Estado nutricional materno, crescimento e adiposidade fetal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Ramos-Silva, Tamiris
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-11082025-181745/
Resumo: Introdução: O excesso de peso entre mulheres em idade reprodutiva representa um importante desafio para a saúde materno-infantil, dada a influência do estado nutricional materno sobre o ambiente intrauterino e o desenvolvimento fetal. Embora muitas gestantes com excesso de peso deem à luz recém-nascidos com peso adequado, a exposição precoce a um ambiente metabólico alterado pode gerar efeitos de programação com repercussões tardias, como maior risco de obesidade e doenças crônicas na infância e vida adulta. O uso exclusivo do peso ao nascer como indicador do crescimento fetal limita a compreensão do desenvolvimento de outros tecidos fetais, uma vez que não reflete a trajetória de crescimento intrauterino nem a distribuição do tecido adiposo. Nesse contexto, avaliar o estado nutricional materno no início da gestação e sua relação com medidas de crescimento e adiposidade fetal pode fornecer subsídios importantes para a identificação precoce de riscos e a implementação de intervenções no pré-natal. Objetivo: Avaliar a associação entre a composição corporal materna no início da gestação e o crescimento e a adiposidade fetais, bem como comparar a adiposidade fetal entre gestantes com e sem obesidade. Métodos: Estudo transversal inserido em uma coorte prospectiva de base populacional intitulada \"Relação entre adiposidade materna e adiposidade do concepto nos períodos fetal, neonatal e no primeiro ano de vida\". A amostra foi composta por 1.468 gestantes com idade gestacional ≤ 19 semanas, acompanhadas em 37 Unidades Básicas de Saúde do município de Araraquara, São Paulo. O estado nutricional foi avaliado por meio do índice de massa corporal (IMC) e da composição corporal estimada por bioimpedância. O crescimento e a adiposidade fetais foram avaliados por ultrassonografia a partir de 29 semanas de gestação. Para analisar a associação entre composição corporal materna e crescimento e adiposidade fetal, foram utilizados modelos de regressão linear múltipla e análise de componentes principais. A comparação da adiposidade fetal entre gestantes com e sem obesidade foi realizada pelo teste de Wilcoxon. Resultados: Os achados foram organizados em dois artigos científicos. I) A composição corporal materna apresentou associação significativa com o crescimento e a adiposidade fetais no final da gestação. Todas as medidas de adiposidade fetal se associaram positivamente às variáveis maternas, independentemente da idade gestacional da avaliação fetal. A análise de componentes principais revelou que uma dimensão composta de variáveis maternas se associou a todas as medidas fetais. II) A comparação entre gestantes com e sem obesidade demonstrou diferenças entre idade e paridade, e evidenciou maior adiposidade fetal no grupo com obesidade, com valores significativamente mais elevados de tecido adiposo subcutâneo abdominal, e áreas de gordura no braço e na coxa. Conclusão: Os resultados demonstram que o estado nutricional e a composição corporal materna no início da gestação estão associados ao crescimento e à adiposidade fetal, independentemente do momento de avaliação do feto. Tais achados reforçam a importância de intervenções precoces durante o pré-natal, com foco na adequação do estado nutricional materno, visando melhores desfechos para a saúde materno-infantil.
