Estudo do transplante de microbiota fecal como adjuvante ao tratamento pós-cirúrgico de equinos submetidos à enterotomia do cólon maior
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-27032025-124659/ |
Resumo: | O transplante de microbiota fecal (TMF) é realizado na medicina equina, porém, de forma empírica, com a intenção de se restaurar a eubiose intestinal. Os objetivos deste estudo foram determinar se o TMF é capaz de alterar a microbiota intestinal dos animais submetidos à enterotomia de cólon maior e verificar se o TMF contribui para a melhora do quadro clínico. O trabalho foi conduzido com 15 equinos adultos submetidos à laparotomia exploratória para resolução de quadros obstrutivos e deslocamentos do cólon maior, sendo que somente em 8 animais o TMF foi realizado. Os equinos foram avaliados diariamente por meio de exame físico geral e exames laboratoriais. Para realização do TFM, um quilo e meio de fezes provenientes de animais doadores foi utilizado em cada animal receptor, sendo que o TMF foi realizado em até 24 horas após a cirurgia. A coleta de fezes para posterior análise da microbiota foi realizada em quatro momentos. O conteúdo fecal foi armazenado a -80 ºC para posterior extração de DNA, realização de PCR do gene 16 S do RNA ribossomal (região V4) e sequenciamento, seguido de análise bioinformática. A alfa diversidade foi estimada pelos índices de Chao1, Simpson e Shannon, enquanto a beta diversidade foi calculada pelo índice de Bray-Curtis ao nível de classe. Em relação aos dados clínicos e laboratoriais, segundo o procedimento misto de medidas repetidas no tempo (PROC MIXED), não se constatou interação entre tempo (momentos propostos de avaliação) e grupo, independentemente da variável avaliada. Em relação às médias, frequência cardíaca, proteína total, albumina, cálcio iônico e lactato sanguíneo apresentaram diferença significativa entre os grupos. Por sua vez, ao se considerar o efeito de tempo, dentro de um mesmo grupo, a diferença foi significativa para frequência cardíaca, AST, proteína total, albumina, bilirrubina total, bilirrubina indireta, creatinina e fibrinogênio. Não houve diferença significativa em relação à média de dias para o retorno do esvaziamento ileocecal e para a normalização da consistência das fezes. Ao se comparar a beta diversidade, identificou-se diferença significativa entre a comunidade microbiana das fezes dos animais pertencentes ao mesmo grupo, fosse este controle ou tratamento, independentemente do tempo de coleta. Do mesmo modo, a diferença entre grupos, independentemente do tempo de coleta, também foi significativa. Quando a microbiota correspondente ao tempo de coleta 1 e tempo de coleta 4 foi comparada à microbiota dos animais doadores, os resultados foram significativos para todas as análises realizadas, exceto quando a microbiota referente ao tempo de coleta 4 dos animais transplantados foi comparada com os doadores, de ambos os anos, mostrando maior similaridade da microbiota dos transplantados com os doadores, diferentemente do que ocorreu no grupo controle. Embora exista espaço para novas pesquisas e melhorias no protocolo, o trabalho permite concluir que o TMF é seguro no pós-operatório de equinos com alterações de cólon maior e, embora não se tenha detectado diferenças clínicas no tempo de acompanhamento, pode-se ver maior aproximação da microbiota dos animais que receberam o TMF ao que se espera de um animal normal em relação aos controles. |
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Estudo do transplante de microbiota fecal como adjuvante ao tratamento pós-cirúrgico de equinos submetidos à enterotomia do cólon maiorStudy of fecal microbiota transplantation as an adjuvant to the post- surgical treatment of horses undergoing large colon enterotomyCompactaçãoCompactionDisbioseDysbiosisFecal transplantSepseSepsisTransplante fecalO transplante de microbiota fecal (TMF) é realizado na medicina equina, porém, de forma empírica, com a intenção de se restaurar a eubiose intestinal. Os objetivos deste estudo foram determinar se o TMF é capaz de alterar a microbiota intestinal dos animais submetidos à enterotomia de cólon maior e verificar se o TMF contribui para a melhora do quadro clínico. O trabalho foi conduzido com 15 equinos adultos submetidos à laparotomia exploratória para resolução de quadros obstrutivos e deslocamentos do cólon maior, sendo que somente em 8 animais o TMF foi realizado. Os equinos foram avaliados diariamente por meio de exame físico geral e exames laboratoriais. Para realização do TFM, um quilo e meio de fezes provenientes de animais doadores foi utilizado em cada animal receptor, sendo que o TMF foi realizado em até 24 horas após a cirurgia. A coleta de fezes para posterior análise da microbiota foi realizada em quatro momentos. O conteúdo fecal foi armazenado a -80 ºC para posterior extração de DNA, realização de PCR do gene 16 S do RNA ribossomal (região V4) e sequenciamento, seguido de análise bioinformática. A alfa diversidade foi estimada pelos índices de Chao1, Simpson e Shannon, enquanto a beta diversidade foi calculada pelo índice de Bray-Curtis ao nível de classe. Em relação aos dados clínicos e laboratoriais, segundo o procedimento misto de medidas repetidas no tempo (PROC MIXED), não se constatou interação entre tempo (momentos propostos de avaliação) e grupo, independentemente