Desenvolvimento de microesferas contendo o radionuclídeo Ho-166 empregadas no tratamento do carcinoma hepatocelular via radioembolização

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Curcio, Ana Paula
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/85/85134/tde-20022025-152159/
Resumo: O carcinoma hepatocelular (CHC) representa 90% dos casos de câncer primário de fígado. Segundo a Global Cancer Statistics, em 2022, o câncer de fígado foi o sexto tipo de câncer com maior incidência em escala mundial, mas foi o terceiro que mais provocou óbitos (758 mil). Estes altos índices estão associados a diversos fatores como a detecção tardia dos sintomas, a presença de comorbidades e as extensas filas de espera para o transplante de fígado, limitando a apenas 10% os pacientes aptos a receberem terapias curativas, remoção cirúrgica do tumor ou transplante. Dentre as opções de tratamento para estágios intermediários e avançados da doença, a radioembolização tem se destacado como uma abordagem promissora. Neste procedimento, microesferas contendo um radionuclídeo emissor de partículas β- de meia-vida adequada (entre horas e alguns dias) e diâmetro entre 20 e 60 µm, próximo ao calibre dos vasos que alimentam o tumor, são injetadas via intra-arterial, reduzindo a irrigação sanguínea das células cancerígenas (embolização) ao mesmo tempo em que as elimina com a radiação β- de alta energia. Estas microesferas devem atender também a critérios como: resistência mecânica, estabilidade química em ambiente biológico e densidade adequada para que possa ser transportada pelo fluxo sanguíneo. Para atender a tais exigências, foram sintetizadas microesferas cerâmicas contendo o radionuclídeo 166Ho. Os materiais produzidos foram classificados e caracterizados quanto à morfologia, tamanho, composição química, microestrutura, grupos funcionais e perda de massa em função da temperatura. As microesferas foram irradiadas no reator de pesquisas IEA-R1 e analisadas por espectroscopia gama para avaliação da atividade obtida e da quantidade de radionuclídeo incorporado.
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