Atendimento da pessoa com afasia via telefonoaudiologia: conhecimento, atitude e prática dos fonoaudiólogos brasileiros
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-24032026-172639/ |
Resumo: | A telefonoaudiologia, entendida como a prática fonoaudiológica mediada por tecnologias de informação e comunicação (TIC), tem se consolidado como uma alternativa para avaliação, intervenção e acompanhamento de pessoas com diferentes distúrbios da comunicação, incluindo a afasia. Contudo, ainda é pouco conhecida a maneira como os fonoaudiólogos têm incorporado essa modalidade no atendimento às pessoas com afasia no Brasil. Esta compreensão é de importância para identificar barreiras, potencialidades e lacunas formativas, além de subsidiar o planejamento e o fortalecimento da telefonoaudiologia no contexto clínico. Este estudo teve como objetivo caracterizar o conhecimento, as atitudes e as práticas de fonoaudiólogos brasileiros acerca do atendimento a pessoas com afasia por meio da telefonoaudiologia. Trata-se de um estudo transversal, quantitativo. O recrutamento de participantes ocorreu por meio da divulgação de convites em mídias sociais, aplicativos de mensagens instantâneas e correio eletrônico. Os participantes responderam a um formulário eletrônico com itens de caracterização demográfica e profissional, autoavaliação sobre conhecimento e importância da telefonoaudiologia, oferta e caracterização e preocupações com a oferta destes serviços. Incluiu-se, ainda, versão adaptada do instrumento TP-SPL (Mansuri et al., 2020; 2021) para avaliação de conhecimento, atitudes e práticas da telefonoaudiologia no atendimento a pessoas com afasia, cujas respostas foram dadas em uma escala Likert de 5 pontos. Foram incluídas no estudo as respostas de 49 fonoaudiólogos (média da idade 38,2 anos), com média de 13,1 anos de experiência, atuantes majoritariamente na região Sudeste (63,3%), em clínicas (46,9%). Os participantes foram distribuídos em dois grupos, conforme atuassem (Tele+ n=21) ou não (Telen=28) em telefonoaudiologia para pessoas com afasia. O grupo Tele+ relatou, em média, 3 anos de experiência com a modalidade. A autoavaliação do conhecimento e da confiança no uso da telefonoaudiologia foi significativamente maior no grupo Tele+, não havendo diferença entre os grupos quanto à importância atribuída à modalidade. No TP-SPL, o grupo Tele+ apresentou escores superiores de conhecimento e atitude em relação ao grupo Tele. Ambos relataram preocupações semelhantes quanto à privacidade, segurança e limites do formato remoto. Foram identificadas barreiras relacionadas à infraestrutura tecnológica, condições clínicas, competências digitais e ambiente de atendimento, bem como facilitadores associados à flexibilidade, acessibilidade, engajamento familiar e disponibilidade de recursos. Conclui-se que o atendimento remoto a pessoas com afasia é percebido como promissor e bem aceito, embora ainda enfrente desafios técnicos e formativos que limitam sua implementação plena. |
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Atendimento da pessoa com afasia via telefonoaudiologia: conhecimento, atitude e prática dos fonoaudiólogos brasileirosTelepractice for people with aphasia: knowledge, attitude and practice of Brazilian speech-language pathologistsAfasiaAphasiaFonoaudiologiaReabilitaçãoRehabilitationSpeech-language pathologyTelehealthTelessaúdeTerapiaTherapyA telefonoaudiologia, entendida como a prática fonoaudiológica mediada por tecnologias de informação e comunicação (TIC), tem se consolidado como uma alternativa para avaliação, intervenção e acompanhamento de pessoas com diferentes distúrbios da comunicação, incluindo a afasia. Contudo, ainda é pouco conhecida a maneira como os fonoaudiólogos têm incorporado essa modalidade no atendimento às pessoas com afasia no Brasil. Esta compreensão é de importância para identificar barreiras, potencialidades e lacunas formativas, além de subsidiar o planejamento e o fortalecimento da telefonoaudiologia no contexto clínico. Este estudo teve como objetivo caracterizar o conhecimento, as atitudes e as práticas de fonoaudiólogos brasileiros acerca do atendimento a pessoas com afasia por meio da telefonoaudiologia. Trata-se de um estudo transversal, quantitativo. O recrutamento de participantes ocorreu por meio da divulgação de convites em mídias sociais, aplicativos de mensagens instantâneas e correio eletrônico. Os participantes responderam a um formulário eletrônico com itens de caracterização demográfica e profissional, autoavaliação sobre conhecimento e importância da telefonoaudiologia, oferta e caracterização e preocupações com a oferta destes serviços. Incluiu-se, ainda, versão adaptada do instrumento TP-SPL (Mansuri et al., 2020; 2021) para avaliação de conhecimento, atitudes e práticas da telefonoaudiologia no atendimento a pessoas com afasia, cujas respostas foram dadas em uma escala Likert de 5 pontos. Foram incluídas no estudo as respostas de 49 fonoaudiólogos (média da idade 38,2 anos), com média de 13,1 anos de experiência, atuantes majoritariamente na região Sudeste (63,3%), em clínicas (46,9%). Os participantes foram distribuídos em dois grupos, conforme atuassem (Tele+ n=21) ou não (Telen=28) em telefonoaudiologia para pessoas com afasia. O grupo Tele+ relatou, em média, 3 anos de experiência com a modalidade. A autoavaliação do conhecimento e da confiança no uso da telefonoaudiologia foi significativamente maior no grupo Tele+, não havendo diferença entre os grupos quanto à importância atribuída à modalidade. No TP-SPL, o grupo Tele+ apresentou escores superiores de conhecimento e atitude em relação ao grupo Tele. Ambos relataram preocupações semelhantes quanto à privacidade, segurança e limites do formato remoto. Foram identificadas barreiras relacionadas à infraestrutura tecnológica, condições clínicas, competências digitais e ambiente de atendimento, bem como facilitadores associados à flexibilidade, acessibilidade, engajamento familiar e disponibilidade de recursos. Conclui-se que o atendimento remoto a pessoas com afasia é percebido como promissor e bem aceito, embora ainda enfrente desafios técnicos e formativos