da variável avaliada. Em relação às médias, frequência cardíaca, proteína total, albumina, cálcio iônico e lactato sanguíneo apresentaram diferença significativa entre os grupos. Por sua vez, ao se considerar o efeito de tempo, dentro de um mesmo grupo, a diferença foi significativa para frequência cardíaca, AST, proteína total, albumina, bilirrubina total, bilirrubina indireta, creatinina e fibrinogênio. Não houve diferença significativa em relação à média de dias para o retorno do esvaziamento ileocecal e para a normalização da consistência das fezes. Ao se comparar a beta diversidade, identificou-se diferença significativa entre a comunidade microbiana das fezes dos animais pertencentes ao mesmo grupo, fosse este controle ou tratamento, independentemente do tempo de coleta. Do mesmo modo, a diferença entre grupos, independentemente do tempo de coleta, também foi significativa. Quando a microbiota correspondente ao tempo de coleta 1 e tempo de coleta 4 foi comparada à microbiota dos animais doadores, os resultados foram significativos para todas as análises realizadas, exceto quando a microbiota referente ao tempo de coleta 4 dos animais transplantados foi comparada com os doadores, de ambos os anos, mostrando maior similaridade da microbiota dos transplantados com os doadores, diferentemente do que ocorreu no grupo controle. Embora exista espaço para novas pesquisas e melhorias no protocolo, o trabalho permite concluir que o TMF é seguro no pós-operatório de equinos com alterações de cólon maior e, embora não se tenha detectado diferenças clínicas no tempo de acompanhamento, pode-se ver maior aproximação da microbiota dos animais que receberam o TMF ao que se espera de um animal normal em relação aos controles.Fecal microbiota transplantation (FMT) is performed in equine medicine, but empirically, with the intention of restoring intestinal eubiosis. The objectives of this study were to determine whether FMT is capable of altering the intestinal microbiota of animals undergoing large colon enterotomy and to verify whether FMT contributes to the improvement of the clinical condition. The study was conducted with 15 adult horses undergoing exploratory laparotomy to resolve obstructive conditions and displacements of the large colon, and FMT was performed in only 8 animals. The horses were evaluated daily through general physical examination and laboratory tests. To perform FMT, one and a half kilograms of feces from donor animals were used in each recipient animal, and FMT was performed within 24 hours after surgery. Feces were collected for subsequent microbiota analysis in four moments. Fecal content was stored at -80ºC for subsequent DNA extraction, PCR of the 16 S ribosomal RNA gene (V4 region) and sequencing, followed by bioinformatic analysis. Alpha diversity was estimated by the Chao1, Simpson and Shannon indexes, while beta diversity was calculated by the Bray-Curtis index at the class level. Regarding clinical and laboratory data, according to the mixed procedure for repeated measures over time (PROC MIXED), no interaction was found between time (proposed evaluation moments) and group, regardless of the variable evaluated. Regarding the means, heart rate, total protein, albumin, ionic calcium and blood lactate showed significant differences between the groups. In turn, when considering the effect of time, within the same group, the difference was significant for heart rate, AST, total protein, albumin, total bilirubin, indirect bilirubin, creatinine and fibrinogen. There was no significant difference in the mean number of days for the return of ileocecal emptying and for the normalization of feces consistency. When comparing beta diversity, a significant difference was identified between the microbial community of feces of animals belonging to the same group, whether control or treatment, regardless of the collection time. Likewise, the difference between groups, regardless of the collection time, was also significant. When the microbiota corresponding to collection time 1 and collection time 4 was compared to the microbiota of donor animals, the results were significant for all analyses performed, except when the microbiota corresponding to collection time 4 of transplanted animals was compared to the donors, from both years, showing greater similarity of the microbiota of transplanted animals with the donors, unlike what occurred in the control group. Although there is room for further research and improvements to the protocol, the work allows us to conclude that FMT is safe in the postoperative period of horses with alterations in the large colon and, although no clinical differences were detected during the follow-up period, it was possible to see a greater approximation of the microbiota of the animals that received FMT to what is expected of a normal animal in relation to the controls.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBelli, Carla BargiCamargo, Maristela Martins deBarros, Aline de Matos Curvelo de2024-10-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-27032025-124659/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-21T13:02:01Zoai:teses.usp.br:tde-27032025-124659Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-21T13:02:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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