Ontogenia do ritmo circadiano do cortisol em crianças prematuras
| Ano de defesa: | 1997 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17144/tde-14042026-145934/ |
Resumo: | Este estudo teve como objetivo principal verificar a idade de aparecimento do ritmo circadiano do cortisol em um grupo de crianças prematuras, com idade gestacional entre 31 e 34 semanas (método do Capurro somático), através da dosagem do cortisol salivar. O objetivo secundário foi estudar a relação existente entre o aparecimento do ritmo circadiano do cortisol (RCC) e o surgimento do ritmo circadiano do sono (RCS). Foram seguidas longitudinalmente 9 crianças, do nascimento até 24 semanas de vida, das quais foram coletadas 2 amostras de saliva, respectivamente entre 08:00 e 09:00h (manhã) e entre 21:00 e 22:00h (noite), nas seguintes semanas de vida: 2ª, 4ª, 8ª, 12ª, 16ª, 20ª e 24ª. As amostras de saliva foram ensaiadas diretamente, sem prévia extração ou diluição, em duplicata de 25µl. Todas as amostras de um mesmo indivíduo foram dosadas em um mesmo ensaio. Em todos os ensaios dosaram-se \"pools\" de saliva controle, com concentrações conhecidas ao nível de B/Bo = 0,3; 0,5 e 0,8. Na análise longitudinal uma variação circadiana foi definida quando o valor do cortisol da noite foi menor que 78,1% do valor da manhã. Este percentual foi obtido pela subtração de 3 vezes a média (7,3%) do C.V. intra-ensaio, do valor unitário (100,0%). Na análise transversal a variação circadiana foi definida quando o valor médio (das 9 crianças estudadas) do cortisol da noite foi menor que 64,0% do valor da manhã. Neste caso foram subtraídas 3 vezes a média (12,0%) do C.V. entre-ensaios do valor unitário (100,0%). Essas variações deveriam estar mantidas nas semanas subsequentes. Na análise longitudinal, a mediana e a média para o aparecimento do RCC foram 8 e 9,3, respectivamente. Na análise transversal evidenciou-se o aparecimento do RCC na 12ª semana de vida pós-natal. O ritmo circadiano de sono, caracterizado pelo estabelecimento de um padrão de sono predominantemente noturno, iniciou-se entre a 5ª e a 8ª semana. Os resultados obtidos, utilizando-se da dosagem do cortisol salivar, permitem concluir que no grupo de prematuros estudados o RCC foi estabelecido entre a 8ª e a 10ª semana de vida pós-natal. Verifica-se também uma relação temporal entre o aparecimento do RCC e o surgimento do RCS. Essa relação pode ser explicada pelo importante papel exercido pelo sono, como agente sincronizador do RCC. Comparando-se ainda a idade de aparecimento do RCC entre as crianças nascidas a termo e as prematuras, observa-se que não existiu diferença, se observada a idade pós-natal; porém, se observada a idade corrigida (idade pós-concepcional), nota-se uma tendência do grupo de prematuros estabelecerem tal ritmo mais precocemente do que o grupo a termo. Pode-se concluir que entre 31 e 34 semanas de idade gestacional, o marca-passo circadiano central já se encontra suficientemente desenvolvido para, sob influência dos agentes sincronizadores internos e externos, regular o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. |
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Ontogenia do ritmo circadiano do cortisol em crianças prematurasNão informado.Não informado.Não informado.Este estudo teve como objetivo principal verificar a idade de aparecimento do ritmo circadiano do cortisol em um grupo de crianças prematuras, com idade gestacional entre 31 e 34 semanas (método do Capurro somático), através da dosagem do cortisol salivar. O objetivo secundário foi estudar a relação existente entre o aparecimento do ritmo circadiano do cortisol (RCC) e o surgimento do ritmo circadiano do sono (RCS). Foram seguidas longitudinalmente 9 crianças, do nascimento até 24 semanas de vida, das quais foram coletadas 2 amostras de saliva, respectivamente entre 08:00 e 09:00h (manhã) e entre 21:00 e 22:00h (noite), nas seguintes semanas de vida: 2ª, 4ª, 8ª, 12ª, 16ª, 20ª e 24ª. As amostras de saliva foram ensaiadas diretamente, sem prévia extração ou diluição, em duplicata de 25µl. Todas as amostras de um mesmo indivíduo foram dosadas em um mesmo ensaio. Em todos os ensaios dosaram-se \"pools\" de saliva controle, com concentrações conhecidas ao nível de B/Bo = 0,3; 0,5 e 0,8. Na análise longitudinal uma variação circadiana foi definida quando o valor do cortisol da noite foi menor que 78,1% do valor da manhã. Este percentual foi obtido pela subtração de 3 vezes a média (7,3%) do C.V. intra-ensaio, do valor unitário (100,0%). Na análise transversal a variação circadiana foi definida quando o valor médio (das 9 crianças estudadas) do cortisol da noite foi menor que 