Perfil clínico, laboratorial e molecular de mulheres e homens portadores de hipercolesterolemia familiar participantes do programa Hipercol Brasil
| Ano de defesa: | 2025 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-28112025-162051/ |
Resumo: | Introdução: Ainda são escassos os dados sobre a epidemiologia da Hipercolesterolemia Familiar em regiões em desenvolvimento, especialmente aqueles baseados em coortes contemporâneas com definição molecular de hipercolesterolemia familiar e estratificação por sexo. Objetivo: Avaliar as diferenças entre homens e mulheres com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, definida por critérios moleculares, quanto aos desfechos de doenças cardiovasculares e ao uso de terapias de redução de lipídios, em uma coorte derivada de um programa de rastreamento em cascata e seguida em hospital terciário. Métodos: Foram incluídos 794 pacientes adultos com hipercolesterolemia familiar molecularmente definida (idade média de 47 ± 15 anos; 56,8% do sexo feminino). O tempo mediano de seguimento foi de 59,0 meses (intervalo interquartil [IIQ] 32,5-86,0). Resultados: No início do estudo, não foram observadas diferenças significativas entre os sexos em relação aos defeitos genéticos, níveis de LDL-C (199±74 mg/dL nos homens e 200±74 mg/dL nas mulheres; p = 0,960), escore de anos de LDL-C (12.687±6.047 nos homens e 13.011±6.576 nas mulheres; p = 0,477) e uso de terapias de redução intensiva de lipídios (74,7% nos homens e 75,1% nas mulheres; p = 0,915). No entanto, os homens apresentaram maior prevalência de doenças cardiovasculares prévias em comparação às mulheres (30,4% vs. 13,8%; p < 0,001). Durante o seguimento, ambos os sexos receberam terapias de redução intensiva de lipídios de forma semelhante (88,6% nos homens e 87,8% nas mulheres; p = 0,983); ainda assim, a maioria dos pacientes manteve níveis elevados de LDL-C. A taxa de eventos cardiovasculares (por 1.000 pacientes-ano) foi significativamente maior nos homens: 34,40 (IC 95%: 26,2145,15) versus 17,69 (IC 95%: 13,0324,03) nas mulheres (p = 0,001). Os fatores independentemente associados a eventos incidentes foram: tabagismo atual (HR 3,058; IC 95%: 1,5975,885; p < 0,001), presença de arco corneano (HR 1,763; IC 95%: 1,0922,847; p = 0,02), doença cardiovascular prévia (HR 1,704; IC 95%: 1,0062,887; p = 0,048), níveis de triglicerídeos (HR 1,0001,003; p = 0,008) e HDL-C (HR 0,975; IC 95%: 0,9530,998; p = 0,033). Conclusões: Homens com hipercolesterolemia familiar apresentaram maior risco e ocorrência mais precoce de doença cardiovascular do que as mulheres. Apesar da semelhança na intensidade do tratamento entre os sexos, a maioria dos pacientes permaneceu com concentrações persistentemente elevadas de LDL-C, evidenciando desafios no controle lipídico mesmo em coortes acompanhadas e tratadas. |
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Perfil clínico, laboratorial e molecular de mulheres e homens portadores de hipercolesterolemia familiar participantes do programa Hipercol BrasilClinical, laboratory and molecular profile of women and men with familial hypercholesterolemia participating in the Hipercol Brasil programAteroscleroseAtherosclerosisEstatinasFamilial hypercholesterolemiaHipercolesterolemia familiarSexSexoStatinsIntrodução: Ainda são escassos os dados sobre a epidemiologia da Hipercolesterolemia Familiar em regiões em desenvolvimento, especialmente aqueles baseados em coortes contemporâneas com definição molecular de hipercolesterolemia familiar e estratificação por sexo. Objetivo: Avaliar as diferenças entre homens e mulheres com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, definida por critérios moleculares, quanto aos