Responsabilidade civil e inteligência artificial : regimes jurídicos
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2131/tde-14032024-095139/ |
Resumo: | A presente dissertação tem como objetivo analisar os regimes jurídicos de responsabilidade civil extracontratual aplicáveis aos sistemas de inteligência artificial. Visando lidar com dois problemas fundamentais, quais sejam, o de verificar qual é a estruturação jurídica mais adequada para este intento e o de avaliar a suficiência do ordenamento jurídico brasileiro neste particular, a pesquisa tem início, na primeira parte, com um breve percurso histórico do desenvolvimento dos sistemas de inteligência artificial, de sua profusão na atualidade e de como vêm sendo apreendidos pelos diversos ramos da ciência jurídica. Na segunda parte, definida a natureza jurídica dos sistemas de inteligência artificial, analisa-se como impactam os institutos fundamentais da responsabilidade civil (conduta, dano, nexo de causalidade e nexo de imputação). Na terceira e última parte, procede-se, sob o viés reparatório da responsabilidade civil, a uma análise dos dispositivos vigentes do ordenamento jurídico brasileiro, a fim de definir sua aplicabilidade ao ressarcimento de danos causados pela utilização e/ou desenvolvimento de sistemas de IA. Igualmente na perspectiva reparatória, são analisadas as normas e proposições legislativas tanto do Brasil, como da União Europeia, que buscam endereçar soluções à temática. Na sequência, analisada a dimensão ressarcitória, o exame se volta ao viés preventivo lato sensu da responsabilidade civil, por meio dos princípios da precaução e da prevenção em sentido estrito como marcos regulatórios norteadores da criação e uso dos sistemas de inteligência artificial, a fim de se evitar a ocorrência de danos. Por fim, analisando-se, em cotejo, as disposições atuais brasileiras e as propostas legislativas, alcança-se a conclusão de que o regime jurídico de responsabilidade civil mais apto a lidar com os sistemas de inteligência artificial é o que funde, num todo unitário, as dimensões reparatória e preventiva, e, nesse ângulo, o ordenamento jurídico brasileiro, embora, em alguma medida, consideradas suas normas vigentes, tenha condições de cumprir a finalidade de ressarcir os danos causados pela aludida tecnologia, é, completamente, omisso no que tange ao impedimento de que tais danos ocorram, o que demonstra, nesse aspecto, sua insuficiência. |
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Responsabilidade civil e inteligência artificial : regimes jurídicosCivil liability and artificial intelligence : legal regimesArtificial intelligence systemsCivil liability regimesCompensatory dimensionDimensão reparatóriaEnfoque preventivoNon-contractual civil liabilityPreventive approachRegimes jurídicosResponsabilidade civil extracontratualSistemas de inteligência artificialA presente dissertação tem como objetivo analisar os regimes jurídicos de responsabilidade civil extracontratual aplicáveis aos sistemas de inteligência artificial. Visando lidar com dois problemas fundamentais, quais sejam, o de verificar qual é a estruturação jurídica mais adequada para este intento e o de avaliar a suficiência do ordenamento jurídico brasileiro neste particular, a pesquisa tem início, na primeira parte, com um breve percurso histórico do desenvolvimento dos sistemas de inteligência artificial, de sua profusão na atualidade e de como vêm sendo apreendidos pelos diversos ramos da ciência jurídica. Na segunda parte, definida a natureza jurídica dos sistemas de inteligência artificial, analisa-se como impactam os institutos fundamentais da responsabilidade civil (conduta, dano, nexo de causalidade e nexo de imputação). Na terceira e última parte, procede-se, sob o viés reparatório da responsabilidade civil, a uma análise dos dispositivos vigentes do ordenamento jurídico brasileiro, a fim de definir sua aplicabilidade ao ressarcimento de danos causados pela utilização e/ou desenvolvimento de sistemas de IA. Igualmente na perspectiva reparatória, são analisadas as normas e proposições legislativas tanto do Brasil, como da União Europeia, que buscam endereçar soluções à temática. Na sequência, analisada a dimensão ressarcitória, o exame se volta ao viés preventivo lato sensu da responsabilidade civil, por meio dos princípios da precaução e da prevenção em sentido estrito como marcos regulatórios norteadores da criação e uso dos sistemas de inteligência artificial, a fim de se evitar a ocorrência de danos. Por fim, analisando-se, em cotejo, as disposições atuais brasileiras e as propostas legislativas, alcança-se a conclusão de que o regime jurídico de responsabilidade civil mais apto a lidar com os sistemas de inteligência artificial é o que funde, num todo unitário, as dimensões reparatória e preventiva, e, nesse ângulo, o ordenamento jurídico brasileiro, embora, em alguma medida, consideradas suas normas vigentes, tenha condições de cumprir a finalidade de ressarcir os danos causados pela aludida tecnologia, é, completamente, omisso