Efeito da lubrificação alimentar na deglutição em pacientes após o tratamento do câncer de cabeça e pescoço

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Jordão, Luciana Cristina de Jesus Apetito
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-29112021-153245/
Resumo: O tratamento de câncer de cabeça e pescoço pode causar xerostomia e disfagia, sendo importante buscar alternativas para reduzir as queixas, melhorando a deglutição e a qualidade de vida. O presente estudo teve por objetivo testar a adição de dois lubrificantes alimentares, sendo um preparado a base de inhame e o outro a base de cará, e verificar o efeito na fisiologia da deglutição, além da relação entre o fluxo salivar, xerostomia e sinais de disfagias. Foram incluídos 15 pacientes, ambos os sexos, com média de idade de 58 anos, que passaram por tratamentos de câncer de cabeça e pescoço. O teste de fluxo salivar foi realizado com e sem estímulo e aplicado o Inventário de Xerostomia Somado. Foi realizado exame de videofluoroscopia, acrescentando sulfato de bário Bariogel® aos alimentos durante o preparo das consistências néctar, pudim e sólido. Os lubrificantes alimentares foram acrescentados aos mesmos volumes e consistências, com o paciente realizando 9 deglutições de modo aleatório. Foi analisada a palatabilidade dos lubrificantes e a partir da análise das imagens do exame de videofluoroscopia foi classificado o grau da disfunção da deglutição por meio da escala Dysphagia Outcome and Severity Scale, a presença de resíduos utilizando a Escala de Eisenhuber e a presença de penetração e aspiração com a escala Penetration-Aspiration Scale. Além disso, foi medido o tempo de transito oral e faríngeo. A comparação entre os três grupos quanto aos dados das escalas qualitativas ordinais foi feita pelo teste não paramétrico de Friedman. Os tempos de trânsito oral e faríngeo, e a palatabilidade, foram testados quanto a normalidade pelo teste de Shapiro-Wilk. Foi utilizado o teste não paramétrico de Friedman para a comparação entre os três grupos quanto aos tempos de trânsito. Em todos os testes foi adotado nível de significância de 5%. Os resultados demonstraram a presença de disfagia em 93% dos pacientes e xerostomia em 56%, enquanto a média da presença de fluxo salivar estimulado foi de 0,02ml. Não houve diferença significante entre os lubrificantes alimentares na análise da palatabilidade. A adição do lubrificante a base de cará resultou em diminuição na presença de resíduos na região da valécula e seios piriformes quando comparado ao uso do líquido sem lubrificante, enquanto na região da parede posterior o lubrificante a base de cará se mostrou mais eficiente quando comparado ao inhame. Não houve modificação significativa quanto ao tempo de trânsito oral e faríngeo com o uso dos lubrificantes testados, porem observou-se redução numérica do tempo de trânsito oral e faríngeo tanto para o cara quanto para o inhame. Quanto a influência da xerostomia e da hipossalivação ao efeito dos lubrificantes, o inhame na consistência liquida reduziu o risco de penetração e aspiração em pacientes com queixa de xerostomia, sendo que, para consistência pastosa quanto maior a presença de fluxo salivar maior o benefício do uso do cará na diminuição de resíduos na valécula, enquanto na consistência solida o maior benefício foi na região da parede posterior e esfíncter esofágico superior na maior presença de fluxo salivar. Concluímos que o uso de lubrificante alimentar a base de cará reduziu a presença de resíduos após a deglutição, com melhor resposta em pacientes com maior fluxo salivar, enquanto que o lubrificante a base de inhame pode trazer benefícios para a segurança da deglutição em paciente com xerostomia, sendo muito importante dar continuidade aos estudos relacionados ao tema.
