Comparação entre nervos doadores para transferência muscular funcional livre do músculo grácil para flexão do cotovelo em pacientes com lesão traumática do plexo braquial
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-08052025-165256/ |
Resumo: | INTRODUÇÃO: A lesão do plexo braquial pode determinar sequelas importantes para o paciente, e a restituição da flexão do cotovelo é prioridade no tratamento cirúrgico desta lesão. A transferência muscular funcional livre é opção na falha do tratamento precoce ou tardio das lesões traumáticas do plexo braquial. Este estudo avaliou características dos pacientes e a força muscular de flexão do cotovelo após transferência muscular funcional livre que utilizou os nervos espinhal acessório, fascículos dos nervos ulnar e mediano, nervo intercostal e frênico como doadores. Estes nervos foram comparados no que se refere à força muscular de flexão do cotovelo final obtida. Paralelamente à análise da série de casos foi realizado estudo anatômico tridimensional comparando a arquitetura dos músculos grácil e bíceps braquial. MÉTODOS: Prontuários de 113 pacientes, operados de 2003 a 2022, foram analisados e as seguintes variáveis registradas: idade, sexo, mecanismo de trauma, lateralidade da lesão, nível da lesão, transferência de nervo utilizada para inervar o músculo grácil, tempo entre o trauma e o procedimento cirúrgico, idade do paciente no ato cirúrgico, força de flexão do cotovelo após um mínimo de 12 meses da transferência muscular livre, além de observações relevantes (complicações, cirurgias secundárias, etc.). Três músculos grácil e três bíceps foram dissecados, digitalizados e reconstruídos em 3D para comparação. RESULTADOS: Foram incluídos no estudo 109 pacientes, com idade média de 30 anos (17-57 anos). Sessenta e nove pacientes (63,3%) obtiveram força muscular de flexão de cotovelo M3, tendo sido operados em média 38,7 meses após a lesão. Os nervos utilizados para ativação do músculo grácil foram: 65 espinhais acessórios, 10 intercostais, 10 fascículos do n. mediano, 21 fascículos do n. ulnar e três frênicos. O estudo anatômico permitiu comparar o comprimento dos feixes de fibras, ângulo de penação e área de secção transversal fisiológica dos músculos. CONCLUSÕES: A transferência livre do músculo grácil nas lesões traumáticas do plexo braquial é técnica cirúrgica confiável para obtenção de flexão do cotovelo nas lesões crônicas em adultos. Não identificamos diferença no que se refere à força de flexão do cotovelo, quando se comparam os diferentes nervos doadores estudados (espinhal acessório, ulnar, mediano, intercostais e nervo frênico). Concluímos, também, que a dissecção, digitalização e reconstrução tridimensional dos músculos grácil e bíceps é técnica viável para a comparação de parâmetros anatômicos entre estas estruturas |
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Comparação entre nervos doadores para transferência muscular funcional livre do músculo grácil para flexão do cotovelo em pacientes com lesão traumática do plexo braquialComparison between donor nerves transferred to the free functional gracilis muscle flap for elbow flexion in traumatic adult brachial plexus injuriesBrachial plexus injuryFree functional muscle transferGracilis muscleLesão do plexo braquialMicrocirurgiaMicrosurgeryMúsculo grácilTransferência muscular funcional livreINTRODUÇÃO: A lesão do plexo braquial pode determinar sequelas importantes para o paciente, e a restituição da flexão do cotovelo é prioridade no tratamento cirúrgico desta lesão. A transferência muscular funcional livre é opção na falha do tratamento precoce ou tardio das lesões traumáticas do plexo braquial. Este estudo avaliou características dos pacientes e a força muscular de flexão do cotovelo após transferência muscular funcional livre que utilizou os nervos espinhal acessório, fascículos dos nervos ulnar e mediano, nervo intercostal e frênico como doadores. Estes nervos foram comparados no que se refere à força muscular de flexão do cotovelo final obtida. Paralelamente à análise da série de casos foi realizado estudo anatômico tridimensional comparando a arquitetura dos músculos grácil e bíceps braquial. MÉTODOS: Prontuários de 113 pacientes, operados de 2003 a 2022, foram analisados e as seguintes variáveis registradas: idade, sexo, mecanismo de trauma, lateralidade da lesão, nível da lesão, transferência de nervo utilizada para inervar o músculo grácil, tempo entre o trauma e o procedimento cirúrgico, idade do paciente no ato cirúrgico, força de flexão do cotovelo após um mínimo de 12 meses da transferência muscular livre, além de observações relevantes (complicações, cirurgias secundárias, etc.). Três músculos grácil e três bíceps foram dissecados, digitalizados e reconstruídos em 3D para comparação. RESULTADOS: Foram incluídos no estudo 109 pacientes, com idade média de 30 anos (17-57 anos). Sessenta e nove pacientes (63,3%) obtiveram força muscular de flexão de cotovelo M3, tendo sido operados em média 38,7 meses após a lesão. Os nervos utilizados para ativação do músculo grácil foram: 65 espinhais acessórios, 10 intercostais, 10 fascículos do n. mediano, 21 fascículos do n. ulnar e três frênicos. O estudo anatômico permitiu comparar o comprimento dos feixes de fibras, ângulo de penação e área de secção transversal fisiológica dos músculos. CONCLUSÕES: A transferência livre do músculo grácil nas lesões traumáticas do plexo braquial é técnica cirúrgica confiável para obtenção de flexão do cotovelo nas lesões crônicas em adultos. Não identificamos diferença no que se refere à força de flexão do cotovelo, quando se comparam os diferentes nervos doadores estudados (espinhal acessório, ulnar, mediano, intercostais e nervo frênico). Concluímos, também, que a dissecção, digitalização e reconstrução