Vidas nuas e necropolítica no distrito do Jardim Ângela (São Paulo, Brasil): desigualdade, racismo e genocídio no território
| Ano de defesa: | 2019 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100134/tde-12062025-082940/ |
Resumo: | A organização espacial da cidade paulistana segregou grande parte da população local e produziu territórios com uma enorme concentração de pobreza e um profundo desequilíbrio infraestrutural. Entre esses locais está o distrito do Jardim Ângela, uma região localizada no extremo sul do município de São Paulo (Brasil), que mantém elevadas taxas de violência, inexpressivos progressos sociais e baixos índices de desenvolvimento humano. Por ser um território destinado aos descendentes de africanos escravizados essa região está inserida naquilo que Mbembe (2018) alega ser um \"mundo de mortes\", um lugar construído por uma nefasta necropolítica e, por essa razão, rodeado por sistemáticos dispositivos que visam a eliminação dessa apartada parcela da sociedade. Com seus direitos básicos usurpados pelo Estado, pelos mecanismos do necropoder e, principalmente, pelo racismo estrutural, os moradores do distrito do Jardim Ângela enquadram-se no que Agamben (2002) classifica de Vidas nuas, corpos indignos de existência política, desqualificados e incluídos no ordenamento social unicamente sob a forma de sua exceção e execução. O objetivo geral deste trabalho é analisar os principais elementos sociais que, desde sua criação, transformaram o distrito do Jardim Ângela em um território com múltiplas possibilidades de mortes e converteu seus habitantes em vidas nuas, corpos passíveis de abandono, descarte e extermínio. A necropolítica aplicada sobre esse território deixa sua população em uma situação de extrema vulnerabilidade, em um latente estado de exceção e em condição absoluta de matabilidade, miséria e desprezo. |
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Vidas nuas e necropolítica no distrito do Jardim Ângela (São Paulo, Brasil): desigualdade, racismo e genocídio no territórioNude Lives and Necropolitics in Jardim Ângela district: inequality, racism and genocide in the territoryJardim ÂngelaJardim ÂngelaNaked LivesNecropolíticaNecropoliticsOutskirtsPeriferiaRacismRacismoVidas nuasViolenceViolênciaA organização espacial da cidade paulistana segregou grande parte da população local e produziu territórios com uma enorme concentração de pobreza e um profundo desequilíbrio infraestrutural. Entre esses locais está o distrito do Jardim Ângela, uma região localizada no extremo sul do município de São Paulo (Brasil), que mantém elevadas taxas de violência, inexpressivos progressos sociais e baixos índices de desenvolvimento humano. Por ser um território destinado aos descendentes de africanos escravizados essa região está inserida naquilo que Mbembe (2018) alega ser um \"mundo de mortes\", um lugar construído por uma nefasta necropolítica e, por essa razão, rodeado por sistemáticos dispositivos que visam a eliminação dessa apartada parcela da sociedade. Com seus direitos básicos usurpados pelo Estado, pelos mecanismos do necropoder e, principalmente, pelo racismo estrutural, os moradores do distrito do Jardim Ângela enquadram-se no que Agamben (2002) classifica de Vidas nuas, corpos indignos de existência política, desqualificados e incluídos no ordenamento social unicamente sob a forma de sua exceção e execução. O objetivo geral deste trabalho é analisar os principais elementos sociais que, desde sua criação, transformaram o distrito do Jardim Ângela em um território com múltiplas possibilidades de mortes e converteu seus habitantes em vidas nuas, corpos passíveis de abandono, descarte e extermínio. A necropolítica aplicada sobre esse território deixa sua população em uma situação de extrema vulnerabilidade, em um latente estado de exceção e em condição absoluta de matabilidade, miséria e desprezo.The space organization of the city of São Paulo segregated much of the local population and produced territories with a huge concentration of poverty and a deep infrastructural imbalance. Among these locations is the Jardim Ângela district, a region located in the extreme south of the city of São Paulo (Brazil), which maintains high rates of violence, inexpressive social progress and low rates of human development. Being a territory destined for the descendants of enslaved Africans, this region is inserted in what Mbembe (2018) claims to be a \"world of deaths\", a place built by an ominous necropolitical and, therefore, surrounded by systematic elimination devices. this separate portion of society. With their basic rights usurped by the state, the necropower mechanisms and, mainly, the structural racism, the residents of Jardim Ângela district fit what Agamben (2002) classifies as Naked Lives, unworthy bodies of political existence, disqualified and included in the social order only in the form of its exception and execution. The general objective of this work is to analyze the main social elements that, since its inception, have transformed the Jardim Ângela district into a territory with multiple possibilities of death and turned its inhabitants into naked lives, bodies that could be abandoned, discarded and exterminated. The necropolitics applied over this territory leaves its population in a situation of extreme vulnerability, in a latent state of exception and in absolute condition of maturity, misery and contempt.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFracalanza, Ana PaulaMartins, Denis de Paula Carvalho2019-11-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100134/tde-12062025-082940/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-03T16:59:03Zoai:teses.usp.br:tde-12062025-082940Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-03T16:59:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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