Participação social e o uso de inventários participativos de referências culturais: os casos do Minhocão contra a gentrificação e do Arouche LGBTQIAPN+
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-25082025-170431/ |
Resumo: | O objetivo dessa dissertação é analisar como o Inventário Participativo de Referências Culturais possibilita valorizar a cultura de grupos marginalizados e vulnerabilizados ao reconhecê-los como formados por sujeitos criativos apesar da opressão que tenta eliminá-los ou ignorá-los. Desta forma, a ferramenta serve ao empoderamento de grupos sociais vulnerabilizados através do patrimônio cultural. Essa dissertação também discorre na potencialidade do Inventário Participativo de Referências Culturais como questionador da historiografia hegemônica que minimiza a participação de grupos minoritários, assim como a de formar sujeitos conscientes sobre suas relações sociais dentro do sistema capitalismo de exclusão. Assim, propõe uma forma de ação de reescrever a história, posicionando os grupos oprimidos como protagonistas da história, como sujeitos complexos e criativos. A análise é feita a partir de duas experiências, Minhocão contra a gentrificação (2015-2019) e Arouche LGBTQIAPN+ (2020-2022). O Inventário Participativo de Referências Culturais é uma ferramenta desenvolvida pelo Iphan que auxilia os múltiplos grupos sociais a valorizar seus patrimônios culturais particulares, evidenciando a pluralidade da população brasileira, assim como os diversos conflitos sociais, econômicos e simbólicos no país. O Minhocão (viaduto Presidente João Goulart) e o Largo do Arouche são espaços públicos da cidade de São Paulo (SP). O primeiro é um viaduto automobilístico cujos quadras lindeiras abrigam apartamentos, comércios e serviços populares. O Largo do Arouche, por sua vez, tem a especificidade de abrigar pessoas LGBTQIA+ pobres e racializadas. Ambos tem sido alvos de projetos de reforma urbana gentrificadores, ou seja, que teriam por consequência a expulsão de moradores e trabalhadores pobres locais e sua substituição por pessoas de maior poder aquisitivo |
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Participação social e o uso de inventários participativos de referências culturais: os casos do Minhocão contra a gentrificação e do Arouche LGBTQIAPN+Social participation and the use of participatory inventories of cultural references: the cases of Minhocão against gentrification and Arouche LGBTQIAPN+Ativismo urbanoCultural referencesEducação patrimonialHeritage educationMovimentos sociaisReferências culturaisSocial movementsUrban activismO objetivo dessa dissertação é analisar como o Inventário Participativo de Referências Culturais possibilita valorizar a cultura de grupos marginalizados e vulnerabilizados ao reconhecê-los como formados por sujeitos criativos apesar da opressão que tenta eliminá-los ou ignorá-los. Desta forma, a ferramenta serve ao empoderamento de grupos sociais vulnerabilizados através do patrimônio cultural. Essa dissertação também discorre na potencialidade do Inventário Participativo de Referências Culturais como questionador da historiografia hegemônica que minimiza a participação de grupos minoritários, assim como a de formar sujeitos conscientes sobre suas relações sociais dentro do sistema capitalismo de exclusão. Assim, propõe uma forma de ação de reescrever a história, posicionando os grupos oprimidos como protagonistas da história, como sujeitos complexos e criativos. A análise é feita a partir de duas experiências, Minhocão contra a gentrificação (2015-2019) e Arouche LGBTQIAPN+ (2020-2022). O Inventário Participativo de Referências Culturais é uma ferramenta desenvolvida pelo Iphan que auxilia os múltiplos grupos sociais a valorizar seus patrimônios culturais particulares, evidenciando a pluralidade da população brasileira, assim como os diversos conflitos sociais, econômicos e simbólicos no país. O Minhocão (viaduto Presidente João Goulart) e o Largo do Arouche são espaços públicos da cidade de São Paulo (SP). O primeiro é um viaduto automobilístico cujos quadras lindeiras abrigam apartamentos, comércios e serviços populares. O Largo do Arouche, por sua vez, tem a especificidade de abrigar pessoas LGBTQIA+ pobres e racializadas. Ambos tem sido alvos de projetos de reforma urbana gentrificadores, ou seja, que teriam por consequência a expulsão de moradores e trabalhadores pobres locais e sua substituição por pessoas de maior poder aquisitivoThe objective of this dissertation is to analyze how the Participatory Inventory of Cultural References makes it possible to value the culture of marginalized and vulnerable groups and recognize them as creative individuals despite the oppression that tries to eliminate or ignore them. In this way, the tool serves to empower vulnerable social groups through cultural heritage. This dissertation also discusses the potential of the Participatory Inventory of Cultural References as a way of challenging the hegemonic historiography that minimizes the participation of minority groups, as well as forming subjects who are aware of their social relations within the exclusionary capitalist system. Thus, it proposes a form of action to rewrite history, positioning oppressed groups as protagonists of history, as complex and creative subjects. The analysis is based on two experiences, Minhocão against gentrification (2015-2019) and Arouche LGBTQIAPN+ (2020-2022). The Participatory Inventory of Cultural References is a tool developed by Iphan that helps multiple social groups to value their particular cultural heritage, highlighting the plurality of the Brazilian population, as well as the various social, economic and symbolic conflicts in the country. Minhocão (President João Goulart viaduct) and Largo do Arouche are public spaces in the city of São Paulo (SP). The first is an automobile overpass whose neighboring blocks are home to apartments, shops, and popular services. Largo do Arouche, in turn, has the specificity of housing poor and racialized LGBTQIA+ people. Both have been targets of gentrifying urban reform projects, that is, projects that would result in the expulsion of poor local residents and workers and their replacement by people with greater purchasing powerBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPScifoni, SimoneSoida, Ana Paula Itocazo2025-04-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-25082025-170431/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-25T20:10:02Zoai:teses.usp.br:tde-25082025-170431Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-25T20:10:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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