Efeito de inseticidas de contato na transmissão de ‘Candidatus Liberibacter asiaticus’ pelo psilídeo Diaphorina citri em laranjeira doce
| Ano de defesa: | 2024 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-03022025-175141/ |
Resumo: | O huanglongbing (HLB), associado à bactéria ‘Candidatus Liberibacter asiaticus’ (CLas), transmitida pelo psilídeo Diaphorina citri, é uma das doenças mais devastadoras da citricultura. Uma das medidas de manejo da doença é a pulverização foliar de inseticidas para o controle do vetor, recomendando-se pulverizações em intervalos de 7 a 14 dias. Essa frequência de pulverização impede que o psilídeo complete o seu ciclo de desenvolvimento de ovo a adulto. Entretanto, há pouca informação a respeito da eficácia de inseticidas aplicados via foliar nesses intervalos, durante a brotação das laranjeiras, na transmissão de CLas em condições de contínua chegada de psilídeos portadores de CLas (CLas+) no pomar. Assim, foram realizados experimentos, em estufas teladas, com a aplicação foliar dos inseticidas tiametoxam e espinetoram em seedlings de laranjeira doce Valência com brotos no estádio V2 e reaplicações dos inseticidas em diferentes intervalos, durante o desenvolvimento dos brotos e com exposição cumulativa dos seedlings a psilídeos CLas+, simulando a contínua dispersão primária do vetor. No primeiro grupo de experimentos, cinco psilídeos CLas+ foram confinados a cada dois dias, cumulativamente, em cada planta dos tratamentos controle (sem pulverização), P14 (uma pulverização no estádio V2) e P7 (uma pulverização no estádio V2 e outra 7 dias após a primeira), iniciando no mesmo dia da pulverização. A mortalidade dos psilídeos foi avaliada a cada dois dias, iniciando um dia após o primeiro confinamento dos psilídeos e terminando no 13° dia após a primeira pulverização, quando todos psilídeos vivos foram removidos dos seedlings.No segundo grupo de experimentos, 70 psilídeos CLas+ foram liberados a cada 2 dias, cumulativamente, para livre escolha. em estufa telada, contendo seedlings com brotos V2 dos tratamentos controle, P14, P7 e P3 (uma pulverização no estádio V2 e três pulverizações no intervalo de três dias). A ocupação (frequência de seedlings. com pelo menos um psilídeo) e a abundância (quantidade de psilídeos por seedlings) foi avaliada a cada dois dias, iniciando um dia após a primeira liberação dos psilídeos e terminando no 13° dia após a primeira pulverização, quando todos psilídeos vivos foram removidos dos seedlings). Um terceiro grupo de experimentos foi conduzido, visando identificar o efeito residual dos inseticidas aplicados no estádio V2 na mortalidade de psilídeos CLas+ confinados em diferentes dias após a pulverização e sua eficácia na prevenção da transmissão de CLas. Nesses experimentos, foram confinados 5 psilídeos CLas+ por planta de cada tratamento da combinação aplicação de inseticida (controle e pulverizado) e época após a pulverização (dias 0, 2, 4 e 6). No segundo dia de cada confinamento foi avaliada a mortalidade de psilídeos e os indivíduos vivos foram retirados dos seedlings)..Para todos os grupos de experimentos, a frequência de seedlings em cada estádio vegetativo foi avaliada a cada dois dias e a incidência de seedlings com a presença de CLas por qPCRfoi avaliada aos 4 e 6 meses após a retirada dos psilídeos de cada seedlings. O efeito de cada inseticida foi avaliado separadamente em experimentos independentes. Cada experimento foi realizado duas vezes. No primeiro grupo de experimentos, a mortalidade cumulativa de psilídeos nos tratamentos pulverizados foi maior que a do controle. Até o 7o dia após a pulverização a mortalidade cumulativa foi igual entre os tratamentos P14 e P7, porém após a segunda pulverização no P7, a mortalidade cumulativa foi maior que a do P14 (mortalidade cumulativa final média de 49,9% e 77,1% para P7 versus 27,9% e 52,9% para P14 nos experimentos com tiametoxam e espinetoram, respectivamente). No entanto, a incidência de HLB foi semelhante entre P7, P14 e o controle (média de 62,3% para o tiametoxam e de 87,7% para o espinetoram). No segundo grupo de experimentos, os valores de ocupação e abundância de psilídeo foram menores à medida que se reduziu o intervalo de aplicação. A incidência de seedlings infectados com CLas foi reduzida em relação à incidência no controle entre 55,6 e 66,7%, tanto no