Vasodilatação via óxido nítrico em aorta de ratos submetidos à sepse

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Araújo, Alice Valença
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
CLP
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-17032026-140102/
Resumo: Sepse é definida como síndrome da resposta inflamatória sistêmica à infecção. O choque séptico reflete o final de um processo progressivo contínuo de deterioração que culmina em hipotensão fracamente sensível às terapias de rotina. Além disto, vários estudos têm mostrado uma hiposensibilidade a agentes vasoconstritores durante a sepse e hipotensão sistêmica no choque séptico, o que tem sido atribuído principalmente ao óxido nítrico (NO). Assim, o presente estudo teve por objetivo investigar a contribuição das isoformas da NO-sintase (NOS) na vasodilatação induzida pela acetilcolina e nitroprussiato de sódio (NPS) e verificar as possíveis alterações envolvidas nestas isoformas da NOS durante o desenvolvimento da sepse. A sepse foi induzida pela cirurgia de ligação e perfuração cecal (CLP). A pressão arterial média dos animais foi medida até 8 horas após a indução da sepse. O efeito relaxante da acetilcolina e NPS foi estudado em aortas isoladas dos ratos CLP e sham-operados, 2 e 6 horas após as cirurgias. A produção de NO foi mensurada pela intensidade de fluorescência da sonda específica para NO, DAF-2DA, no microscópio confocal. No nosso estudo, a pressão arterial caiu gradativamente após a CLP, sendo a hipotensão mais severa a partir da sexta hora. Duas horas após a indução da sepse, o relaxamento dependente do endotélio induzido pela acetilcolina foi semelhante entre os anéis de aorta dos ratos CLP e sham-operados. A produção de NO induzida pela acetilcolina nas células endoteliais isoladas foi menor nos ratos CLP do que nos sham-operados, mesmo na presença do seqüestrador de superóxido TIRON. Contudo, na presença dos inibidores das isoformas da NOS: L-NAME, L-NNA e 7-NI, o relaxamento foi maior na aorta dos ratos CLP do que nos sham-operados. A inibição da ciclooxigenase (COX) com a indometacina não alterou este relaxamento. A inibição da iNOS reduziu a potência do relaxamento induzido pela acetilcolina, 6 horas após a sepse. A indução da sepse não alterou a resposta ao NPS. Em resumo, nossos resultados demonstram que, 2 horas após a indução da sepse, a acetilcolina induz relaxamento da aorta de ratos, independente da COX e dependente da NOS e de outra via, provavelmente peróxido de hidrogênio. Há ainda uma redução da concentração de NO disponível e uma tendência de aumento da produção de ânions superóxido. Seis horas após a sepse, há também uma indução da expressão de iNOS. Na sepse, as alterações provavelmente ocorrem na biodisponibilidade do óxido nítrico.