64,0% do valor da manhã. Neste caso foram subtraídas 3 vezes a média (12,0%) do C.V. entre-ensaios do valor unitário (100,0%). Essas variações deveriam estar mantidas nas semanas subsequentes. Na análise longitudinal, a mediana e a média para o aparecimento do RCC foram 8 e 9,3, respectivamente. Na análise transversal evidenciou-se o aparecimento do RCC na 12ª semana de vida pós-natal. O ritmo circadiano de sono, caracterizado pelo estabelecimento de um padrão de sono predominantemente noturno, iniciou-se entre a 5ª e a 8ª semana. Os resultados obtidos, utilizando-se da dosagem do cortisol salivar, permitem concluir que no grupo de prematuros estudados o RCC foi estabelecido entre a 8ª e a 10ª semana de vida pós-natal. Verifica-se também uma relação temporal entre o aparecimento do RCC e o surgimento do RCS. Essa relação pode ser explicada pelo importante papel exercido pelo sono, como agente sincronizador do RCC. Comparando-se ainda a idade de aparecimento do RCC entre as crianças nascidas a termo e as prematuras, observa-se que não existiu diferença, se observada a idade pós-natal; porém, se observada a idade corrigida (idade pós-concepcional), nota-se uma tendência do grupo de prematuros estabelecerem tal ritmo mais precocemente do que o grupo a termo. Pode-se concluir que entre 31 e 34 semanas de idade gestacional, o marca-passo circadiano central já se encontra suficientemente desenvolvido para, sob influência dos agentes sincronizadores internos e externos, regular o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.The aim of this study was to verify the age of appearance of cortisol circadian rhythm (CCR) in preterm infants. We also verified the relationship between the emergence of CCR and the emergence of circadian sleep rhythm (CSR). Nine preterm infants (gestacional age between 31 and 34 weeks - evaluated by the somatic method of Capurro) were followed longitudinally, from birth to 24 weeks. Salivary samples were collected between 8:00 and 9:00 a.m. and 9:00 and 10:00 p.m., at 2, 4, 8 ,12, 16, 20 and 24 postnatal weeks. Salivary cortisol was determined by RIA in 25 µI samples of saliva without prior extraction or dilution. All samples from each infant were analyzed in duplicate in the same assay. The mean intra and interassay coefficients of variation (CV) were 7.3% and 12.0%, respectively. The mothers were asked to record their babies daily sleep patterns. A normal circadian pattern of salivary cortisol was defined as one in which the night value was 78.1% less than morning level for each subject. This value was the result of the subtraction of 21.9% (3 times the mean intrassay CV) from the morning value taken as 100.0%. This daily variation must be maintained during consecutive weeks. ln addition, for group analysis purposes, individual data were combined. The mean night salivary cortisol values must be less than 64.0% of the mean morning value. ln this situation this percentage was the result of the subtraction of 36.0% (3 times the interassay CV) from 100.0%. The median and mean times of CCR appearance were 8 and 9.3 weeks, respectively, in the longitudinal analysis. This rhythm emerge in the group as a whole at 12 weeks of postnatal life. The CSR, characterized by a night sleep pattern, was detected between 5 and 8 weeks. Our results obtained by salivary cortisol measurement indicate that CCR emerged between 8 and 10 postnatal weeks in preterm infants. These results also indicate a parallelism between the emergence of the CCR and the CSR. This relationship could be explained by the well known role of sleep as one of the main synchronizers of the CCR. ln addition, the postnatal age of appearance of CCR in preterm and term infants were similar. However, when postconceptional age is considered, preterm infants presented CCR earlier than term infants. Our data suggest that the circadian central pacemaker is sufficiently developed between 31 and 34 weeks of gestational age and at this time it is able to control the rhythmicity of the hypothalamus-pituitary-adrenal axis, under the influence of internal and external synchronizer agents.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de Medicina de Ribeirão PretoMoreira, Ayrton CustodioAntonini, Sonir Roberto Rauber1997-02-182026-04-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17144/tde-14042026-145934/doi:10.11606/D.17.1997.tde-14042026-145934Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2026-04-14T18:17:01Zoai:teses.usp.br:tde-14042026-145934Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-14T18:17:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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