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O uso exclusivo do peso ao nascer como indicador do crescimento fetal limita a compreensão do desenvolvimento de outros tecidos fetais, uma vez que não reflete a trajetória de crescimento intrauterino nem a distribuição do tecido adiposo. Nesse contexto, avaliar o estado nutricional materno no início da gestação e sua relação com medidas de crescimento e adiposidade fetal pode fornecer subsídios importantes para a identificação precoce de riscos e a implementação de intervenções no pré-natal. Objetivo: Avaliar a associação entre a composição corporal materna no início da gestação e o crescimento e a adiposidade fetais, bem como comparar a adiposidade fetal entre gestantes com e sem obesidade. Métodos: Estudo transversal inserido em uma coorte prospectiva de base populacional intitulada \"Relação entre adiposidade materna e adiposidade do concepto nos períodos fetal, neonatal e no primeiro ano de vida\". A amostra foi composta por 1.468 gestantes com idade gestacional ≤ 19 semanas, acompanhadas em 37 Unidades Básicas de Saúde do município de Araraquara, São Paulo. O estado nutricional foi avaliado por meio do índice de massa corporal (IMC) e da composição corporal estimada por bioimpedância. O crescimento e a adiposidade fetais foram avaliados por ultrassonografia a partir de 29 semanas de gestação. Para analisar a associação entre composição corporal materna e crescimento e adiposidade fetal, foram utilizados modelos de regressão linear múltipla e análise de componentes principais. A comparação da adiposidade fetal entre gestantes com e sem obesidade foi realizada pelo teste de Wilcoxon. Resultados: Os achados foram organizados em dois artigos científicos. I) A composição corporal materna apresentou associação significativa com o crescimento e a adiposidade fetais no final da gestação. 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Tais achados reforçam a importância de intervenções precoces durante o pré-natal, com foco na adequação do estado nutricional materno, visando melhores desfechos para a saúde materno-infantil.Introduction: Overweight among women of reproductive age represents a major challenge to maternal and child health, given the influence of maternal nutritional status on the intrauterine environment and fetal development. Although many overweight pregnant women give birth to newborns with adequate weight, early exposure to an altered metabolic environment may trigger programming effects with long-term consequences, such as an increased risk of obesity and chronic diseases during childhood and adulthood. The exclusive use of birth weight as an indicator of fetal growth limits the understanding of the development of other fetal tissues, as it does not reflect intrauterine growth trajectory nor fat tissue distribution. In this context, assessing maternal nutritional status in early pregnancy and its relationship with fetal growth and adiposity measures may provide valuable insights for early risk identification and prenatal intervention planning. Objective: To evaluate the association between maternal body composition in early pregnancy and fetal growth and adiposity, as well as to compare fetal adiposity between pregnant women with and without obesity. Methods: This was a cross-sectional study nested within a population-based prospective cohort entitled \"Association between maternal adiposity and conceptus adiposity during fetal, neonatal, and early postnatal periods\". The sample consisted of 1468 pregnant women with gestational age ≤ 19 weeks, followed in 37 Primary Health Care Units in the municipality of Araraquara, São Paulo, Brazil. Nutritional status was assessed using body mass index (BMI) and body composition estimated by bioelectrical impedance analysis. Fetal growth and adiposity were evaluated by ultrasound from 29 weeks of gestation onwards. Multiple linear regression models and principal component analysis (PCA) were employed to examine associations between maternal body composition and fetal growth and adiposity. The comparison of fetal adiposity between women with and without obesity was performed using the Wilcoxon test. Results: Findings were organized into two scientific articles. I) Maternal body composition was significantly associated with fetal growth and adiposity in late pregnancy. All fetal adiposity measures were positively associated with maternal variables, regardless of the gestational age at fetal assessment. Principal component analysis revealed that a dimension composed of maternal variables was associated with all fetal measurements. II) The comparison between women with and without obesity revealed differences in maternal age and parity, and showed higher fetal adiposity in the obesity group, with significantly greater values of abdominal subcutaneous fat tissue and fat areas in the arm and thigh. Conclusion: The results demonstrate that maternal nutritional status and body composition in early pregnancy are associated with fetal growth and adiposity, regardless of the timing of fetal assessment. These findings underscore the importance of early prenatal interventions focused on improving maternal nutritional status to promote better maternal and child health outcomes.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRondo, Patricia Helen de CarvalhoRamos-Silva, Tamiris2025-06-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-11082025-181745/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-12T09:01:02Zoai:teses.usp.br:tde-11082025-181745Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-12T09:01:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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