desfechos de doenças cardiovasculares e ao uso de terapias de redução de lipídios, em uma coorte derivada de um programa de rastreamento em cascata e seguida em hospital terciário. Métodos: Foram incluídos 794 pacientes adultos com hipercolesterolemia familiar molecularmente definida (idade média de 47 ± 15 anos; 56,8% do sexo feminino). O tempo mediano de seguimento foi de 59,0 meses (intervalo interquartil [IIQ] 32,5-86,0). Resultados: No início do estudo, não foram observadas diferenças significativas entre os sexos em relação aos defeitos genéticos, níveis de LDL-C (199±74 mg/dL nos homens e 200±74 mg/dL nas mulheres; p = 0,960), escore de anos de LDL-C (12.687±6.047 nos homens e 13.011±6.576 nas mulheres; p = 0,477) e uso de terapias de redução intensiva de lipídios (74,7% nos homens e 75,1% nas mulheres; p = 0,915). No entanto, os homens apresentaram maior prevalência de doenças cardiovasculares prévias em comparação às mulheres (30,4% vs. 13,8%; p < 0,001). Durante o seguimento, ambos os sexos receberam terapias de redução intensiva de lipídios de forma semelhante (88,6% nos homens e 87,8% nas mulheres; p = 0,983); ainda assim, a maioria dos pacientes manteve níveis elevados de LDL-C. A taxa de eventos cardiovasculares (por 1.000 pacientes-ano) foi significativamente maior nos homens: 34,40 (IC 95%: 26,2145,15) versus 17,69 (IC 95%: 13,0324,03) nas mulheres (p = 0,001). Os fatores independentemente associados a eventos incidentes foram: tabagismo atual (HR 3,058; IC 95%: 1,5975,885; p < 0,001), presença de arco corneano (HR 1,763; IC 95%: 1,0922,847; p = 0,02), doença cardiovascular prévia (HR 1,704; IC 95%: 1,0062,887; p = 0,048), níveis de triglicerídeos (HR 1,0001,003; p = 0,008) e HDL-C (HR 0,975; IC 95%: 0,9530,998; p = 0,033). Conclusões: Homens com hipercolesterolemia familiar apresentaram maior risco e ocorrência mais precoce de doença cardiovascular do que as mulheres. Apesar da semelhança na intensidade do tratamento entre os sexos, a maioria dos pacientes permaneceu com concentrações persistentemente elevadas de LDL-C, evidenciando desafios no controle lipídico mesmo em coortes acompanhadas e tratadas.Introduction: Data on the epidemiology of familial hypercholesterolemia in developing regions remain scarce, particularly from contemporary cohorts with molecularly defined familial hypercholesterolemia and sex-specific analyses. Objective: To assess sex differences in cardiovascular disease outcomes and lipid-lowering therapy use among men and women with molecularly confirmed heterozygous familial hypercholesterolemia enrolled in a cascade screening program and in a tertiary hospital. Methods: A total of 794 adult patients with familial hypercholesterolemia (mean age 47 ± 15 years; 56.8% women) were included. The median follow-up time was 59.0 months (interquartile range [IQR] 32.586.0). Results: At baseline, no significant sex differences were observed regarding genetic defects, LDL-C levels (199±74 mg/dL in men vs. 200±74 mg/dL in women; p = 0.960), LDL-C years score (12,687±6,047 in men vs. 13,011±6,576 in women; p = 0.477), or use of intensive lipid-lowering therapy (74.7% in men vs. 75.1% in women; p = 0.915). Men had a higher prevalence of prior cardiovascular disease compared to women (30.4% vs. 13.8%; p < 0.001). During follow-up, both sexes were similarly treated with intensive lipid-lowering therapy (88.6% in men vs. 87.8% in women; p = 0.983), yet most participants maintained elevated LDL-C concentrations. The incidence rate of cardiovascular disease events (per 1,000 person-years) was higher in men: 34.40 (95% CI: 26.2145.15) compared to 17.69 (95% CI: 13.0324.03) in women (p = 0.001). Independent predictors of