que limitam sua implementação plena.Telepractice, understood as speech-language pathology practice mediated by information and communication technologies (ICT), has been consolidated as an alternative for the assessment, intervention, and follow-up of individuals with different communication disorders, including aphasia. However, little is known about how speech-language pathologists in Brazil have incorporated this modality into the care of individuals with aphasia. Understanding this scenario is important for identifying barriers, potentialities, and training gaps, as well as for supporting the planning and strengthening of telepractice in clinical contexts. This study aimed to characterize the knowledge, attitudes, and practices of Brazilian speech-language pathologists regarding the provision of services to individuals with aphasia through telepractice. This was a cross-sectional quantitative study. Participants were recruited through invitations disseminated via social media, instant messaging applications, and email. Participants completed an electronic questionnaire including items on demographic and professional characteristics, self-assessment of knowledge and perceived importance of telepractice, provision and characterization of telepractice services, and concerns related to service delivery. An adapted version of the TP-SPL instrument (Mansuri et al., 2020; 2021) was also included to assess knowledge, attitudes, and practices related to telepractice in aphasia care, with responses recorded on a 5-point Likert scale. Responses from 49 speech-language pathologists were included in the analysis (mean age: 38,2 years), with an average of 13,1 years of professional experience, predominantly working in the Southeast region of Brazil (63.3%) and in clinical settings (46,9%). Participants were divided into two groups according to their engagement in telepractice for individuals with aphasia: Tele+ (n=21) and Tele (n=28). The Tele+ group reported an average of three years of experience with telepractice. Self-reported knowledge and confidence in using telepractice were significantly higher in the Tele+ group, with no difference between groups regarding the perceived importance of the modality. In the TP-SPL instrument, the Tele+ group showed higher knowledge and attitude scores compared to the Tele group. Both groups reported similar concerns regarding privacy, security, and the limitations of remote service delivery. Barriers related to technological infrastructure, clinical conditions, digital competencies, and environmental factors were identified, as well as facilitators associated with flexibility, accessibility, family engagement, and the availability of adequate resources. Overall, remote service delivery for individuals with aphasia is perceived as promising and well accepted; however, technical and training challenges still limit its full implementationBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFerrari, Deborah VivianeSouza, Giovana Gomes de2025-12-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-24032026-172639/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-25T18:54:06Zoai:teses.usp.br:tde-24032026-172639Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-25T18:54:06Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A telefonoaudiologia, entendida como a prática fonoaudiológica mediada por tecnologias de informação e comunicação (TIC), tem se consolidado como uma alternativa para avaliação, intervenção e acompanhamento de pessoas com diferentes distúrbios da comunicação, incluindo a afasia. Contudo, ainda é pouco conhecida a maneira como os fonoaudiólogos têm incorporado essa modalidade no atendimento às pessoas com afasia no Brasil. Esta compreensão é de importância para identificar barreiras, potencialidades e lacunas formativas, além de subsidiar o planejamento e o fortalecimento da telefonoaudiologia no contexto clínico. Este estudo teve como objetivo caracterizar o conhecimento, as atitudes e as práticas de fonoaudiólogos brasileiros acerca do atendimento a pessoas com afasia por meio da telefonoaudiologia. Trata-se de um estudo transversal, quantitativo. O recrutamento de participantes ocorreu por meio da divulgação de convites em mídias sociais, aplicativos de mensagens instantâneas e correio eletrônico. Os participantes responderam a um formulário eletrônico com itens de caracterização demográfica e profissional, autoavaliação sobre conhecimento e importância da telefonoaudiologia, oferta e caracterização e preocupações com a oferta destes serviços. Incluiu-se, ainda, versão adaptada do instrumento TP-SPL (Mansuri et al., 2020; 2021) para avaliação de conhecimento, atitudes e práticas da telefonoaudiologia no atendimento a pessoas com afasia, cujas respostas foram dadas em uma escala Likert de 5 pontos. Foram incluídas no estudo as respostas de 49 fonoaudiólogos (média da idade 38,2 anos), com média de 13,1 anos de experiência, atuantes majoritariamente na região Sudeste (63,3%), em clínicas (46,9%). Os participantes foram distribuídos em dois grupos, conforme atuassem (Tele+ n=21) ou não (Telen=28) em telefonoaudiologia para pessoas com afasia. O grupo Tele+ relatou, em média, 3 anos de experiência com a modalidade. A autoavaliação do conhecimento e da confiança no uso da telefonoaudiologia foi significativamente maior no grupo Tele+, não havendo diferença entre os grupos quanto à importância atribuída à modalidade. No TP-SPL, o grupo Tele+ apresentou escores superiores de conhecimento e atitude em relação ao grupo Tele. Ambos relataram preocupações semelhantes quanto à privacidade, segurança e limites do formato remoto. Foram identificadas barreiras relacionadas à infraestrutura tecnológica, condições clínicas, competências digitais e ambiente de atendimento, bem como facilitadores associados à flexibilidade, acessibilidade, engajamento familiar e disponibilidade de recursos. Conclui-se que o atendimento remoto a pessoas com afasia é percebido como promissor e bem aceito, embora ainda enfrente desafios técnicos e formativos que limitam sua implementação plena. |
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