Pelas ruas, eu vou: o carnaval nas cidades do Recife e Olinda como lieu de mémoire urbano
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100135/tde-03062025-190023/ |
Resumo: | As ruas podem contar histórias de outros tempos e auxiliar no processo da memória coletiva, fortalecendo identidades. Nessas ruas, desfilam os mitos e ritos que gritam brasilidade, a exemplo do carnaval, festividade europeia trazida como elemento colonizador e transformada em grito de liberdade. Essa dissertação de mestrado em Estudos Culturais, questiona se o carnaval pernambucano pode manter-se perene diante das mudanças constantes na indústria cultural. Para responder a essa pergunta, é necessário compreender a relação do espaço físico com a identidade e memória do povo carnavalesco no estado de Pernambuco, com foco nos centros velhos do Recife e de Olinda. Através da bricolagem qualitativa entre o pesquisador conversador (Spink, 2008), a autoetnografia (Santos, 2017) e entrevistas semi-estruturadas (Duarte, 2005), essa pesquisa divide-se em duas partes: o it (Lispector, 2020) e a oralitura (Martins, 1997). A primeira, identifica o processo de causa, consequência e reação entre questões de cultura, identidade e memória e suas aplicações na história do carnaval. Com aporte de autores como Lipovetsky & Serroy (2015), Stuart Hall (2006), Néstor Garcia Canclini (2003), Maurice Halbwachs (1990), Michael Pollak (1989; 1992), Pierre Nora (1993) e Ecléa Bosi (2003), é construída uma ponte teórica entre os processos de consumo da sociedade do hiperespetáculo e a consequência da descentralização identitária. Essa encontra, na transmissão da memória coletiva através dos ritos, patrimônios e da urbe, uma forma de manter uma centralidade da identidade cultural humana. Esse cabo de guerra entre o lembrar e o esquecer como jogo identitário entre o hegemônico e o marginal, dá o tom para o capítulo de conjuntura histórica. Nele são observados elementos antagônicos que construíram a história do carnaval desde a antiguidade até os dias atuais. Juntos, são os guias para as questões de oralitura, segunda parte da dissertação. Com o conhecimento teórico e histórico, a dissertação vira um personagem contador de história que atravessa as vidas dos micro lugares (Spink, 2008) e procura compreender o estado perene ou não do carnaval, e sua relação com a memória das cidades e identidade. A partir dessa pesquisa, foi percebido que, embora o carnaval seja perene, o seu formato poderá mudar. Com base nesse conhecimento, foi identificada uma nova forma de festejar: o carnaval do hiperespetáculo. Este se opõe ao carnaval-participação e espetáculo (Silva, 2019). Entretanto, através das agremiações carnavalescas, que fazem das ruas o seu próprio palco, é comprovado por essa dissertação que formatos tradicionais nos termos corretos: participação de fazer o carnaval continuam a (re)existir na memória coletiva. |
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Pelas ruas, eu vou: o carnaval nas cidades do Recife e Olinda como lieu de mémoire urbanoThrough the streets I go: the carnival in the cities of Recife and Olinda as an urban lieu de mémoireCarnavalCarnivalIdentidadeIdentityLugar de memóriaMemória da cidadeOlindaOlindaRecifeRecifeSites of memoryUrban memoryAs ruas podem contar histórias de outros tempos e auxiliar no processo da memória coletiva, fortalecendo identidades. Nessas ruas, desfilam os mitos e ritos que gritam brasilidade, a exemplo do carnaval, festividade europeia trazida como elemento colonizador e transformada em grito de liberdade. Essa dissertação de mestrado em Estudos Culturais, questiona se o carnaval pernambucano pode manter-se perene diante das mudanças constantes na indústria cultural. Para responder a essa pergunta, é necessário compreender a relação do espaço físico com a identidade e memória do povo carnavalesco no estado de Pernambuco, com foco nos centros velhos do Recife e de Olinda. Através da bricolagem qualitativa entre o pesquisador conversador (Spink, 2008), a autoetnografia (Santos, 2017) e entrevistas semi-estruturadas (Duarte, 2005), essa pesquisa divide-se em duas partes: o it (Lispector, 2020) e a oralitura (Martins, 1997). A primeira, identifica o processo de causa, consequência e reação entre questões de cultura, identidade e memória e suas aplicações na história do carnaval. Com aporte de autores como Lipovetsky & Serroy (2015), Stuart Hall (2006), Néstor Garcia