Perfil clínico e epidemiológico de paciente internados por COVID-19 em um hospital de Fortaleza, Ceará
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-22112024-163533/ |
Resumo: | Introdução: Em dezembro de 2019, uma nova cepa de Coronavírus, denominada Coronavírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave 2 foi isolada pela primeira vez em três pacientes na China. As manifestações clínicas ocasionadas pela COVID-19 geralmente estão relacionadas ao trato respiratório superior, sendo a maioria dos infectados assintomáticos ou com sintomas leves. Os quadros clínicos podem ser assintomáticos, ou com sintomas leves a moderados, entretanto as infecções podem evoluir para pneumonia com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), insuficiência renal, síndrome da disfunção de múltiplos órgãos e morte. No início da pandemia, não havia tratamentos comprovados e vacinas disponibilizadas pela Organização Mundial da Saúde para essa doença, as estratégias terapêuticas empregadas eram apenas de suporte. Em relação ao tratamento da doença, vários fármacos foram testados, sendo que alguns deles demonstraram resultados promissores. Em maio de 2020 o ministério da Saúde, publicou recomendações para o tratamento medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico de COVID-19, com orientação para prescrição de cloroquina ou hidroxicloroquina associada à azitromicina para pacientes adultos com sintomas leves, moderados e grave, apesar de não haver evidências conclusivas sobre seu benefício. Objetivos: avaliar as características clínicas e o desfecho de pacientes internados com diagnóstico de COVID-19 em um hospital de grande porte da região nordeste do Brasil no primeiro ano da Pandemia e avaliar efeitos adversos apresentados pelos pacientes que receberem tratamento medicamentoso com hidroxicloroquina para a doença. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, transversal e observacional. A amostra foi constituída por 465 pacientes internados por COVID19 do período de março a dezembro de 2020, coletados de novembro a dezembro de 2021. Resultados: Sendo 56,4% dos pacientes do sexo masculino, com média de idade de 60 anos. A taxa de mortalidade ficou em 32%, com maior número de óbito associado à internação nas Unidades de Terapia intensiva, necessidade de oxigênio durante a internação, cardiopatias e necessidade de hemodiálise. O principal sinal clínico apresentado pelos pacientes no momento da internação foi febre, todavia, sem associação com o desfecho. Síndrome respiratória aguda grave, mialgia e diarreia foram associadas ao desfecho óbito. Com relação aos exames laboratoriais, houve associação com o desfecho óbito, creatina, uréia, troponina, ferritina e PCR. O uso de hidroxicloroquina foi presente em 66,7% das pacientes durante a internação, destes, 69,8% foram a óbito. Não houve associação do tratamento com o desfecho óbito (p=0,344). Observa-se que houve associação entre o uso de hidroxocloroquina com ocorrência de arritmia cardíaca e com o aumento do nível sanguíneo de transaminase oxalacética. Conclusão: Este estudo apresentou um panorama clínico e epidemiológico dos pacientes admitidos em um hospital do nordeste do Brasil com diagnóstico de COVID-19. Além disso, mostrou que o tratamento com hidroxicloroquina está associado com a ocorrência de arritmia cardíaca e alteração da enzima transaminase oxalacética sem demonstrar benefício para o tratamento da COVID-19. |
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Perfil clínico e epidemiológico de paciente internados por COVID-19 em um hospital de Fortaleza, CearáClinical and epidemiological profile of patients hospitalized for COVID-19 in a hospital in Fortaleza, CearáCOVID-19COVID-19Health profileHidroxicloroquinaHospitalHospitalHydroxychloroquinePandemiasPandemicsPerfil de saúdeIntrodução: Em dezembro de 2019, uma nova cepa de Coronavírus, denominada Coronavírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave 2 foi isolada pela primeira vez em três pacientes na China. As manifestações clínicas ocasionadas pela COVID-19 geralmente estão relacionadas ao trato respiratório superior, sendo a maioria dos infectados assintomáticos ou com sintomas leves. Os quadros clínicos podem ser assintomáticos, ou com sintomas leves a moderados, entretanto as infecções podem evoluir para pneumonia com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), insuficiência renal, síndrome da disfunção de múltiplos órgãos e morte. No início da pandemia, não havia tratamentos comprovados e vacinas disponibilizadas pela Organização Mundial da Saúde para essa doença, as estratégias terapêuticas empregadas eram apenas