Influência da liberação miofascial na dor e na ativação muscular durante a execução de tarefas funcionais por indivíduos com dor lombar crônica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Ruiz Filho, Darcio Esteves
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39135/tde-29052025-095051/
Resumo: A dor lombar crônica (DLC) é líder mundial de anos vividos com incapacidade funcional, interferindo diretamente vida do indivíduo. Sentar e levantar e pegar algo do chão podem induzir ao aumento e persistência da dor. A liberação miofascial (LM) é uma massagem que diminui a rigidez fascial e elimina possíveis adesivações. O rolo de LM tem sido amplamente difundido e ajuda no ganho de flexibilidade, sem reduzir a força muscular. Objetivo: Verificar a influência aguda da LM com o uso do rolo na dor e na ativação muscular durante a execução de tarefas funcionais (TF) por indivíduos com DLC. Método: 20 sujeitos com DLC foram submetidos a realização de TF e testes clínicos antes e após a aplicação de um protocolo de LM com rolo e um LM placebo (LMP) em dias distintos. As tarefas e testes foram o Biering Sorensen Test (BS)(1); teste de 1RM estimado (2); pegar um objeto do chão sem flexionar os joelhos (3); pegar o objeto flexionando os joelhos (4); teste de flexão e relaxamento (5); sentar e levantar(6); rotacionar o tronco (7). A percepção de dor foi monitorada em 3 momentos de cada sessão. EMG de superfície foi usada para monitorar os músculos abdominais e lombares e foi feita a aquisição de imagens para análise cinemática 3D. Resultados: Na tarefa 3 houve interação entre os fatores na LM para os músculos reto abdominal (RA) direito na fase ascendente (p<0.01, 2 = 0.33), oblíquo externo (OE) esquerdo na fase descendente (p=0.02, 2 = 0.19) e multífido direito (ML) na fase descendente (p<0.01, 2 = 0.57). Na 4, interação entre os fatores para RA esquerdo ascendente (p<0.01, 2 = 0.54), longuíssimo lombar (LO) esquerdo ascendente (p=0.01, 2 = 0.23) e descendente (p=001, 2 = 0.022). Na 5, interação entre os fatores para OE esquerdo ascendente (p<0.01, 2 = 0.34), LO esquerdo ascendente (p<0.01, 2 = 0.47) e interação entre os fatores para o novo índice de flexão e relaxamento do LO direito (p<0.01, 2 = 0.49). Na 7, aumento na velocidade pico do segmento coluna torácica (p=0.03, 2 =0.28); na velocidade média da coluna lombar (p=0.02, 2 =0.34) e na velocidade pico da coluna lombar (p=0.02, 2 =0.32) Conclusão: A LM, de forma aguda, aumentou as velocidades angulares de rotação de tronco e pelve. Pouco influenciou na ativação muscular durante a execução das TF. Seu uso ainda precisa ser melhor estudado para auxiliar no tratamento de indivíduos com DLC
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Método: 20 sujeitos com DLC foram submetidos a realização de TF e testes clínicos antes e após a aplicação de um protocolo de LM com rolo e um LM placebo (LMP) em dias distintos. As tarefas e testes foram o Biering Sorensen Test (BS)(1); teste de 1RM estimado (2); pegar um objeto do chão sem flexionar os joelhos (3); pegar o objeto flexionando os joelhos (4); teste de flexão e relaxamento (5); sentar e levantar(6); rotacionar o tronco (7). A percepção de dor foi monitorada em 3 momentos de cada sessão. EMG de superfície foi usada para monitorar os músculos abdominais e lombares e foi feita a aquisição de imagens para análise cinemática 3D. Resultados: Na tarefa 3 houve interação entre os fatores na LM para os músculos reto abdominal (RA) direito na fase ascendente (p<0.01, 2 = 0.33), oblíquo externo (OE) esquerdo na fase descendente (p=0.02, 2 = 0.19) e multífido direito (ML) na fase descendente (p<0.01, 2 = 0.57). Na 4, interação entre os fatores para RA esquerdo ascendente (p<0.01, 2 = 0.54), longuíssimo lombar (LO) esquerdo ascendente (p=0.01, 2 = 0.23) e descendente (p=001, 2 = 0.022). Na 5, interação entre os fatores para OE esquerdo ascendente (p<0.01, 2 = 0.34), LO esquerdo ascendente (p<0.01, 2 = 0.47) e interação entre os fatores para o novo índice de flexão e relaxamento do LO direito (p<0.01, 2 = 0.49). Na 7, aumento na velocidade pico do segmento coluna torácica (p=0.03, 2 =0.28); na velocidade média da coluna lombar (p=0.02, 2 =0.34) e na velocidade pico da coluna lombar (p=0.02, 2 =0.32) Conclusão: A LM, de forma aguda, aumentou as velocidades angulares de rotação de tronco e pelve. Pouco influenciou na ativação muscular durante a execução das TF. Seu uso ainda precisa ser melhor estudado para auxiliar no tratamento de indivíduos com DLCChronic low back pain (CLBP) is the leading cause of years lived with disability worldwide, directly impacting individuals\' lives. Functional tasks such as sitting, standing, and picking objects from the ground can exacerbate and perpetuate pain. Myofascial release (MR) is a massage technique aimed at reducing fascial stiffness and eliminating potential adhesions. The MR foam roller has gained popularity for increasing flexibility without reducing muscle strength. Objective: To investigate the acute effects of MR using a foam roller on pain and muscle activation during the execution of functional tasks (FT) in individuals with CLBP. Methods: Twenty individuals with CLBP performed FT and clinical tests before and after applying an MR protocol with a foam roller and a placebo MR (PMR) on separate days. The tasks and tests included the Biering-Sorensen Test (BS) (1); estimated 1RM test (2); picking an object from the ground without bending the knees (3); picking an object while bending the knees (4); flexion-relaxation test (5); sit-to-stand task (6); and trunk rotation (7). Pain perception was assessed at three moments during each session. Surface electromyography (EMG) was used to monitor abdominal and lumbar muscles, and 3D kinematic analysis was performed. Results: In task 3, interaction effects were observed in MR for the right rectus abdominis (RA) during the ascending phase (p<0.01, ² = 0.33), the left external oblique (OE) during the descending phase (p=0.02, ² = 0.19), and the right multifidus (ML) during the descending phase (p<0.01, ² = 0.57). In task 4, interaction effects were found for the left RA during the ascending phase (p<0.01, ² = 0.54), the left longissimus (LO) during both the ascending (p=0.01, ² = 0.23) and descending phases (p=0.01, ² = 0.22). In task 5, interaction effects were identified for the left OE during the ascending phase (p<0.01, ² = 0.34), the left LO during the ascending phase (p<0.01, ² = 0.47), and for the new flexion-relaxation index of the right LO (p<0.01, ² = 0.49). In task 7, there was an increase in peak angular velocity of the thoracic spine (p=0.03, ² = 0.28), mean angular velocity of the lumbar spine (p=0.02, ² = 0.34), and peak angular velocity of the lumbar spine (p=0.02, ² = 0.32). Conclusion: Acutely, MR increased the angular velocities of trunk and pelvic rotation. It had a limited effect on muscle activation during FT execution. Further studies are needed to explore its potential benefits for treating individuals with CLBPBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSerrão, Julio CercaRuiz Filho, Darcio Esteves2025-03-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39135/tde-29052025-095051/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-02T13:45:02Zoai:teses.usp.br:tde-29052025-095051Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-02T13:45:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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