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spelling Vasodilatação via óxido nítrico em aorta de ratos submetidos à sepseVasodilatation via nitric oxide in aorta from rats submitted to sepsisCLPCLPNitric oxideNO-sintasesNO-synthaseÓxido nítricoRelaxamento vascularSepseSepsisVascular relaxationSepse é definida como síndrome da resposta inflamatória sistêmica à infecção. O choque séptico reflete o final de um processo progressivo contínuo de deterioração que culmina em hipotensão fracamente sensível às terapias de rotina. Além disto, vários estudos têm mostrado uma hiposensibilidade a agentes vasoconstritores durante a sepse e hipotensão sistêmica no choque séptico, o que tem sido atribuído principalmente ao óxido nítrico (NO). Assim, o presente estudo teve por objetivo investigar a contribuição das isoformas da NO-sintase (NOS) na vasodilatação induzida pela acetilcolina e nitroprussiato de sódio (NPS) e verificar as possíveis alterações envolvidas nestas isoformas da NOS durante o desenvolvimento da sepse. A sepse foi induzida pela cirurgia de ligação e perfuração cecal (CLP). A pressão arterial média dos animais foi medida até 8 horas após a indução da sepse. O efeito relaxante da acetilcolina e NPS foi estudado em aortas isoladas dos ratos CLP e sham-operados, 2 e 6 horas após as cirurgias. A produção de NO foi mensurada pela intensidade de fluorescência da sonda específica para NO, DAF-2DA, no microscópio confocal. No nosso estudo, a pressão arterial caiu gradativamente após a CLP, sendo a hipotensão mais severa a partir da sexta hora. Duas horas após a indução da sepse, o relaxamento dependente do endotélio induzido pela acetilcolina foi semelhante entre os anéis de aorta dos ratos CLP e sham-operados. A produção de NO induzida pela acetilcolina nas células endoteliais isoladas foi menor nos ratos CLP do que nos sham-operados, mesmo na presença do seqüestrador de superóxido TIRON. Contudo, na presença dos inibidores das isoformas da NOS: L-NAME, L-NNA e 7-NI, o relaxamento foi maior na aorta dos ratos CLP do que nos sham-operados. A inibição da ciclooxigenase (COX) com a indometacina não alterou este relaxamento. A inibição da iNOS reduziu a potência do relaxamento induzido pela acetilcolina, 6 horas após a sepse. A indução da sepse não alterou a resposta ao NPS. Em resumo, nossos resultados demonstram que, 2 horas após a indução da sepse, a acetilcolina induz relaxamento da aorta de ratos, independente da COX e dependente da NOS e de outra via, provavelmente peróxido de hidrogênio. Há ainda uma redução da concentração de NO disponível e uma tendência de aumento da produção de ânions superóxido. Seis horas após a sepse, há também uma indução da expressão de iNOS. Na sepse, as alterações provavelmente ocorrem na biodisponibilidade do óxido nítrico.Sepsis is the Systemic lnflammatory Response Syndrome to infection. The septic shock reflects the end of a continuum of progressive pathophysiological deterioration that culminates in hypotension that is poorly responsive to routine therapies. Moreover, many studies have shown a hyporesponsiveness to vasoconstrictor agents during sepsis and a systemic hypotension in septic shock that have been attributed mainly to nitric oxide (NO). The present study aimed to investigate the contribution of the nitric oxide synthase (NOS) isoforms on the acetylcholine and sodium nitroprusside (SNP)-induced vasodilatation and the possible changes on the activity of these isoforms during the development of sepsis. Sepsis was induced by cecal ligation and perforation (CLP). Mean arterial pressure was measured up to 8 hours after CLP. Acetylcholine and SNP-induced relaxation were studied in the isolated aorta from CLP and sham-operated rats, 2 and 6 hours post-CLP. The NO production was measured using the NO-sensitive fluorescent probe DAF2DA, on the confocal microscope. ln this study, the mean arterial pressure was progressively reduced after CLP and the hypotension was more severe 6 hours after CLP. Two hours post-CLP, the acetylcholine-induced relaxation was similar in CLP and sham-operated rat aortas. The acetylcholine-induced NO production was lower on endothelial cells from CLP than in sham-operated rats, even in the presence of the superoxide scavenger TIRON. However, the NOS inhibitors L-NAME, L-NNA and 7-NI have potentiated the relaxation in the aortic rings from CLP rats. The inhibition of ciclooxigenase (COX) with indomethacin did not alter the aorta relaxation. The inhibition of iNOS reduced the potency of this response. The SNP-induced relaxation was not altered by sepsis. Briefly, our results show that 2 hours after induction of sepsis, acetylcholine induces a COX-independent and NOS-dependent relaxation, which is also dependent of another pathway, probably via hydrogen peroxide. There is a reduction in bioavailability of NO and an increase in superoxide production. Six hours post-CLP there is also expression of iNOS. The changes in vasodilatation during sepsis are probably due to the NO bioavailability.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBendhack, Lusiane MariaAraújo, Alice Valença2008-02-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-17032026-140102/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-17T17:11:13Zoai:teses.usp.br:tde-17032026-140102Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-17T17:11:13Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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