P14 como no P7, e entre 87,5 e 94,4% no P3. No terceiro grupo de experimentos, a maior mortalidade de psilídeos ocorreu no confinamento realizado no mesmo dia da pulverização (média de 38% para tiametoxam e 99% para espinetoram) e no confinamento dois dias após a pulverização (média de 30% para tiametoxam e espinetoram). Nos demais dias de confinamento, a mortalidade foi igual à do controle. Plantas infectadas foram observadas em todos os tratamentos de pulverização e época de confinamento entre os estádios vegetativos V2 e V4. Este estudo demonstra que durante o crescimento da brotação e em situação com chegada constante de psilídeos CLas+, quanto menor o intervalo de pulverização de inseticidas, maior é o controle do psilídeo e menor é a taxa de transmissão de CLas. Entretanto, a transmissão de CLas não foi evitada totalmente, reforçando a importância de eliminar fontes de inóculo primário com erradicação de plantas doentes e controle do psilídeo de forma regional e com a integração das pulverizações de inseticidas com outras medidas de controle. |
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Efeito de inseticidas de contato na transmissão de ‘Candidatus Liberibacter asiaticus’ pelo psilídeo Diaphorina citri em laranjeira doceEffect of Contact Insecticides on the Transmission of ‘Candidatus Liberibacter asiaticus’ by the Psyllid Diaphorina citri in Sweet Orange TreesCitrus sinensisCitrus sinensisChemical controlControle químicoGreeningHuanglongbingHuanglongbing; GreeningO huanglongbing (HLB), associado à bactéria ‘Candidatus Liberibacter asiaticus’ (CLas), transmitida pelo psilídeo Diaphorina citri, é uma das doenças mais devastadoras da citricultura. Uma das medidas de manejo da doença é a pulverização foliar de inseticidas para o controle do vetor, recomendando-se pulverizações em intervalos de 7 a 14 dias. Essa frequência de pulverização impede que o psilídeo complete o seu ciclo de desenvolvimento de ovo a adulto. Entretanto, há pouca informação a respeito da eficácia de inseticidas aplicados via foliar nesses intervalos, durante a brotação das laranjeiras, na transmissão de CLas em condições de contínua chegada de psilídeos portadores de CLas (CLas+) no pomar. Assim, foram realizados experimentos, em estufas teladas, com a aplicação foliar dos inseticidas tiametoxam e espinetoram em seedlings de laranjeira doce Valência com brotos no estádio V2 e reaplicações dos inseticidas em diferentes intervalos, durante o desenvolvimento dos brotos e com exposição cumulativa dos seedlings a psilídeos CLas+, simulando a contínua dispersão primária do vetor. No primeiro grupo de experimentos, cinco psilídeos CLas+ foram confinados a cada dois dias, cumulativamente, em cada planta dos tratamentos controle (sem pulverização), P14 (uma pulverização no estádio V2) e P7 (uma pulverização no estádio V2 e outra 7 dias após a primeira), iniciando no mesmo dia da pulverização. A mortalidade dos psilídeos foi avaliada a cada dois dias, iniciando um dia após o primeiro confinamento dos psilídeos e terminando no 13° dia após a primeira pulverização, quando todos psilídeos vivos foram removidos dos seedlings.No segundo grupo de experimentos, 70 psilídeos CLas+ foram liberados a cada 2 dias, cumulativamente, para livre escolha. em estufa telada, contendo seedlings com brotos V2 dos tratamentos controle, P14, P7 e P3 (uma pulverização no estádio V2 e três pulverizações no intervalo de três dias). A ocupação (frequência de seedlings. com pelo menos um psilídeo) e a abundância (quantidade de psilídeos por seedlings) foi avaliada a cada dois dias, iniciando um dia após a primeira liberação dos psilídeos e terminando no 13° dia após a primeira pulverização, quando todos psilídeos vivos foram removidos dos seedlings). Um terceiro grupo de experimentos foi conduzido, visando identificar o efeito residual dos inseticidas aplicados no estádio V2 na mortalidade de psilídeos CLas+ confinados em diferentes dias após a pulverização e sua eficácia na prevenção da transmissão de CLas. Nesses experimentos, foram confinados 5 psilídeos CLas+ por planta de cada tratamento da combinação aplicação de inseticida (controle e pulverizado) e época após a pulverização (dias 0, 2, 4 e 6). No segundo dia de cada confinamento foi avaliada a mortalidade de psilídeos e os indivíduos vivos foram retirados dos seedlings)..Para todos