Racialidade e racialização: a construção dos personagens brancos, não brancos, e não racializados e suas relações em Memórias Póstumas de Brás Cubas
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8149/tde-22012025-185710/ |
Resumo: | Apesar de seu enfoque não ser a escravidão, Memórias Póstumas de Brás Cubas, um dos romances mais importantes de Joaquim Maria Machado de Assis, tem como parte da paisagem tanto escravizados como senhores, e do enredo suas relações. As escolhas lexicais, gramaticais e de imagem feitas pelo escritor carioca para tratar do tema revelam muito sobre o tempo e o lugar em que a história foi escrita. Além de expor as nuances de como a literatura machadiana percebia o outro, e como Machado fazia da sua literatura engajada. O objetivo principal desta pesquisa é analisar essas escolhas, levando em consideração o contexto histórico e social em que a obra foi escrita, e o que elas revelam. A partir de conceitos como o Mesmo e o Outro, construção de identidade, interseccionalidade, e da tríade autor, obra e público, além do estudo contrastivo do texto de saída e de algumas das suas traduções, uma das perguntas que o presente trabalho procura responder é se seria possível, a partir do contexto em que os textos foram escritos, conseguir entender melhor as escolhas do autor carioca, inscrito na sociedade fluminense do século XIX, e como ele entendia a sociedade em que vivia e o tipo de literatura que desejava fazer. Para isso, o trabalho estuda o romance publicado em 1881, Memórias Póstumas de Brás Cubas, além de sua recepção crítica como em Alfredo Bosi (2020), as traduções de William Grossman (1952) e de Flora Thomson-DeVeaux (2019), e algumas outras publicações literárias de contemporâneos a Machado de Assis, como O Primo Basílio e O Mulato e Menino de Engenho |
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Racialidade e racialização: a construção dos personagens brancos, não brancos, e não racializados e suas relações em Memórias Póstumas de Brás CubasRaciality and racialization: the construction of white, non-white and non-racialized characters and its relations in Memórias Póstumas de Brás CubasInterseccionalidadeintersectionalityLexisMachado de AssisMachado de AssisRaçaRaceSéculo XIXTradução, LéxicoTranslationXIX CenturyApesar de seu enfoque não ser a escravidão, Memórias Póstumas de Brás Cubas, um dos romances mais importantes de Joaquim Maria Machado de Assis, tem como parte da paisagem tanto escravizados como senhores, e do enredo suas relações. As escolhas lexicais, gramaticais e de imagem feitas pelo escritor carioca para tratar do tema revelam muito sobre o tempo e o lugar em que a história foi escrita. Além de expor as nuances de como a literatura machadiana percebia o outro, e como Machado fazia da sua literatura engajada. O objetivo principal desta pesquisa é analisar essas escolhas, levando em consideração o contexto histórico e social em que a obra foi escrita, e o que elas revelam. A partir de conceitos como o Mesmo e o Outro, construção de identidade, interseccionalidade, e da tríade autor, obra e público, além do estudo contrastivo do texto de saída e de algumas das suas traduções, uma das perguntas que o presente trabalho procura responder é se seria possível, a partir do contexto em que os textos foram escritos, conseguir entender melhor as escolhas do autor carioca, inscrito na sociedade fluminense do século XIX, e como ele entendia a sociedade em que vivia e o tipo de literatura que desejava fazer. Para isso, o trabalho estuda o romance publicado em 1881, Memórias Póstumas de Brás Cubas, além de sua recepção crítica como em Alfredo Bosi (2020), as traduções de William Grossman (1952) e de Flora Thomson-DeVeaux (2019), e algumas outras publicações literárias de contemporâneos a Machado de Assis, como O Primo Basílio e O Mulato e Menino de EngenhoDespite not having slavery as its main focus, Memórias Póstumas de Brás Cubas, one of Joaquim Maria Machado de Assis\' most important works, does have both enslaved and slave owners as its characters and background, as well as their social relations. The lexical, grammar and imagery choices made by the author to talk about such relations reveal a great deal about the setting in which the plot came to life, as well as the nuances of how Machado\'s literature treated the concept of otherness, and how his committed literature took place. The main objective of this study is to analyze said choices, taking into account the social and historical context in which the novel was written, and what they reveal. With theories such as of the construction of identity, otherness and the author-work-public triangle as starting points, as well as the comparison between the novel in portuguese and some of its translations, one of the questions the present work seeks to answer is whether or not would be possible, through the context in which the work was written, to better understand the choices of Machado de Assis, part of the Rio de Janeiro\'s society in the nineteenth century, and also how he perceived this very society and the style of literature he wished to convey. In order to do so, this dissertation studies the novel first published in 1881, Memórias Póstumas de Brás Cubas, as well as its critical studies, as the ones by Alfredo Bosi (2020), both William Grossman\'s (1952) and Flora Thomson-DeVeaux\'s (2019) translations, and other contemporary literary works, such as O Primo Basílio, O Mulato and Menino de EngenhoBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGuimarães, Hélio de SeixasGasparini, Fernanda Souza2024-04-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8149/tde-22012025-185710/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-01-22T21:13:01Zoai:teses.usp.br:tde-22012025-185710Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-01-22T21:13:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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