incident cardiovascular disease events included current smoking (HR 3.058; 95% CI: 1.5975.885; p < 0.001), corneal arcus (HR 1.763; 95% CI: 1.0922.847; p = 0.02), prior CVD (HR 1.704; 95% CI: 1.0062.887; p = 0.048), triglyceride levels (HR 1.0001.003; p = 0.008), and HDL-C levels (HR 0.975; 95% CI: 0.9530.998; p = 0.033). Conclusions: Men with familial hypercholesterolemia exhibited a higher and earlier risk of cardiovascular disease compared to women. Despite similar treatment intensity between sexes, most patients did not reach optimal LDL-C control, highlighting persistent challenges in the management of Familial Hyperchorestelemia even within specialized care settings.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSantos Filho, Raul Dias dosMaia, Kleisson Antonio Pontes2025-07-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-28112025-162051/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-28T18:57:02Zoai:teses.usp.br:tde-28112025-162051Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-28T18:57:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: Ainda são escassos os dados sobre a epidemiologia da Hipercolesterolemia Familiar em regiões em desenvolvimento, especialmente aqueles baseados em coortes contemporâneas com definição molecular de hipercolesterolemia familiar e estratificação por sexo. Objetivo: Avaliar as diferenças entre homens e mulheres com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, definida por critérios moleculares, quanto aos desfechos de doenças cardiovasculares e ao uso de terapias de redução de lipídios, em uma coorte derivada de um programa de rastreamento em cascata e seguida em hospital terciário. Métodos: Foram incluídos 794 pacientes adultos com hipercolesterolemia familiar molecularmente definida (idade média de 47 ± 15 anos; 56,8% do sexo feminino). O tempo mediano de seguimento foi de 59,0 meses (intervalo interquartil [IIQ] 32,5-86,0). Resultados: No início do estudo, não foram observadas diferenças significativas entre os sexos em relação aos defeitos genéticos, níveis de LDL-C (199±74 mg/dL nos homens e 200±74 mg/dL nas mulheres; p = 0,960), escore de anos de LDL-C (12.687±6.047 nos homens e 13.011±6.576 nas mulheres; p = 0,477) e uso de terapias de redução intensiva de lipídios (74,7% nos homens e 75,1% nas mulheres; p = 0,915). No entanto, os homens apresentaram maior prevalência de doenças cardiovasculares prévias em comparação às mulheres (30,4% vs. 13,8%; p < 0,001). Durante o seguimento, ambos os sexos receberam terapias de redução intensiva de lipídios de forma semelhante (88,6% nos homens e 87,8% nas mulheres; p = 0,983); ainda assim, a maioria dos pacientes manteve níveis elevados de LDL-C. A taxa de eventos cardiovasculares (por 1.000 pacientes-ano) foi significativamente maior nos homens: 34,40 (IC 95%: 26,2145,15) versus 17,69 (IC 95%: 13,0324,03) nas mulheres (p = 0,001). Os fatores independentemente associados a eventos incidentes foram: tabagismo atual (HR 3,058; IC 95%: 1,5975,885; p < 0,001), presença de arco corneano (HR 1,763; IC 95%: 1,0922,847; p = 0,02), doença cardiovascular prévia (HR 1,704; IC 95%: 1,0062,887; p = 0,048), níveis de triglicerídeos (HR 1,0001,003; p = 0,008) e HDL-C (HR 0,975; IC 95%: 0,9530,998; p = 0,033). Conclusões: Homens com hipercolesterolemia familiar apresentaram maior risco e ocorrência mais precoce de doença cardiovascular do que as mulheres. Apesar da semelhança na intensidade do tratamento entre os sexos, a maioria dos pacientes permaneceu com concentrações persistentemente elevadas de LDL-C, evidenciando desafios no controle lipídico mesmo em coortes acompanhadas e tratadas. |
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