar VOP de tecidos positivos não foram bem sucedidas. A imuno-histoquímica revelou a presença de proteínas estruturais de PV, principalmente no epitélio, mas também em áreas interfoliculares do compartimento linfoide, em linfócitos B e T CD4. Fizemos também infecções ex vivo de VOP em explantes tonsilares, que indicaram a replicação do vírus ao longo do tempo, com um aumento significativo nas cópias de RNA viral no 7º dpi. O ensaio de neutralização não detectou diferenças significativas nos títulos neutralizantes entre soros de indivíduos com e sem detecção de VOP nos tecidos estudados. VOP é capaz de infectar naturalmente tecidos linfoides secundários, e as evidências indicam que persista por um período ainda indeterminado nesses tecidos. |
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Detecção de poliovírus vacinal em tonsilas de crianças com hipertrofia tonsilarDetection of vaccine poliovirus in tonsils of children with tonsillar hypertrophyImmunohistochemistryImuno-histoquímicaPoliovirusPoliovírusRT-PCRRT-PCRTonsilasTonsilsVOPVOPO poliovírus (PV) pertence à família Picornaviridae, gênero Enterovirus, e dele são conhecidos 3 sorotipos (1, 2 e 3), que não guardam imunidade cruzada entre si. A infecção começa no epitélio intestinal, dali alcançando a corrente sanguínea e causando viremia, a partir da qual pode infectar outros tecidos do corpo, incluindo o sistema nervoso central. Na medula espinhal, PV afeta as funções motoras e pode levar à paralisia muscular generalizada ou até à morte. A vacina mais usada na maioria dos países para controlar a transmissão do vírus foi desenvolvida por Albert Sabin, um coquetel contendo os três tipos de PV vivo atenuados. A resposta sorológica à vacina oral para PV (VOP) é duradoura e persiste por toda a vida. O presente estudo teve como objetivo confirmar a existência de infecção natural por VOP em tonsilas palatinas e adenoides de crianças com hipertrofia tonsilar. Foram testados 153 pacientes foram testadas para VOP por RT-qPCR nas tonsilas e secreções, e a frequência de detecção foi de 8,3%. Além disso, foi descartada reação cruzada rinovírus humano, e 4 tecidos eram positivos para enterovírus. As tentativas de isolar VOP de tecidos positivos não foram bem sucedidas. A imuno-histoquímica revelou a presença de proteínas estruturais de PV, principalmente no epitélio, mas também em áreas interfoliculares do compartimento linfoide, em linfócitos B e T CD4. Fizemos também infecções ex vivo de VOP em explantes tonsilares, que indicaram a replicação do vírus ao longo do tempo, com um aumento significativo nas cópias de RNA viral no 7º dpi. O ensaio de neutralização não detectou diferenças significativas nos títulos neutralizantes entre soros de indivíduos com e sem detecção de VOP nos tecidos estudados. VOP é capaz de infectar naturalmente tecidos linfoides secundários, e as evidências indicam que persista por um período ainda indeterminado nesses tecidos.The poliovirus (PV) belongs to the Picornaviridae family, Enterovirus genus, and is known to have 3 serotypes (1, 2, and 3), which do not confer cross-immunity. The infection begins in the intestinal epithelium, from there reaching the bloodstream and causing viremia, from which it can infect other tissues of the body, including the central nervous system. In the spinal cord, PV affects motor functions and can lead to generalized muscular paralysis or even death. The most widely used vaccine in most countries to control virus transmission was developed by Albert Sabin, a cocktail containing three types of live attenuated PV. The serological response to oral poliovirus vaccine (OPV) is long-lasting and persists throughout life. This study aimed to confirm the existence of natural OPV infection in palatine tonsils and adenoids of children with tonsillar hypertrophy. 153 patients were tested for OPV by RT-qPCR in tonsils and secretions, and the detection frequency was 8.3%. Furthermore, human rhinovirus cross-reaction was ruled out, and 4 tissues were positive for enterovirus. Attempts to isolate OPV from positive tissues were unsuccessful. Immunohistochemistry revealed the presence of PV structural proteins, mainly in the epithelium but also in interfollicular areas of the lymphoid compartment, in CD4 B and T lymphocytes. We also performed ex vivo infections of OPV in tonsillar explants, which indicated virus replication over time, with a significant increase in viral RNA copies on the 7th day post-infection (dpi). The neutralization assay did not detect significant differences in neutralizing titers between sera from individuals with and without OPV detection in the tissues studied. OPV is capable of naturally infecting secondary lymphoid tissues, and evidence indicates that it persists for an as yet undetermined period in these tissues.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPArruda Neto, Eurico deMartins Junior, Ronaldo BragançaSilva, Gabriela Condé da2024-07-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17151/tde-29102024-165103/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-11-08T18:00:02Zoai:teses.usp.br:tde-29102024-165103Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-11-08T18:00:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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