O aborto das mulheres negras: uma análise à luz da interseccionalidade e da seletividade penal
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-01042026-103910/ |
Resumo: | O debate sobre o aborto no Brasil permanece permeado por contradições jurídicas, morais e sociais, especialmente quando se observa seu impacto sobre mulheres negras. Nesse contexto, a presente pesquisa tem como objetivo analisar de que maneira as violências de gênero incidem sobre mulheres negras que recorrem ao autoaborto no Brasil, à luz da teoria da interseccionalidade e da seletividade penal. Parte-se da hipótese de que a criminalização do aborto voluntário atinge de forma desproporcional mulheres negras e pobres, funcionando como um mecanismo de controle social e racial. A metodologia adotada é qualitativa, com base em revisão bibliográfica crítica e análise documental. O referencial teórico inclui autoras e autores como Kimberlé Crenshaw, Angela Davis, Silvio de Almeida, Achille Mbembe, além de dados empíricos produzidos por instituições como a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, o Conselho Nacional de Justiça e a Anis Instituto de Bioética. A pesquisa percorre o histórico da criminalização do aborto no Brasil, situando-o em contextos de opressão patriarcal e racista, e evidencia como o sistema penal atua seletivamente na punição de mulheres negras. Ao final, propõe-se uma reflexão crítica sobre a justiça reprodutiva como instrumento de resistência e emancipação dos corpos femininos negros |
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O aborto das mulheres negras: uma análise à luz da interseccionalidade e da seletividade penalBlack Women\'s Abortion: An Analysis Through the Lens of Intersectionality and Penal SelectivityabortionabortoBlack womeninterseccionalidadeintersectionalityjustiça reprodutivamulheres negraspenal selectivityreproductive justiceseletividade penalO debate sobre o aborto no Brasil permanece permeado por contradições jurídicas, morais e sociais, especialmente quando se observa seu impacto sobre mulheres negras. Nesse contexto, a presente pesquisa tem como objetivo analisar de que maneira as violências de gênero incidem sobre mulheres negras que recorrem ao autoaborto no Brasil, à luz da teoria da interseccionalidade e da seletividade penal. Parte-se da hipótese de que a criminalização do aborto voluntário atinge de forma desproporcional mulheres negras e pobres, funcionando como um mecanismo de controle social e racial. A metodologia adotada é qualitativa, com base em revisão bibliográfica crítica e análise documental. O referencial teórico inclui autoras e autores como Kimberlé Crenshaw, Angela Davis, Silvio de Almeida, Achille Mbembe, além de dados empíricos produzidos por instituições como a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, o Conselho Nacional de Justiça e a Anis Instituto de Bioética. A pesquisa percorre o histórico da criminalização do aborto no Brasil, situando-o em contextos de opressão patriarcal e racista, e evidencia como o sistema penal atua seletivamente na punição de mulheres negras. Ao final, propõe-se uma reflexão crítica sobre a justiça reprodutiva como instrumento de resistência e emancipação dos corpos femininos negrosThe debate on abortion in Brazil remains entangled in legal, moral, and social contradictions, especially when examining its impact on Black women. The criminalization of self-induced abortion reveals not only a conflict between individual rights and punitive legislation, but also a scenario of penal selectivity marked by intersections of race, class, and gender. In this context, this research aims to analyze how gender-based violence affects Black women who resort to self-induced abortion in Brazil, through the lens of intersectionality theory and penal selectivity. The hypothesis is that the criminalization of voluntary abortion disproportionately targets poor Black women, functioning as a mechanism of social and racial control. The methodology is qualitative, based on critical bibliographic review and document analysis. The theoretical framework includes authors such as Kimberlé Crenshaw, Angela Davis, Silvio de Almeida, and Achille Mbembe, as well as empirical data produced by institutions such as the Public Defenders Office of the State of Rio de Janeiro, the National Council of Justice, and Anis Institute of Bioethics. This study explores the historical trajectory of abortion criminalization in Brazil, situating it within broader contexts of patriarchal and racial oppression, and demonstrates how the penal system selectively punishes Black women. Finally, it proposes a critical reflection on reproductive justice as a tool for resistance and the emancipation of Black female bodiesBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP2025-11-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-01042026-103910/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessSantos, Bianca Rafaela Ataide dospor2026-04-02T10:42:01Zoai:teses.usp.br:tde-01042026-103910Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-02T10:42:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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