de suporte. Em relação ao tratamento da doença, vários fármacos foram testados, sendo que alguns deles demonstraram resultados promissores. Em maio de 2020 o ministério da Saúde, publicou recomendações para o tratamento medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico de COVID-19, com orientação para prescrição de cloroquina ou hidroxicloroquina associada à azitromicina para pacientes adultos com sintomas leves, moderados e grave, apesar de não haver evidências conclusivas sobre seu benefício. Objetivos: avaliar as características clínicas e o desfecho de pacientes internados com diagnóstico de COVID-19 em um hospital de grande porte da região nordeste do Brasil no primeiro ano da Pandemia e avaliar efeitos adversos apresentados pelos pacientes que receberem tratamento medicamentoso com hidroxicloroquina para a doença. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, transversal e observacional. A amostra foi constituída por 465 pacientes internados por COVID19 do período de março a dezembro de 2020, coletados de novembro a dezembro de 2021. Resultados: Sendo 56,4% dos pacientes do sexo masculino, com média de idade de 60 anos. A taxa de mortalidade ficou em 32%, com maior número de óbito associado à internação nas Unidades de Terapia intensiva, necessidade de oxigênio durante a internação, cardiopatias e necessidade de hemodiálise. O principal sinal clínico apresentado pelos pacientes no momento da internação foi febre, todavia, sem associação com o desfecho. Síndrome respiratória aguda grave, mialgia e diarreia foram associadas ao desfecho óbito. Com relação aos exames laboratoriais, houve associação com o desfecho óbito, creatina, uréia, troponina, ferritina e PCR. O uso de hidroxicloroquina foi presente em 66,7% das pacientes durante a internação, destes, 69,8% foram a óbito. Não houve associação do tratamento com o desfecho óbito (p=0,344). Observa-se que houve associação entre o uso de hidroxocloroquina com ocorrência de arritmia cardíaca e com o aumento do nível sanguíneo de transaminase oxalacética. Conclusão: Este estudo apresentou um panorama clínico e epidemiológico dos pacientes admitidos em um hospital do nordeste do Brasil com diagnóstico de COVID-19. Além disso, mostrou que o tratamento com hidroxicloroquina está associado com a ocorrência de arritmia cardíaca e alteração da enzima transaminase oxalacética sem demonstrar benefício para o tratamento da COVID-19.Introduction: In December 2019, a new strain of Coronavirus, called Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2, was isolated for the first time in three patients in China. The clinical manifestations caused by COVID-19 are generally related to the upper respiratory tract, with the majority of those infected being asymptomatic or with mild symptoms. Clinical conditions can be asymptomatic, or with mild to moderate symptoms, however infections can progress to pneumonia with Severe Acute Respiratory Syndrome (SARS), renal failure, multiple organ dysfunction syndrome and death. At the beginning of the pandemic, there were no proven treatments or vaccines made available by the World Health Organization for this disease, the therapeutic strategies used were only supportive. Regarding the treatment of the disease, several drugs have been tested, some of which have shown promising results. In May 2020, the Ministry of Health published recommendations for the early drug treatment of patients diagnosed with COVID-19, with guidance for prescribing chloroquine or hydroxychloroquine associated with azithromycin for adult patients with mild, moderate and severe symptoms, despite not there is conclusive evidence about its benefit. Objectives: to evaluate the clinical characteristics and outcome of patients admitted with a diagnosis of COVID-19 in a large hospital in the northeast region of Brazil in the first year of the Pandemic and to evaluate adverse effects presented by patients who received drug treatment with hydroxychloroquine for the disease. Method: This is a quantitative, descriptive, cross-sectional and observational study. The sample consisted of 465 patients hospitalized for COVID-19 from March to December 2020, collected from November to December 2021. Results: 56.4% of patients were male, with an average age of 60 years. The mortality rate was 32%, with a higher number of deaths associated with admission to intensive care units, the need for oxygen during hospitalization, heart disease and the need for hemodialysis. The main clinical sign presented by patients at the time of admission was fever, however, with no association with the outcome. Severe acute respiratory syndrome, myalgia and