os grupos de experimentos, a frequência de seedlings em cada estádio vegetativo foi avaliada a cada dois dias e a incidência de seedlings com a presença de CLas por qPCRfoi avaliada aos 4 e 6 meses após a retirada dos psilídeos de cada seedlings. O efeito de cada inseticida foi avaliado separadamente em experimentos independentes. Cada experimento foi realizado duas vezes. No primeiro grupo de experimentos, a mortalidade cumulativa de psilídeos nos tratamentos pulverizados foi maior que a do controle. Até o 7o dia após a pulverização a mortalidade cumulativa foi igual entre os tratamentos P14 e P7, porém após a segunda pulverização no P7, a mortalidade cumulativa foi maior que a do P14 (mortalidade cumulativa final média de 49,9% e 77,1% para P7 versus 27,9% e 52,9% para P14 nos experimentos com tiametoxam e espinetoram, respectivamente). No entanto, a incidência de HLB foi semelhante entre P7, P14 e o controle (média de 62,3% para o tiametoxam e de 87,7% para o espinetoram). No segundo grupo de experimentos, os valores de ocupação e abundância de psilídeo foram menores à medida que se reduziu o intervalo de aplicação. A incidência de seedlings infectados com CLas foi reduzida em relação à incidência no controle entre 55,6 e 66,7%, tanto no P14 como no P7, e entre 87,5 e 94,4% no P3. No terceiro grupo de experimentos, a maior mortalidade de psilídeos ocorreu no confinamento realizado no mesmo dia da pulverização (média de 38% para tiametoxam e 99% para espinetoram) e no confinamento dois dias após a pulverização (média de 30% para tiametoxam e espinetoram). Nos demais dias de confinamento, a mortalidade foi igual à do controle. Plantas infectadas foram observadas em todos os tratamentos de pulverização e época de confinamento entre os estádios vegetativos V2 e V4. Este estudo demonstra que durante o crescimento da brotação e em situação com chegada constante de psilídeos CLas+, quanto menor o intervalo de pulverização de inseticidas, maior é o controle do psilídeo e menor é a taxa de transmissão de CLas. Entretanto, a transmissão de CLas não foi evitada totalmente, reforçando a importância de eliminar fontes de inóculo primário com erradicação de plantas doentes e controle do psilídeo de forma regional e com a integração das pulverizações de inseticidas com outras medidas de controle.Huanglongbing (HLB), associated with the bacterium ‘Candidatus Liberibacter asiaticus’ (CLas), transmitted by the psyllid Diaphorina citri, is one of the most devastating diseases in citrus industry. One of the management measures for the disease is the foliar application of insecticides to control the vector, with recommendations for applications at intervals of 7 to 14 days. This frequency of spraying prevents the psyllid from completing its life cycle from egg to adult. However, there is limited information regarding the efficacy of insecticides applied via foliar spraying during these intervals, particularly during the flushing of sweet orange trees, in the transmission of CLas under conditions of continuous influx of psyllids carrying CLas (CLas+ psyllids) in the orchard. To address this, experiments were conducted in screened greenhouses with the foliar application of the insecticides thiamethoxam and spinetoram on Valencia sweet orange seedlings with shoots at the V2 stage, along with reapplications of the insecticides at different intervals during shoot development and cumulative exposure of the seedlings to CLas+ psyllids, simulating the continuous primary dispersal of the vector. In the first group of experiments, five CLas+ psyllids were confined to each plant every two days, cumulatively, in the treatments control (no spraying), P14 (one spraying at the V2 stage) and P7 (one spraying at the V2 stage and another 7 days after the first), starting on the same day as the application. Psyllid mortality was assessed every two days, starting one day after the first confinement and concluding on the 13th day after the first spraying, when all live psyllids were removed from the seedlings. In the second group of experiments, 70 CLas+ psyllids were released every 2 days, cumulatively, for free choice in a screened greenhouse containing seedlings with V2 shoots of the control, P14, P7 and P3 (one spraying at the V2 stage and three sprayings at three-day interval) treatments. Occupancy (frequency of seedlings