Enxerto microfragmentado de pele para feridas crônicas e queimaduras de terceiro grau

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Pinto, Debora Cristina Sanches
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5165/tde-30052025-145350/
Resumo: As feridas crônicas representam grande ônus à saúde pública e privada tanto no Brasil quanto no mundo. Com o envelhecimento progressivo da população, sua prevalência vem aumentando, em especial com relação às úlceras venosas e diabéticas. É importante lembrar o papel das queimaduras, seu alto custo e suas sequelas, entre elas, o grande número de úlceras residuais que precisam ser tratadas, mesmo depois da alta hospitalar. O enxerto de pele parcial é o método que, isoladamente, é o mais eficaz para fechar uma ferida crônica. Isso envolve o uso de instrumentos cirúrgicos que precisam ser autoclavados e uma fonte de energia, o que geralmente requer o uso de um centro cirúrgico. Nos últimos 200 anos, apesar de várias tentativas para expandir os enxertos, ainda há poucas opções, sendo as principais o enxerto em malha e o método de Meek modificado. Este último é pouco acessível em razão do tempo de execução e do custo elevado. A técnica de enxerto microfragmentado de pele usa instrumentos descartáveis pré-esterilizados e o procedimento pode ser feito sob anestesia local e até mesmo ambulatorialmente. O estudo atual foi desenhado para determinar se o uso dos enxertos microfragmentos não era inferior ao enxerto em malha convencional. Trata-se de um estudo prospectivo de não inferioridade, no qual 26 úlceras crônicas foram tratadas com enxerto microfragmentado (MFG) e 24 com enxertos em malha convencionais 3:1 (grupo-controle [GC]), em um total de 21 pacientes, 10 homens e 11 mulheres. As áreas doadoras no grupo de enxerto microfragmentado de pele (GMFG) foram estabelecidas em 2,5 cm × 5 cm (12 cm2) e a expansão dos enxertos de malha foi definida em 3:1. Nas primeiras semanas de pós-operatório, o fechamento das feridas que utilizaram o enxerto microfragmentado teve evolução mais lenta quando comparado aos enxertos em malha convencionais, mas, 60 dias após o procedimento, todas as feridas do GMFG evoluíram para o fechamento total. As feridas de GMFG apresentaram ainda melhor pigmentação e menos prurido e aspecto semelhante ao enxerto de pele em lâmina, conferindo um aspecto cosmético melhor quando comparado ao aspecto de rede de pesca do GC. O procedimento de obtenção do enxerto microfragmentado foi considerado fácil e rápido de executar, bem como as trocas de curativo. A expansão média do GMFG foi de 9,1 em comparação com três vezes do GC. O procedimento realizado no GMFG não foi inferior ao de enxertia em malha convencional 3:1, utilizou menores áreas doadores, pode ser realizado com instrumentos descartáveis estéreis, sob anestesia local, e permite alta precoce
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Isso envolve o uso de instrumentos cirúrgicos que precisam ser autoclavados e uma fonte de energia, o que geralmente requer o uso de um centro cirúrgico. Nos últimos 200 anos, apesar de várias tentativas para expandir os enxertos, ainda há poucas opções, sendo as principais o enxerto em malha e o método de Meek modificado. Este último é pouco acessível em razão do tempo de execução e do custo elevado. A técnica de enxerto microfragmentado de pele usa instrumentos descartáveis pré-esterilizados e o procedimento pode ser feito sob anestesia local e até mesmo ambulatorialmente. O estudo atual foi desenhado para determinar se o uso dos enxertos microfragmentos não era inferior ao enxerto em malha convencional. Trata-se de um estudo prospectivo de não inferioridade, no qual 26 úlceras crônicas foram tratadas com enxerto microfragmentado (MFG) e 24 com enxertos em malha convencionais 3:1 (grupo-controle [GC]), em um total de 21 pacientes, 10 homens e 11 mulheres. As áreas doadoras no grupo de enxerto microfragmentado de pele (GMFG) foram estabelecidas em 2,5 cm × 5 cm (12 cm2) e a expansão dos enxertos de malha foi definida em 3:1. Nas primeiras semanas de pós-operatório, o fechamento das feridas que utilizaram o enxerto microfragmentado teve evolução mais lenta quando comparado aos enxertos em malha convencionais, mas, 60 dias após o procedimento, todas as feridas do GMFG evoluíram para o fechamento total. As feridas de GMFG apresentaram ainda melhor pigmentação e menos prurido e aspecto semelhante ao enxerto de pele em lâmina, conferindo um aspecto cosmético melhor quando comparado ao aspecto de rede de pesca do GC. O procedimento de obtenção do enxerto microfragmentado foi considerado fácil e rápido de executar, bem como as trocas de curativo. A expansão média do GMFG foi de 9,1 em comparação com três vezes do GC. O procedimento realizado no GMFG não foi inferior ao de enxertia em malha convencional 3:1, utilizou menores áreas doadores, pode ser realizado com instrumentos descartáveis estéreis, sob anestesia local, e permite alta precoceChronic wounds represent a major burden to public and private healthcare, both in Brazil and worldwide. With the progressive aging of the population, their prevalence has been increasing, especially in relation to venous and diabetic ulcers. It is important to remember the role of burns, their high cost and their sequelae, among them the large number of residual ulcers that need to be treated even after hospital discharge. Skin grafting is the single most effective method for closing chronic wounds. This involves the use of surgical instruments that need to be autoclaved and have a power source, which usually requires the use of an operating room. Over the past 200 years, despite several attempts to expand grafts, there are still a few options, the main ones being the mesh graft and the modified Meek method but the latter one is not very accessible due to the longer time required to perform it and the high costs. The minced skin graft technique requires sterile disposable instruments and the procedure can be performed under local anesthesia on an outpatient basis. The current study was designed to determine whether the use of minced skin grafts were not inferior to conventional mesh grafts. This was a prospective non-inferiority study with 26 chronic ulcers treated with mindec skin graft (MSG) and 24 treated with conventional 1:3 mesh grafts (control group [CG]), in a total of 21 patients, 10 men and 11 women. The donor sites in the MSG group were fixed at 2.5 × 5 cm (12 cm2) and the expansion of the mesh grafts was defined at 1:3. In the first weeks after surgery, the closure of MSG group had a slower evolution when compared to 1:3 mesh grafts, but 60 days after the procedure, all MSG wounds were completed closed. The MSG wounds also presented better pigmentation, less pruritus and a cosmetic aspect similar to the sheet grafts, much better than the fish net appearance of the CG. The MSG procedure was considered easy and fast to perform, as well as the dressing changes. The mean expansion of the MSG group was 9.1 compared to three times of the CG. The MSG procedure was non-inferior to conventional 1:3 mesh grafting, uses smaller donor sites, can be performed with sterile and disposable instruments, under local anesthesia and allows early dischargeBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSoriano, Francisco GarciaPinto, Debora Cristina Sanches2024-11-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5165/tde-30052025-145350/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-05T18:03:02Zoai:teses.usp.br:tde-30052025-145350Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-05T18:03:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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