Análise da Relação Estrutura-Função das Pectinas do Maracujá: Estudos Imunomoduladores e Anticancerígenos in vitro, in vivo e in silico
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/112/112131/tde-30092025-152132/ |
Resumo: | Nas últimas décadas, dietas ricas em alimentos ultraprocessados têm contribuído para o aumento de doenças crônicas não transmissíveis. A fibra alimentar, especialmente proveniente de fontes como resíduos do maracujá (cascas e sementes), mostra potencial na melhoria da saúde intestinal, da imunidade e na prevenção de doenças. A pectina, um tipo de fibra presente no maracujá, interage com receptores do sistema imune e pode ajudar no combate ao câncer colorretal. Nossos achados revelam que a pectina de maracujá modificada é mais eficaz do que a pectina nativa em retardar o crescimento de células cancerígenas e ativar proteínas protetoras. Ela também influencia respostas imunológicas, especialmente por meio de certos caminhos de sinalização, regula positivamente genes de junções celulares e inibe a migração do câncer colorretal in vitro. Os experimentos em modelo animal e modelagem computacional reforçam esses benefícios. Camundongos com câncer de cólon associado à colite que receberam farinha modificada de maracujá apresentaram menos tumores, menor inflamação e melhor recuperação de peso em comparação com aqueles alimentados com farinha convencional. Doses mais altas da farinha modificada chegaram a restaurar o comprimento do cólon um sinal de redução inflamatória e alteraram marcadores imunológicos importantes. Esses resultados sugerem que o reaproveitamento de resíduos alimentares, como subprodutos do maracujá, pode oferecer uma forma sustentável de produzir fibras com benefícios à saúde. Isso não apenas pode ajudar na prevenção de doenças crônicas, como também está alinhado com os esforços globais de redução de resíduos. Este estudo faz parte de uma pesquisa básica, oferecendo base para futuros trabalhos que desenvolvam modelos voltados ao estudo dos mecanismos potenciais aqui destacados. O uso mais inteligente de recursos naturais e as implicações das pectinas em aspectos celulares imunológicos ou oncológicos são achados-chave que podem ser incorporados nas próximas etapas. |
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Análise da Relação Estrutura-Função das Pectinas do Maracujá: Estudos Imunomoduladores e Anticancerígenos in vitro, in vivo e in silicoStructure-function Analysis of Passion Fruit: In vitro, In vivo, and In silico Immunomodulatory and Anticancer StudiesCâncer colorretalColorectal cancerImmunologyImunologiaPectinPectinaPolisaccharidesPolissacarídeosNas últimas décadas, dietas ricas em alimentos ultraprocessados têm contribuído para o aumento de doenças crônicas não transmissíveis. A fibra alimentar, especialmente proveniente de fontes como resíduos do maracujá (cascas e sementes), mostra potencial na melhoria da saúde intestinal, da imunidade e na prevenção de doenças. A pectina, um tipo de fibra presente no maracujá, interage com receptores do sistema imune e pode ajudar no combate ao câncer colorretal. Nossos achados revelam que a pectina de maracujá modificada é mais eficaz do que a pectina nativa em retardar o crescimento de células cancerígenas e ativar proteínas protetoras. Ela também influencia respostas imunológicas, especialmente por meio de certos caminhos de sinalização, regula positivamente genes de junções celulares e inibe a migração do câncer colorretal in vitro. Os experimentos em modelo animal e modelagem computacional reforçam esses benefícios. Camundongos com câncer de cólon associado à colite que receberam farinha modificada de maracujá apresentaram menos tumores, menor inflamação e melhor recuperação de peso em comparação com aqueles alimentados com farinha convencional. Doses mais altas da farinha modificada chegaram a restaurar o comprimento do cólon um sinal de redução inflamatória e alteraram marcadores imunológicos importantes. Esses resultados sugerem que o reaproveitamento de resíduos alimentares, como subprodutos do maracujá, pode oferecer uma forma sustentável de produzir fibras com benefícios à saúde. Isso não apenas pode ajudar na prevenção de doenças crônicas, como também está alinhado com os esforços globais de redução de resíduos. Este estudo faz parte de uma pesquisa básica, oferecendo base para futuros trabalhos que desenvolvam modelos voltados ao estudo dos mecanismos potenciais aqui destacados. O uso mais inteligente de recursos naturais e as implicações das pectinas em aspectos celulares imunológicos ou oncológicos são achados-chave que podem ser incorporados nas próximas etapas.In recent decades, diets high in processed foods have contributed to a rise in non-communicable diseases. Dietary fiber, particularly from sources like passion fruit waste (peels and seeds), shows promise in improving gut health, immunity, and disease prevention. Pectin, a type of fiber found in passion fruit, interacts with immune receptors and may help fight colorectal cancer. Our findings reveal that modified passion fruit pectin is more effective than native pectin at slowing cancer cell growth and activating protective proteins. It also influences immune responses, especially through certain pathways, upregulates tight-junction genes, and hinder colorectal cancer migration in vitro. The animal and computational modelling experiments further support these benefits. Mice with colitis-associated colon cancer fed modified passion fruit flour had fewer tumors, less inflammation, and better weight recovery compared to those given regular flour. Higher doses of the modified flour even restored colon lengtha sign of reduced inflammationand altered key immune markers. These findings suggest that repurposing food waste, like passion fruit byproducts, could offer a sustainable way to produce healthboosting fibers. Not only might this help prevent chronic diseases, but it also aligns with global efforts to reduce waste. This study is part of basic research, giving foundation for further works to develop models studying the potential mechanisms highlighted here. Smarter use of natural resources and the implications of pectins in certain immunological or oncological cellular aspects are key-findings that can be incorporated in following steps.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFabi, João PauloPedrosa, Lucas de Freitas2025-06-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/112/112131/tde-30092025-152132/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-16T12:38:02Zoai:teses.usp.br:tde-30092025-152132Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-16T12:38:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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