Impacto da implementação de programa de intervenção com uso em cães de coleiras impregnadas com deltametrina 4% na densidade populacional de Lutzomyia longipalpis no município de Fortaleza, estado do Ceará, Brasil
| Ano de defesa: | 2025 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-22082025-095154/ |
Resumo: | Introdução. Em projeto desenvolvido para avaliar a implementação do uso das coleiras impregnadas com deltametrina 4% em cães, em municípios brasileiros prioritários para o controle da leishmaniose visceral humana e canina, consta a investigação dos potenciais efeitos da medida na densidade e taxa de infecção natural por Leishmania sp. do vetor Lutzomyia longipalpis. Objetivo. Investigar o impacto da implementação dessa medida em cães de Fortaleza, CE, na densidade populacional e infecção natural por Leishmania sp. em Lutzomyia longipalpis. Material e Método. O estudo de intervenção foi desenvolvido de agosto/2021 a agosto/2023, em duas áreas de Fortaleza, uma com encoleiramento dos cães (intervenção) e outra controle. As áreas em intervenção e controle distam cerca de 14 km e 5 km da costa, e apresentam IDH = 0,1949 e 0,325, respectivamente. O 1º encoleiramento ocorreu em fevereiro/2022, e a cada seis meses as coleiras foram substituídas. Armadilhas automáticas luminosas, tipo CDC, para captura de insetos foram instaladas em 10 pontos de cada área, uma no intradomicílio e outra no peridomicílio, por três noites consecutivas. Na área em intervenção, em 8 pontos havia galináceos e na controle, não. Em ambas havia cães. O esforço amostral foi de 1500 armadilhas/noite em cada área. Resultados. Foram capturados 22.680 espécimes distribuídos em quatro espécies de flebotomíneos: Evandromyia lenti (98 espécimes), Lutzomyia longipalpis (19.620), Migonemyia migonei (2.960) e Nyssomyia whitmani (2); na área de intervenção, foram coletadas as quatro, e na controle, somente Ny. whitmani não foi detectada. Lu. longipalpis predominou em ambas as localidades, com 85,8% na em intervenção e 88,8% na controle. Mg. migonei foi a segunda mais abundante (13,7%) e (10,8%), respectivamente, na intervenção e na controle. Dos espécimes capturados de Lu. longipalpis na área de intervenção, 9.577 foram machos e 2.885 fêmeas; na controle, 5.368 machos e 1.790 fêmeas. Os principais picos de coletas ocorreram em abril/2022 na área de intervenção, e em fevereiro/2022 na área controle, ambos sob influência da estação chuvosa. A densidade do vetor foi mais elevada no peridomicílio que no intradomicílio de ambas as áreas, sobretudo na de intervenção (teste de Mann-Whitney, p = 0,001 e 0,036, respectivamente). Houve correlação significante, positiva entre a densidade de Lu. longipalpis e precipitação mensal, e negativa em relação à velocidade dos ventos em Fortaleza. A distribuição da densidade mostrou padrão gregário, muitos espécimes coletados em dois pontos na área controle e em três, na área de intervenção, e densidades muito baixas em outros de ambas; com os índices de constância também refletindo esse padrão. Na área de intervenção, o número de cães variou de 0 a 6 nos pontos amostrados, e mostrou correlação negativa, porém muito fraca em relação à densidade de Lu. longipalpis; o número de galináceos variou de 0 a >20 e mostrou correlação positiva, porém fraca (R2 = 0,110). Na comparação entre o 1º e 3º semestres, e entre o 2º e 4º, com condições meteorológicas semelhantes entre eles, houve uma redução da densidade de Lu. longipalpis (no teste do X2, p < 0.05 do 1º para o 3º da área controle e p < 0,001 nas demais comparações). DNA de Leishmania sp. em fêmeas foi encontrado com taxa de 0,5% na área de intervenção e de 0,06 % na controle. Conclusões. Embora houve redução significativa da densidade de Lu. longipalpis na área de intervenção no semestre pós-encoleiramento com condições climáticas semelhantes ao do pré-encoleiramento, essa pode ter sido determinada por outros fatores, uma vez que o mesmo foi observado para a área controle. No entanto para a área de intervenção na ausência de correlação positiva significativa entre o número de cães nos pontos amostrados e a densidade de Lu. longipalpis, não se pode descartar a influência da ação repelente das coleiras. A distribuição gregária no espaço e no tempo dos flebotomíneos e a retirada de fêmeas podem ter contribuído para a redução da densidade da espécie, tendo em vista que um grande número de fêmeas não deixou descendentes. Essa observação merece ser mais bem investigada quando da elaboração dos índices a serem utilizados na vigilância entomológica, e também como medidas de controle. A presença de DNA de Leishmania sp. em fêmeas na área de intervenção em taxa bem mais elevada que a controle mostra que mesmo com a implantação da medida protetiva, cães continuam como fonte de infecção. |