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spelling Efeito da lubrificação alimentar na deglutição em pacientes após o tratamento do câncer de cabeça e pescoçoEffect of food lubrification on swallowing in patients after treatment of head and neck cancerCâncer de cabeça e pescoçoDistúrbios da deglutiçãoHead and neck cancerSwallowing disordersXerostomiaXerostomiaO tratamento de câncer de cabeça e pescoço pode causar xerostomia e disfagia, sendo importante buscar alternativas para reduzir as queixas, melhorando a deglutição e a qualidade de vida. O presente estudo teve por objetivo testar a adição de dois lubrificantes alimentares, sendo um preparado a base de inhame e o outro a base de cará, e verificar o efeito na fisiologia da deglutição, além da relação entre o fluxo salivar, xerostomia e sinais de disfagias. Foram incluídos 15 pacientes, ambos os sexos, com média de idade de 58 anos, que passaram por tratamentos de câncer de cabeça e pescoço. O teste de fluxo salivar foi realizado com e sem estímulo e aplicado o Inventário de Xerostomia Somado. Foi realizado exame de videofluoroscopia, acrescentando sulfato de bário Bariogel® aos alimentos durante o preparo das consistências néctar, pudim e sólido. Os lubrificantes alimentares foram acrescentados aos mesmos volumes e consistências, com o paciente realizando 9 deglutições de modo aleatório. Foi analisada a palatabilidade dos lubrificantes e a partir da análise das imagens do exame de videofluoroscopia foi classificado o grau da disfunção da deglutição por meio da escala Dysphagia Outcome and Severity Scale, a presença de resíduos utilizando a Escala de Eisenhuber e a presença de penetração e aspiração com a escala Penetration-Aspiration Scale. Além disso, foi medido o tempo de transito oral e faríngeo. A comparação entre os três grupos quanto aos dados das escalas qualitativas ordinais foi feita pelo teste não paramétrico de Friedman. Os tempos de trânsito oral e faríngeo, e a palatabilidade, foram testados quanto a normalidade pelo teste de Shapiro-Wilk. Foi utilizado o teste não paramétrico de Friedman para a comparação entre os três grupos quanto aos tempos de trânsito. Em todos os testes foi adotado nível de significância de 5%. Os resultados demonstraram a presença de disfagia em 93% dos pacientes e xerostomia em 56%, enquanto a média da presença de fluxo salivar estimulado foi de 0,02ml. Não houve diferença significante entre os lubrificantes alimentares na análise da palatabilidade. A adição do lubrificante a base de cará resultou em diminuição na presença de resíduos na região da valécula e seios piriformes quando comparado ao uso do líquido sem lubrificante, enquanto na região da parede posterior o lubrificante a base de cará se mostrou mais eficiente quando comparado ao inhame. Não houve modificação significativa quanto ao tempo de trânsito oral e faríngeo com o uso dos lubrificantes testados, porem observou-se redução numérica do tempo de trânsito oral e faríngeo tanto para o cara quanto para o inhame. Quanto a influência da xerostomia e da hipossalivação ao efeito dos lubrificantes, o inhame na consistência liquida reduziu o risco de penetração e aspiração em pacientes com queixa de xerostomia, sendo que, para consistência pastosa quanto maior a presença de fluxo salivar maior o benefício do uso do cará na diminuição de resíduos na valécula, enquanto na consistência solida o maior benefício foi na região da parede posterior e esfíncter esofágico superior na maior presença de fluxo salivar. Concluímos que o uso de lubrificante alimentar a base de cará reduziu a presença de resíduos após a deglutição, com melhor resposta em pacientes com maior fluxo salivar, enquanto que o lubrificante a base de inhame pode trazer benefícios para a segurança da deglutição em paciente com xerostomia, sendo muito importante dar continuidade aos estudos relacionados ao tema.The head and neck cancer treatment can cause xerostomia and dysphagia, it is important to look for alternatives to reduce complaints, improving swallowing and life quality. The present study aimed to test the addition of two food lubricants, one prepared with yam and the other with water yam, and to verify the effect on the swallowing physiology, in addition to the relation between salivary flow, xerostomia and signs of dysphagia. Fifteen patients, both sexes, with a mean age of 58 years, who underwent head and neck cancer treatments, were included. The salivary flow test was performed with and without stimulation and the Summed Xerostomy Inventory was applied. A videofluoroscopy exam was performed, adding Bariogel® barium sulfate to the food during the preparation of nectar, pudding and solid consistencies. Food lubricants were added to the same volumes and consistencies, with the patient performing 9 swallows at random. The palatability of the lubricants was analyzed and from the analysis of the images from the videofluoroscopy exam, the degree of swallowing dysfunction was classified using the Dysphagia Outcome and Severity Scale, the residues presence using the Eisenhuber Scale and the penetration and aspiration presence with the Penetration-Aspiration Scale. In addition, oral and pharyngeal transit time was measured. The comparison between the three groups regarding the data of the ordinal qualitative scales was made using the non-parametric Friedman test. The oral and pharyngeal transit times, and the palatability, were tested for normality by the Shapiro-Wilk test. Friedman\'s nonparametric test was used to compare the three groups regarding transit times. In all tests, a significance level of 5% was adopted. The results demonstrated the presence of dysphagia in 93% of the patients and xerostomia in 56%, while the mean presence of stimulated salivary flow was 0.02ml. There was no significant difference between food lubricants in the analysis of palatability. The addition of the lubricant based on yam resulted in a decrease in the presence of residues in the region of the vallecula and pyriform sinuses when compared to the use of the liquid without lubricant, while in the region of the posterior wall the lubricant based on water yam was more efficient when compared to yam. There was no significant change in the time of oral and pharyngeal transit with the use of the tested lubricants; however, there was a numerical reduction in the time of oral and pharyngeal transit for both the water yam and the yam. Regarding the influence of xerostomia and hypo salivation on the effect of lubricants, the yam in liquid consistency reduced the risk of penetration and aspiration in patients with xerostomia complaints, and for pasty consistency. The greater the presence of salivary flow, the greater the benefit of use of the water yam in the reduction of residues in the vallecula, while in solid consistency the greatest benefit was in the region of the posterior wall and upper esophageal sphincter in the greater presence of salivary flow. We conclude that the use of character-based food lubricant reduced the presence of residues after swallowing, with better response in patients with greater salivary flow, while the yambased lubricant can bring benefits for the swallowing safety in patients with dry mouth, being very important to continue the studies related to the theme.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLauris, José Roberto PereiraJordão, Luciana Cristina de Jesus Apetito2020-12-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-29112021-153245/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-10-09T13:16:04Zoai:teses.usp.br:tde-29112021-153245Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-10-09T13:16:04Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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