Os sentidos da Estética Cotidiana na Psicologia: beleza, identidade e estigma

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Carvalho, Lucas Dias Rebello de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-16092025-152913/
Resumo: O interesse da Psicologia pela Estética remonta aos seus primórdios enquanto uma ciência independente, adentrando no campo da Psicologia no século XIX e constituindo-se como um objeto de estudo de diversas escolas. Um ponto comum dos estudos psicológicos sobre a Estética foi o predomínio de pesquisas sobre as artes. Ainda que esse predomínio espelhe o interesse histórico da Estética filosófica pelas artes, há, desde o final do século XX, um movimento no campo da Estética que visa explorar o fenômeno estética para além das artes, retomando a significação original da Estética como uma ciência do conhecimento sensível em geral. Foi nesse contexto que surgiu um novo ramo da Estética denominado de Estética Cotidiana, com o objetivo de trazer à tona a relevância do domínio estético em experiências cotidianas. Levando em conta o surgimento desse novo ramo da Estética e o interesse histórico da Psicologia tanto pela Estética como pela vida cotidiana, o presente estudo teve como objetivo examinar os usos do conceito de estética cotidiana na Psicologia a partir de uma revisão das articulações entre estética e cotidiano em periódicos de Psicologia (Temas em Psicologia; Psicologia e Sociedade; Psicologia: Ciência e Profissão, e Psychology of Aesthetics, Creativity, and the Arts). Para isso, foi realizada uma revisão de literatura fundamentada pela hermenêutica gadameriana nos periódicos selecionados. Identificamos que o fenômeno da estética cotidiana se apresenta de maneira diferente nos periódicos selecionados: se os estudos estadunidenses se concentram em conceitos como percepção, emoção, beleza e sublime, os estudos brasileiros enfocam as ideias de padrão de beleza, identidade, gênero, raça e estigma. A partir disso, podemos concluir que a estética cotidiana assume para a Psicologia o sentido de uma experiência da beleza, sendo, nos estudos brasileiros, tratada a partir da questão da estética corporal tanto como um vetor de construção e expressão das identidades de gênero e de raça, quanto como um ponto de estigmatização dos sujeitos.
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Foi nesse contexto que surgiu um novo ramo da Estética denominado de Estética Cotidiana, com o objetivo de trazer à tona a relevância do domínio estético em experiências cotidianas. Levando em conta o surgimento desse novo ramo da Estética e o interesse histórico da Psicologia tanto pela Estética como pela vida cotidiana, o presente estudo teve como objetivo examinar os usos do conceito de estética cotidiana na Psicologia a partir de uma revisão das articulações entre estética e cotidiano em periódicos de Psicologia (Temas em Psicologia; Psicologia e Sociedade; Psicologia: Ciência e Profissão, e Psychology of Aesthetics, Creativity, and the Arts). Para isso, foi realizada uma revisão de literatura fundamentada pela hermenêutica gadameriana nos periódicos selecionados. Identificamos que o fenômeno da estética cotidiana se apresenta de maneira diferente nos periódicos selecionados: se os estudos estadunidenses se concentram em conceitos como percepção, emoção, beleza e sublime, os estudos brasileiros enfocam as ideias de padrão de beleza, identidade, gênero, raça e estigma. A partir disso, podemos concluir que a estética cotidiana assume para a Psicologia o sentido de uma experiência da beleza, sendo, nos estudos brasileiros, tratada a partir da questão da estética corporal tanto como um vetor de construção e expressão das identidades de gênero e de raça, quanto como um ponto de estigmatização dos sujeitos.The interest of Psychology in Aesthetics dates back to its origins as an independent science, entering the field of Psychology in the 19th century and establishing itself as an object of study for various schools of thought. A common point in psychological studies on Aesthetics was the predominance of research focused on the arts. Although this predominance reflects the historical interest of philosophical Aesthetics in the arts, since the late 20th century, there has been a movement in the field of Aesthetics aimed at exploring aesthetic phenomena beyond the arts, returning to the original meaning of Aesthetics as a science of sensory knowledge in general. It was in this context that a new branch of Aesthetics, called Everyday Aesthetics, emerged, with the objective of highlighting the relevance of the aesthetic domain in everyday experiences. Considering the emergence of this new branch of Aesthetics and the historical interest of Psychology in both Aesthetics and everyday life, the present study aimed to examine the uses of the concept of everyday aesthetics in Psychology through a review of the connections between aesthetics and everyday life in Psychology journals (Temas em Psicologia; Psicologia e Sociedade; Psicologia: Ciência e Profissão, and Psychology of Aesthetics, Creativity, and the Arts). To this end, a literature review grounded in Gadamerian hermeneutics was conducted in the selected journals.We identified that the phenomenon of everyday aesthetics is presented differently in the selected journals: while American studies focus on concepts such as perception, emotion, beauty, and the sublime, Brazilian studies emphasize ideas such as beauty standards, identity, gender, race, and stigma. Based on this, we can conclude that everyday aesthetics assumes, for Psychology, the meaning of an experience of beauty, which in Brazilian studies is approached through the issue of bodily aesthetics, both as a vector for the construction and expression of gender and racial identities, and as a point of stigmatization of individuals.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAndriolo, ArleyCarvalho, Lucas Dias Rebello de2025-03-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-16092025-152913/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-29T20:19:02Zoai:teses.usp.br:tde-16092025-152913Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-29T20:19:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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