tridimensional dos músculos grácil e bíceps é técnica viável para a comparação de parâmetros anatômicos entre estas estruturasINTRODUCTION: Brachial plexus injuries often result in substantial sequelae, with the restoration of elbow flexion being a key objective in the surgical management of these injuries. When initial or delayed treatment of traumatic brachial plexus injuries proves unsuccessful, free functional muscle transfer presents a viable alternative. This study assessed patient characteristics and elbow flexion strength following free functional gracilis transfer, utilizing the spinal accessory nerve, fascicles of the ulnar and median nerves, intercostal nerve and phrenic nerve as donors. The study further compared the donor nerves in terms of the final elbow flexion strength achieved. Simultaneously with the case series analysis, a threedimensional anatomical study was conducted to compare the architecture of the gracilis and biceps brachii muscles. METHODS: The medical records of 113 patients who underwent surgery between 2003 and 2022 were analyzed, and the following variables were recorded: age, sex, trauma mechanism, laterality, injury level, nerve transfer used to reinnervate the gracilis muscle, time between trauma and surgical procedure, patient age at the time of surgery, elbow flexion strength after a minimum of 12 months following the free muscle transfer, as well as relevant observations (complications, secondary surgeries, etc.). Three gracilis and three biceps brachii muscles were dissected, digitized, and reconstructed in 3D for comparison. RESULTS: A total of 109 patients were included in the study, with a mean age of 30 years (ranging from 17 to 57 years). Sixty-nine patients (63.3%) achieved elbow flexion muscle strength of M3, with surgery being performed on average 38.7 months after the injury. The nerves used to reinnervate the gracilis muscle included 65 spinal accessory nerves, 10 intercostal nerves, 10 fascicles of the median nerve, 21 fascicles of the ulnar nerve, and three phrenic nerves. The anatomical study allowed for a comparison of the fiber bundle length, pennation angle, and physiological cross-sectional area of the muscles. CONCLUSIONS: Free gracilis muscle transfer in traumatic brachial plexus injuries is a reliable surgical technique for achieving elbow flexion in chronic adult cases. No differences in elbow flexion strength were identified when comparing the different donor nerves studied (spinal accessory, ulnar, median, intercostal, and phrenic nerves). We also concluded that the dissection, digitization, and three-dimensional reconstruction of the gracilis and biceps muscles is a viable technique for comparing anatomical parameters between these structuresBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPWei, Teng HsiangSilva, Gustavo Bersani2024-10-31info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-08052025-165256/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-09T18:38:02Zoai:teses.usp.br:tde-08052025-165256Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-09T18:38:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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INTRODUÇÃO: A lesão do plexo braquial pode determinar sequelas importantes para o paciente, e a restituição da flexão do cotovelo é prioridade no tratamento cirúrgico desta lesão. A transferência muscular funcional livre é opção na falha do tratamento precoce ou tardio das lesões traumáticas do plexo braquial. Este estudo avaliou características dos pacientes e a força muscular de flexão do cotovelo após transferência muscular funcional livre que utilizou os nervos espinhal acessório, fascículos dos nervos ulnar e mediano, nervo intercostal e frênico como doadores. Estes nervos foram comparados no que se refere à força muscular de flexão do cotovelo final obtida. Paralelamente à análise da série de casos foi realizado estudo anatômico tridimensional comparando a arquitetura dos músculos grácil e bíceps braquial. MÉTODOS: Prontuários de 113 pacientes, operados de 2003 a 2022, foram analisados e as seguintes variáveis registradas: idade, sexo, mecanismo de trauma, lateralidade da lesão, nível da lesão, transferência de nervo utilizada para inervar o músculo grácil, tempo entre o trauma e o procedimento cirúrgico, idade do paciente no ato cirúrgico, força de flexão do cotovelo após um mínimo de 12 meses da transferência muscular livre, além de observações relevantes (complicações, cirurgias secundárias, etc.). Três músculos grácil e três bíceps foram dissecados, digitalizados e reconstruídos em 3D para comparação. RESULTADOS: Foram incluídos no estudo 109 pacientes, com idade média de 30 anos (17-57 anos). Sessenta e nove pacientes (63,3%) obtiveram força muscular de flexão de cotovelo M3, tendo sido operados em média 38,7 meses após a lesão. Os nervos utilizados para ativação do músculo grácil foram: 65 espinhais acessórios, 10 intercostais, 10 fascículos do n. mediano, 21 fascículos do n. ulnar e três frênicos. O estudo anatômico permitiu comparar o comprimento dos feixes de fibras, ângulo de penação e área de secção transversal fisiológica dos músculos. CONCLUSÕES: A transferência livre do músculo grácil nas lesões traumáticas do plexo braquial é técnica cirúrgica confiável para obtenção de flexão do cotovelo nas lesões crônicas em adultos. Não identificamos diferença no que se refere à força de flexão do cotovelo, quando se comparam os diferentes nervos doadores estudados (espinhal acessório, ulnar, mediano, intercostais e nervo frênico). Concluímos, também, que a dissecção, digitalização e reconstrução tridimensional dos músculos grácil e bíceps é técnica viável para a comparação de parâmetros anatômicos entre estas estruturas |
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