no que tange ao impedimento de que tais danos ocorram, o que demonstra, nesse aspecto, sua insuficiência.This dissertation aims to analyze the legal regimes of non-contractual civil liability towards artificial intelligence systems. Aiming to deal with two fundamental problems, namely, that of verifying which is the most appropriate legal structure for this purpose and that of evaluating the sufficiency of the Brazilian legal system in this regard, the research begins, in the first part, with a brief historical journey of the development of artificial intelligence systems, its profusion nowadays and how it has been apprehended by legal science branches. In the second part, defining the legal nature of artificial intelligence systems, it is analyzed how they impact the fundamental institutes of civil liability (conduct, damage, causation, and imputation). In the third and last part, under the reparatory perspective of civil liability, an analysis of the current provisions of the Brazilian legal system is carried out, in order to define their applicability to the compensation of damages caused by the use and/or development of AI systems. Also in the reparation perspective, the norms and legislative proposals of both Brazil and the European Union, which seek to address solutions to the issue, are analyzed. Next, analyzed the indemnity dimension, the examination turns to the broad preventive aspect of civil liability, through the principles of precaution and prevention in the strict sense as regulatory frameworks guiding the creation and use of artificial intelligence systems, in order to prevent damage from occurring. Finally, by analyzing, in comparison, the current Brazilian provisions and the legislative proposals, the conclusion is that the legal regime of civil liability most suitable to deal with artificial intelligence systems is the one that fuses, in a unitary whole , the reparative and preventive dimensions, and, from this angle, the Brazilian legal system, although, to some extent, considering its current norms, is able to fulfill the purpose of compensating the damages caused by the aforementioned technology, it is completely silent in reference to preventing such damages from occurring, which demonstrates, in this regard, its insufficiency.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLopez, Teresa AnconaSmaili, Ali Mustafa2023-08-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2131/tde-14032024-095139/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-10-16T16:18:02Zoai:teses.usp.br:tde-14032024-095139Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-10-16T16:18:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A presente dissertação tem como objetivo analisar os regimes jurídicos de responsabilidade civil extracontratual aplicáveis aos sistemas de inteligência artificial. Visando lidar com dois problemas fundamentais, quais sejam, o de verificar qual é a estruturação jurídica mais adequada para este intento e o de avaliar a suficiência do ordenamento jurídico brasileiro neste particular, a pesquisa tem início, na primeira parte, com um breve percurso histórico do desenvolvimento dos sistemas de inteligência artificial, de sua profusão na atualidade e de como vêm sendo apreendidos pelos diversos ramos da ciência jurídica. Na segunda parte, definida a natureza jurídica dos sistemas de inteligência artificial, analisa-se como impactam os institutos fundamentais da responsabilidade civil (conduta, dano, nexo de causalidade e nexo de imputação). Na terceira e última parte, procede-se, sob o viés reparatório da responsabilidade civil, a uma análise dos dispositivos vigentes do ordenamento jurídico brasileiro, a fim de definir sua aplicabilidade ao ressarcimento de danos causados pela utilização e/ou desenvolvimento de sistemas de IA. Igualmente na perspectiva reparatória, são analisadas as normas e proposições legislativas tanto do Brasil, como da União Europeia, que buscam endereçar soluções à temática. Na sequência, analisada a dimensão ressarcitória, o exame se volta ao viés preventivo lato sensu da responsabilidade civil, por meio dos princípios da precaução e da prevenção em sentido estrito como marcos regulatórios norteadores da criação e uso dos sistemas de inteligência artificial, a fim de se evitar a ocorrência de danos. Por fim, analisando-se, em cotejo, as disposições atuais brasileiras e as propostas legislativas, alcança-se a conclusão de que o regime jurídico de responsabilidade civil mais apto a lidar com os sistemas de inteligência artificial é o que funde, num todo unitário, as dimensões reparatória e preventiva, e, nesse ângulo, o ordenamento jurídico brasileiro, embora, em alguma medida, consideradas suas normas vigentes, tenha condições de cumprir a finalidade de ressarcir os danos causados pela aludida tecnologia, é, completamente, omisso no que tange ao impedimento de que tais danos ocorram, o que demonstra, nesse aspecto, sua insuficiência. |
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