diarrhea were associated with the outcome of death. Regarding laboratory tests, there was an association with the outcome of death, creatine, urea, troponin, ferritin and CRP. The use of hydroxychloroquine was present in 66.7% of patients during hospitalization, of which 69.8% died. There was no association between treatment and the outcome of death (p=0.344). It was observed that there was an association between the use of hydroxochloroquine and the occurrence of cardiac arrhythmia and an increase in the blood level of oxaloacetic transaminase. Conclusion: This study presented a clinical and epidemiological overview of patients admitted to a hospital in northeastern Brazil with a diagnosis of COVID-19. Furthermore, it showed that treatment with hydroxychloroquine is associated with the occurrence of cardiac arrhythmia and changes in the oxaloacetic transaminase enzyme without demonstrating benefit for the treatment of COVID-19.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPNascimento, Amanda Salles Margatho doBaltazar, Larissa Taumaturgo2024-08-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-22112024-163533/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-18T17:28:02Zoai:teses.usp.br:tde-22112024-163533Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-18T17:28:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: Em dezembro de 2019, uma nova cepa de Coronavírus, denominada Coronavírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave 2 foi isolada pela primeira vez em três pacientes na China. As manifestações clínicas ocasionadas pela COVID-19 geralmente estão relacionadas ao trato respiratório superior, sendo a maioria dos infectados assintomáticos ou com sintomas leves. Os quadros clínicos podem ser assintomáticos, ou com sintomas leves a moderados, entretanto as infecções podem evoluir para pneumonia com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), insuficiência renal, síndrome da disfunção de múltiplos órgãos e morte. No início da pandemia, não havia tratamentos comprovados e vacinas disponibilizadas pela Organização Mundial da Saúde para essa doença, as estratégias terapêuticas empregadas eram apenas de suporte. Em relação ao tratamento da doença, vários fármacos foram testados, sendo que alguns deles demonstraram resultados promissores. Em maio de 2020 o ministério da Saúde, publicou recomendações para o tratamento medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico de COVID-19, com orientação para prescrição de cloroquina ou hidroxicloroquina associada à azitromicina para pacientes adultos com sintomas leves, moderados e grave, apesar de não haver evidências conclusivas sobre seu benefício. Objetivos: avaliar as características clínicas e o desfecho de pacientes internados com diagnóstico de COVID-19 em um hospital de grande porte da região nordeste do Brasil no primeiro ano da Pandemia e avaliar efeitos adversos apresentados pelos pacientes que receberem tratamento medicamentoso com hidroxicloroquina para a doença. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, transversal e observacional. A amostra foi constituída por 465 pacientes internados por COVID19 do período de março a dezembro de 2020, coletados de novembro a dezembro de 2021. Resultados: Sendo 56,4% dos pacientes do sexo masculino, com média de idade de 60 anos. A taxa de mortalidade ficou em 32%, com maior número de óbito associado à internação nas Unidades de Terapia intensiva, necessidade de oxigênio durante a internação, cardiopatias e necessidade de hemodiálise. O principal sinal clínico apresentado pelos pacientes no momento da internação foi febre, todavia, sem associação com o desfecho. Síndrome respiratória aguda grave, mialgia e diarreia foram associadas ao desfecho óbito. Com relação aos exames laboratoriais, houve associação com o desfecho óbito, creatina, uréia, troponina, ferritina e PCR. O uso de hidroxicloroquina foi presente em 66,7% das pacientes durante a internação, destes, 69,8% foram a óbito. Não houve associação do tratamento com o desfecho óbito (p=0,344). Observa-se que houve associação entre o uso de hidroxocloroquina com ocorrência de arritmia cardíaca e com o aumento do nível sanguíneo de transaminase oxalacética. Conclusão: Este estudo apresentou um panorama clínico e epidemiológico dos pacientes admitidos em um hospital do nordeste do Brasil com diagnóstico de COVID-19. Além disso, mostrou que o tratamento com hidroxicloroquina está associado com a ocorrência de arritmia cardíaca e alteração da enzima transaminase oxalacética sem demonstrar benefício para o tratamento da COVID-19. |
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