Pesquisa sentinela da introdução do vírus do Oeste do Nilo no Brasil pela análise de doadores de sangue do Amazonas e Mato Grosso do Sul

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Geraldi, Marcelo Plaisant
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/99/99131/tde-06092013-104445/
Resumo: O vírus do Oeste do Nilo (VON) é um Flavivírus capaz de infectar muitas espécies de vertebrados, incluindo o homem. Embora reconhecida desde 1940, esta virose nunca havia sido descrita nas Américas, onde emergiu nos Estados Unidos ao final da década de 1990, com numerosos casos de meningoencefalite em humanos. Posteriormente, sua transmissão por transfusão de sangue e órgãos foi comprovada, levando à implantação de testes moleculares (NAT) para a triagem de doadores nos EUA e Canadá a partir de 2003. Nos anos seguintes, o VON foi sendo progressivamente detectado em países como México, Panamá e áreas do Caribe, sugerindo sua iminente introdução na América do Sul. De fato, evidências sorológicas foram reveladas em cavalos e aves na Colômbia, Venezuela, Argentina e muito recentemente no pantanal mato-grossense (em cavalos). A vigilância epidemiológica para este agente é de grande importância para a saúde pública, visto o potencial de morbimortalidade deste vírus para humanos. Sendo assim este trabalho tem o objetivo de investigar a presença do RNA do VON em amostras de doadores de sangue, pacientes com meningoencefalite ou febre de origem indeterminada e soros e amostras cerebrais de equinos. Foram analisadas 2.202 doações de sangue do Amazonas (HEMOAM), 3.144 do Mato Grosso do Sul (HEMOSUL); líquido cefalorraquidiano de 51 pacientes com suspeita de meningoencefalite viral (Hospital das Clínicas/FMUSP, São Paulo) e soro de 198 pacientes com síndrome febril aguda, negativos para Dengue e Malária (Fundação de Medicina Tropical de Manaus). Além disto, 293 amostras de soros de equinos da região do Pantanal e 63 biópsias de tecido cerebral de cavalos que foram a óbito por encefalite de etiologia desconhecida. Estas amostras foram submetidas ao teste automatizado cobas TaqScreen WNV (Roche) na plataforma cobas s201 em sistema de pool de 6 unidades (doações de sangue) ou individualmente (pacientes). Todas as amostras apresentaram amplificação satisfatória do controle da reação, porém nenhuma apresentou resultado positivo para a presença do RNA do VON. Embora já exista evidência da exposição de equinos no Brasil ao VON, não parece haver até o momento, disseminação importante deste agente entre humanos e equinos, uma vez que o RNA viral não foi detectado nem em doadores de sangue e nem em equinos, incluindo os de cidades próximas aos locais onde cavalos soropositivos foram encontrados (Corumbá MS).
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Nos anos seguintes, o VON foi sendo progressivamente detectado em países como México, Panamá e áreas do Caribe, sugerindo sua iminente introdução na América do Sul. De fato, evidências sorológicas foram reveladas em cavalos e aves na Colômbia, Venezuela, Argentina e muito recentemente no pantanal mato-grossense (em cavalos). A vigilância epidemiológica para este agente é de grande importância para a saúde pública, visto o potencial de morbimortalidade deste vírus para humanos. Sendo assim este trabalho tem o objetivo de investigar a presença do RNA do VON em amostras de doadores de sangue, pacientes com meningoencefalite ou febre de origem indeterminada e soros e amostras cerebrais de equinos. Foram analisadas 2.202 doações de sangue do Amazonas (HEMOAM), 3.144 do Mato Grosso do Sul (HEMOSUL); líquido cefalorraquidiano de 51 pacientes com suspeita de meningoencefalite viral (Hospital das Clínicas/FMUSP, São Paulo) e soro de 198 pacientes com síndrome febril aguda, negativos para Dengue e Malária (Fundação de Medicina Tropical de Manaus). Além disto, 293 amostras de soros de equinos da região do Pantanal e 63 biópsias de tecido cerebral de cavalos que foram a óbito por encefalite de etiologia desconhecida. Estas amostras foram submetidas ao teste automatizado cobas TaqScreen WNV (Roche) na plataforma cobas s201 em sistema de pool de 6 unidades (doações de sangue) ou individualmente (pacientes). Todas as amostras apresentaram amplificação satisfatória do controle da reação, porém nenhuma apresentou resultado positivo para a presença do RNA do VON. Embora já exista evidência da exposição de equinos no Brasil ao VON, não parece haver até o momento, disseminação importante deste agente entre humanos e equinos, uma vez que o RNA viral não foi detectado nem em doadores de sangue e nem em equinos, incluindo os de cidades próximas aos locais onde cavalos soropositivos foram encontrados (Corumbá MS).The West Nile Virus (WNV) is a Flavivirus able to infect many species of vertebrates, including man. Recognized since 1940, this virus had never been described in the Americas, which emerged in the United States at the end of the 1990s, with numerous cases of meningoencephalitis in humans. Later, transmission by transfusion of blood and organs was confirmed, leading to the deployment of molecular testing (NAT) for screening of donors in the U.S. and Canada since 2003. In the following years, WNV has been progressively detected in countries like Mexico, Panama and the Caribbean areas, suggesting their imminent introduction in South America In fact, serological evidence was revealed in horses and birds in Colombia, Venezuela and Argentina and most recently in Pantanal, Mato Grosso (horses). Epidemiological surveillance for this agent is of great importance to public health, given the potential morbidity and mortality of this virus to humans. Therefore this study aims to investigate the presence of WNV RNA in samples of blood donors, patients with meningoencephalitis or fever of unknown origin and serum and brain samples from horses. We analyzed 2202 blood donations from Amazon (HEMOAM), 3144 from Mato Grosso do Sul (HEMOSUL); cerebrospinal fluid of 51 patients with suspected viral encephalitis (Hospital das Clínicas / FMUSP, São Paulo) and serum samples from 198 patients with acute febrile syndrome, negative for Dengue and malaria (Foundation for Tropical Medicine in Manaus). In addition, more 293 serum samples from horses of the Pantanal and 63 biopsies of brain tissue from horses that died of encephalitis of unknown etiology. These samples were subjected to automated cobas TaqScreen WNV test (Roche) on the platform in cobas S201with a system of 6 units pool (blood donations) or individually (patients). All samples showed satisfactory control amplification, but none showed as positive for the presence of RNA VON. Although there is already evidence in horses in Brazil of exposure to WNV, there seems to be far that an important spread of this agent between humans and horses, since the viral RNA was not detected either in blood donors or in horses, including cities near the locations where seropositive horses were found (Corumbá - MS).Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLevi, José EduardoGeraldi, Marcelo Plaisant2012-09-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/99/99131/tde-06092013-104445/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:36Zoai:teses.usp.br:tde-06092013-104445Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:36Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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