Quando as imagens falam: por uma fenomenologia da escuta arquetípica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Porto, Bráulio Eloi de Almeida
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59142/tde-05022024-091036/
Resumo: O método desenvolvido por Carl Gustav Jung (1875-1961) estabeleceu uma abordagem terapêutica e científico-cultural que visava descrever a essência e a dinâmica da psique, com o propósito de validade universal. O tratamento cuidadoso da imaginação e seus processos, uma de suas grandes contribuições ao pensamento psicológico, destacava o papel da imagem como meio de acesso à dimensão emocional do indivíduo, relação cujo desvelamento se constituiria como elemento nevrálgico e indispensável do trabalho analítico. A longevidade no interesse por esta perspectiva demonstra o valor de se investigar suas inovações em comparação às demais psicologias do inconsciente, tendo neste sentido, seu diferencial mais relevante reconhecido sobretudo no modo como pratica a escuta do sujeito em análise. Em uma investigação ainda em curso na prática clínica, repousa aí sua pertinência na contemporaneidade, tanto mais pelo estreito elo com a fenomenologia, inserindo-a em um crescente movimento de fundamentação e reconhecimento científicos. A psicologia arquetípica, leitura pós-junguiana que se mantém fiel aos pressupostos de uma psicologia da imagem, tem na obra de James Hillman (1926-2011) uma de suas maiores representações. A ênfase nesta terapia focada na imagem, tributária da visão junguiana de se manter atado a ela, permitiu o refinamento de uma análise psicológica cujo cerne repousa no entendimento das imagens do inconsciente. O objetivo desta pesquisa é identificar e compreender, no arco temporal da década de 1970 da produção da obra hillmaniana, o que comparece como momentos passíveis de serem designados e descritos como a experiência desta escuta, aqui denominada escuta arquetípica. Entende-se que existem elementos suficientes para supor a congruência epistemológica entre o método empregado por Hillman e a pretensão analítica de executar a redução fenomenológica para o exame desse recorte de sua obra.
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