with at least one psyllid) and abundance (number of psyllids per seedling) were assessed every two days, starting one day after the first psyllid release and ending on the 13th day after the first spraying, when all live psyllids were removed from the seedlings. A third group of experiments was conducted to identify the residual effect of insecticides applied at the V2 stage on the mortality of confined CLas+ psyllids on different days post-spraying and their efficacy in preventing CLas transmission. In these experiments, five CLas+ psyllids were confined per plant of each treatment combination of insecticide application (control and treated) and timing after spraying (days 0, 2, 4 and 6). On the second day of each confinement, psyllid mortality was evaluated, and live individuals were removed from the seedlings. For all groups of experiments, the frequency of seedlings at each vegetative stage was assessed every two days, and the incidence of seedlings with the presence of CLas was evaluated by qPCR at 4 and 6 months after the removal of psyllids from each seedling. The effect of each insecticide was evaluated separately in independent experiments, each conducted twice. In the first group of experiments, cumulative psyllid mortality in the sprayed treatments was higher than in the control. By the 7th day after spraying, cumulative mortality was equal between P14 and P7 treatments, but after the second spraying in P7, cumulative mortality was higher than in P14 (average final cumulative mortality of 49.9% and 77.1% for P7 versus 27.9% and 52.9% for P14 in the experiments with thiamethoxam and spinetoram, respectively). However, the incidence of HLB was similar between P7, P14 and the control (average of 62.3% for thiamethoxam and 87.7% for spinetoram). In the second group of experiments, the values of occupancy and abundance of psyllids were lower as the application interval was reduced. The incidence of seedlings infected with CLas was reduced compared to the incidence in the control by 55.6% and 66.7% in both P14 and P7, and by 87.5% and 94.4% in P3. In the third group of experiments, the highest psyllid mortality occurred in the confinement on the same day as the spraying (average of 38% for thiamethoxam and 99% for spinetoram) and in the confinement two days after spraying (average of 30% for both thiamethoxam and spinetoram). On the other days of confinement, mortality was similar to that of the control. Infected plants were observed in all spraying treatments and confinement periods between vegetative stages V2 and V4. This study demonstrates that during shoot growth and under conditions of constant influx of CLas+ psyllids, the shorter the interval between insecticide sprayings, the greater the control of psyllids and the lower the rate of CLas transmission. However, CLas transmission was not completely prevented, reinforcing the importance of eliminating sources of primary inoculum through regional eradication of diseased plants and control of the psyllid and with the integration of insecticide sprays with other control measures.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBassanezi, Renato BeozzoShibutani, Leandro Jun Soki2024-10-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-03022025-175141/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-04T20:02:02Zoai:teses.usp.br:tde-03022025-175141Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-04T20:02:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O huanglongbing (HLB), associado à bactéria ‘Candidatus Liberibacter asiaticus’ (CLas), transmitida pelo psilídeo Diaphorina citri, é uma das doenças mais devastadoras da citricultura. Uma das medidas de manejo da doença é a pulverização foliar de inseticidas para o controle do vetor, recomendando-se pulverizações em intervalos de 7 a 14 dias. Essa frequência de pulverização impede que o psilídeo complete o seu ciclo de desenvolvimento de ovo a adulto. Entretanto, há pouca informação a respeito da eficácia de inseticidas aplicados via foliar nesses intervalos, durante a brotação das laranjeiras, na transmissão de CLas em condições de contínua chegada de psilídeos portadores de CLas (CLas+) no pomar. Assim, foram realizados experimentos, em estufas teladas, com a aplicação foliar dos inseticidas tiametoxam e espinetoram em seedlings de laranjeira doce Valência com