Estudo comparativo entre campotomia de Forel e tratamento clínico em pacientes com distonia de hemicorpo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Azevedo, Angelo Rafael Cunha de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5138/tde-07062021-143230/
Resumo: Distonia de hemicorpo é uma condição neurológica em que o doente apresenta movimentos sustentados de torção, posturas fixas e por vezes movimentos fásicos. Em geral se desenvolve após lesões no sistema nervoso central, secundário a hemorragia, hipóxia, infecções, traumatismos e doenças inflamatórias em sistema nervoso central. Ao que se conhece, a doença advém de alterações plásticas em vias estriato-palido-talamicas, que são frequentemente de difícil controle clínico e cirúrgico. O presente estudo tem como objetivo avaliar a efetividade da campotomia de Forel para distonia de hemicorpo e avaliar a evolução da doença através de técnicas de imagem por tensor de difusão (DTI) em ressonância magnética. Foi realizado um estudo aberto com 14 doentes, divididos em 2 grupos: operados (n=7) e não-operados, com tratamento clínico (n=7), acompanhados durante um ano através de escalas funcionais de distonia (UDRS, FMDS, ADDS), qualidade de vida (SF-36), índice de melhora global (CGI). Foi observado melhora nas escalas funcionais em relação ao grupo operado de 35% na UDRS, 44% na FMDRS e 14% ADDS (p < 0,01), porém com melhor resultado durante os primeiros 30 dias da doença, não observado sua sustentação durante 1 ano. Houve melhora na qualidade de vida, nos domínios relacionados à dor e vitalidade (p=0,05 e p < 0,05 respectivamente), bem como melhora global do CGI (p < 0,05). O resultado da avaliação da anisotropia fracionada (FA) mostrou um maior comprometimento após 1 ano no grupo clínico, não observado no grupo de operados. Há benefício do emprego da cirurgia de campotomia de Forel em casos selecionados de DHC. Outros estudos com uma maior de amostragem devem ser realizados para melhor entendimento da sustentabilidade de resultados a longo prazo
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