Canclini (2003), Maurice Halbwachs (1990), Michael Pollak (1989; 1992), Pierre Nora (1993) e Ecléa Bosi (2003), é construída uma ponte teórica entre os processos de consumo da sociedade do hiperespetáculo e a consequência da descentralização identitária. Essa encontra, na transmissão da memória coletiva através dos ritos, patrimônios e da urbe, uma forma de manter uma centralidade da identidade cultural humana. Esse cabo de guerra entre o lembrar e o esquecer como jogo identitário entre o hegemônico e o marginal, dá o tom para o capítulo de conjuntura histórica. Nele são observados elementos antagônicos que construíram a história do carnaval desde a antiguidade até os dias atuais. Juntos, são os guias para as questões de oralitura, segunda parte da dissertação. Com o conhecimento teórico e histórico, a dissertação vira um personagem contador de história que atravessa as vidas dos micro lugares (Spink, 2008) e procura compreender o estado perene ou não do carnaval, e sua relação com a memória das cidades e identidade. A partir dessa pesquisa, foi percebido que, embora o carnaval seja perene, o seu formato poderá mudar. Com base nesse conhecimento, foi identificada uma nova forma de festejar: o carnaval do hiperespetáculo. Este se opõe ao carnaval-participação e espetáculo (Silva, 2019). Entretanto, através das agremiações carnavalescas, que fazem das ruas o seu próprio palco, é comprovado por essa dissertação que formatos tradicionais nos termos corretos: participação de fazer o carnaval continuam a (re)existir na memória coletiva.The streets can tell stories of other times and assist in the process of collective memory, strengthening identities. In these streets, parade myths and rites that scream Brazilian identity, such as carnival, a European festivity, brought as a colonizing element, and transformed into freedoms shout. This master\'s dissertation in Cultural Studies questions whether the Pernambuco carnival can remain perennial in the face of constant changes in the cultural industry. To answer this question, it is necessary to understand the relationship between the physical space and the identity and memory of the carnival people in the state of Pernambuco, focusing on the old centers of Recife and Olinda. Through a qualitative bricolage between the converter researcher (Spink, 2008), self-ethnography (Santos, 2017), and semi-structured interviews (Duarte, 2005), this research is divided into two parts: the \"it\" (Lispector, 2020) and the \"oraliture\" (Martins, 1997). The first part identifies the process of cause, consequence, and reaction between issues of culture, identity, and memory and their applications in the history of carnival. With the support of authors such as Lipovetsky & Serroy (2015), Stuart Hall (2006), Néstor Garcia Canclini (2003), Maurice Halbwachs (1990), Michael Pollak (1989; 1992), Pierre Nora (1993), and Ecléa Bosi (2003), a theoretical bridge is built between the consumption processes of the hyper-spectacle society and the consequence of identity decentralization. This finds in the transmission of collective memory through rites, heritage, and the urban environment a way to maintain a centrality of human cultural identity. This tug-of-war between remembering and forgetting as an identity game between the hegemonic and the marginal sets the tone for the chapter on historical context. In it, antagonistic elements that have built the history of carnival from Ancient Times to the present day are observed. From this research, it was perceived that, although carnival is perennial, its format may change. From this knowledge, a new way of celebrating was identified: the carnival of the hyper-spectacle. This opposes the participation and spectacle carnival (Silva, 2019). However, through the carnival associations that make the streets their own stage, it is proven by this dissertation that traditional formats in the correct terms: participation of making carnival continue to (re)exist in collective memory.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPJayo, MartinMaciel, Maria Paula2025-04-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100135/tde-03062025-190023/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-20T13:56:02Zoai:teses.usp.br:tde-03062025-190023Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-20T13:56:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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