brotos no estádio V2 e reaplicações dos inseticidas em diferentes intervalos, durante o desenvolvimento dos brotos e com exposição cumulativa dos seedlings a psilídeos CLas+, simulando a contínua dispersão primária do vetor. No primeiro grupo de experimentos, cinco psilídeos CLas+ foram confinados a cada dois dias, cumulativamente, em cada planta dos tratamentos controle (sem pulverização), P14 (uma pulverização no estádio V2) e P7 (uma pulverização no estádio V2 e outra 7 dias após a primeira), iniciando no mesmo dia da pulverização. A mortalidade dos psilídeos foi avaliada a cada dois dias, iniciando um dia após o primeiro confinamento dos psilídeos e terminando no 13° dia após a primeira pulverização, quando todos psilídeos vivos foram removidos dos seedlings.No segundo grupo de experimentos, 70 psilídeos CLas+ foram liberados a cada 2 dias, cumulativamente, para livre escolha. em estufa telada, contendo seedlings com brotos V2 dos tratamentos controle, P14, P7 e P3 (uma pulverização no estádio V2 e três pulverizações no intervalo de três dias). A ocupação (frequência de seedlings. com pelo menos um psilídeo) e a abundância (quantidade de psilídeos por seedlings) foi avaliada a cada dois dias, iniciando um dia após a primeira liberação dos psilídeos e terminando no 13° dia após a primeira pulverização, quando todos psilídeos vivos foram removidos dos seedlings). Um terceiro grupo de experimentos foi conduzido, visando identificar o efeito residual dos inseticidas aplicados no estádio V2 na mortalidade de psilídeos CLas+ confinados em diferentes dias após a pulverização e sua eficácia na prevenção da transmissão de CLas. Nesses experimentos, foram confinados 5 psilídeos CLas+ por planta de cada tratamento da combinação aplicação de inseticida (controle e pulverizado) e época após a pulverização (dias 0, 2, 4 e 6). No segundo dia de cada confinamento foi avaliada a mortalidade de psilídeos e os indivíduos vivos foram retirados dos seedlings)..Para todos os grupos de experimentos, a frequência de seedlings em cada estádio vegetativo foi avaliada a cada dois dias e a incidência de seedlings com a presença de CLas por qPCRfoi avaliada aos 4 e 6 meses após a retirada dos psilídeos de cada seedlings. O efeito de cada inseticida foi avaliado separadamente em experimentos independentes. Cada experimento foi realizado duas vezes. No primeiro grupo de experimentos, a mortalidade cumulativa de psilídeos nos tratamentos pulverizados foi maior que a do controle. Até o 7o dia após a pulverização a mortalidade cumulativa foi igual entre os tratamentos P14 e P7, porém após a segunda pulverização no P7, a mortalidade cumulativa foi maior que a do P14 (mortalidade cumulativa final média de 49,9% e 77,1% para P7 versus 27,9% e 52,9% para P14 nos experimentos com tiametoxam e espinetoram, respectivamente). No entanto, a incidência de HLB foi semelhante entre P7, P14 e o controle (média de 62,3% para o tiametoxam e de 87,7% para o espinetoram). No segundo grupo de experimentos, os valores de ocupação e abundância de psilídeo foram menores à medida que se reduziu o intervalo de aplicação. A incidência de seedlings infectados com CLas foi reduzida em relação à incidência no controle entre 55,6 e 66,7%, tanto no P14 como no P7, e entre 87,5 e 94,4% no P3. No terceiro grupo de experimentos, a maior mortalidade de psilídeos ocorreu no confinamento realizado no mesmo dia da pulverização (média de 38% para tiametoxam e 99% para espinetoram) e no confinamento dois dias após a pulverização (média de 30% para tiametoxam e espinetoram). Nos demais dias de confinamento, a mortalidade foi igual à do controle. Plantas infectadas foram observadas em todos os tratamentos de pulverização e época de confinamento entre os estádios vegetativos V2 e V4. Este estudo demonstra que durante o crescimento da brotação e em situação com chegada constante de psilídeos CLas+, quanto menor o intervalo de pulverização de inseticidas, maior é o controle do psilídeo e menor é a taxa de transmissão de CLas. Entretanto, a transmissão de CLas não foi evitada totalmente, reforçando a importância de eliminar fontes de inóculo primário com erradicação de plantas doentes e controle do psilídeo de forma regional e com a integração das pulverizações de inseticidas com outras medidas de controle. |
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