Caracterização e ocorrência das úlceras de abomaso em gado de corte

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Perestrelo, Kelly Grayce
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-26022025-114509/
Resumo: A úlcera abomasal, por poder se apresentar de forma assintomática pode ser um desafio na produção mundial de bovinos. Apesar dos diversos estudos, existe uma lacuna no que tange os aspectos epidemiológicos dessa doença em bovinos de corte adultos, especialmente em condições nacionais. Neste sentido, foi conduzida investigação sobre a ocorrência das úlceras abomasais em animais de corte adultos abatidos em dois estados brasileiros, bem como o estudo sobre a possível influência do sistema de criação, da idade e do sexo na presença, localização e tipos de úlceras abomasais. Neste estudo observacional transversal foi realizada avaliação macroscópica da mucosa abomasal com classificação, contagem, distribuição topográfica, registros fotográficos para mensuração da área acometida e coleta de amostras para avaliação histopatológica. A classificação utilizada foi baseada nos quatro subtipos da úlcera tipo 1 (1A; 1B; 1C; 1D), no tipo 2 e perfuradas (maior ou igual a 3), de acordo com as características macroscópicas da lesão. Dos 520 animais avaliados 84,4% apresentaram úlceras. Animais mantidos a pasto tiveram maior frequência de úlceras que animais confinados (p=0,0149). Foi observada maior ocorrência de úlceras agudas (1A e 1B) com acometimento principalmente da região de corpo/ fundo de abomaso. O número de lesões 1A (p=0,0475) e 2 (p=0,0475) encontradas em região de corpo e fundo foi maior para animais confinados. Machos inteiros tiveram maior ocorrência em região de corpo e fundo (p=0,0247) e área total (p=0,0160) de úlceras tipo 1B. Apesar do baixo número de observações de úlceras perfuradas, bovinos com menos de dois anos tiveram maior frequência deste tipo de lesão (p=0,0111).
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