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Impacto da implementação de programa de intervenção com uso em cães de coleiras impregnadas com deltametrina 4% na densidade populacional de Lutzomyia longipalpis no município de Fortaleza, estado do Ceará, BrasilImpact of the implementation of an intervention program using collars impregnated with 4% deltamethrin on the population density of Lutzomyia longipalpis in the city of Fortaleza, state of Ceará, BrazilColeira Canina Impregnada com Deltametrina 4%Densidade PopulacionalDog Collar Impregnated With 4% DeltamethrinEstudo de IntervençãoIntervention StudyLeishmaniose VisceralLutzomyia longipalpisLutzomyia longipalpisPopulation DensityVisceral LeishmaniasisIntrodução. Em projeto desenvolvido para avaliar a implementação do uso das coleiras impregnadas com deltametrina 4% em cães, em municípios brasileiros prioritários para o controle da leishmaniose visceral humana e canina, consta a investigação dos potenciais efeitos da medida na densidade e taxa de infecção natural por Leishmania sp. do vetor Lutzomyia longipalpis. Objetivo. Investigar o impacto da implementação dessa medida em cães de Fortaleza, CE, na densidade populacional e infecção natural por Leishmania sp. em Lutzomyia longipalpis. Material e Método. O estudo de intervenção foi desenvolvido de agosto/2021 a agosto/2023, em duas áreas de Fortaleza, uma com encoleiramento dos cães (intervenção) e outra controle. As áreas em intervenção e controle distam cerca de 14 km e 5 km da costa, e apresentam IDH = 0,1949 e 0,325, respectivamente. O 1º encoleiramento ocorreu em fevereiro/2022, e a cada seis meses as coleiras foram substituídas. Armadilhas automáticas luminosas, tipo CDC, para captura de insetos foram instaladas em 10 pontos de cada área, uma no intradomicílio e outra no peridomicílio, por três noites consecutivas. Na área em intervenção, em 8 pontos havia galináceos e na controle, não. Em ambas havia cães. O esforço amostral foi de 1500 armadilhas/noite em cada área. Resultados. Foram capturados 22.680 espécimes distribuídos em quatro espécies de flebotomíneos: Evandromyia lenti (98 espécimes), Lutzomyia longipalpis (19.620), Migonemyia migonei (2.960) e Nyssomyia whitmani (2); na área de intervenção, foram coletadas as quatro, e na controle, somente Ny. whitmani não foi detectada. Lu. longipalpis predominou em ambas as localidades, com 85,8% na em intervenção e 88,8% na controle. Mg. migonei foi a segunda mais abundante (13,7%) e (10,8%), respectivamente, na intervenção e na controle. Dos espécimes capturados de Lu. longipalpis na área de intervenção, 9.577 foram machos e 2.885 fêmeas; na controle, 5.368 machos e 1.790 fêmeas. Os principais picos de coletas ocorreram em abril/2022 na área de intervenção, e em fevereiro/2022 na área controle, ambos sob influência da estação chuvosa. A densidade do vetor foi mais elevada no peridomicílio que no intradomicílio de ambas as áreas, sobretudo na de intervenção (teste de Mann-Whitney, p = 0,001 e 0,036, respectivamente). Houve correlação significante, positiva entre a densidade de Lu. longipalpis e precipitação mensal, e negativa em relação à velocidade dos ventos em Fortaleza. A distribuição da densidade mostrou padrão gregário, muitos espécimes coletados em dois pontos na área controle e em três, na área de intervenção, e densidades muito baixas em outros de ambas; com os índices de constância também refletindo esse padrão. Na área de intervenção, o número de cães variou de 0 a 6 nos pontos amostrados, e mostrou correlação negativa, porém muito fraca em relação à densidade de Lu. longipalpis; o número de galináceos variou de 0 a >20 e mostrou correlação positiva, porém fraca (R2 = 0,110). Na comparação entre o 1º e 3º semestres, e entre o 2º e 4º, com condições meteorológicas semelhantes entre eles, houve uma redução da densidade de Lu. longipalpis (no teste do X2, p < 0.05 do 1º para o 3º da área controle e p < 0,001 nas demais comparações). DNA de Leishmania sp. em fêmeas foi encontrado com taxa de 0,5% na área de intervenção e de 0,06 % na controle. Conclusões. Embora houve redução significativa da densidade de Lu. longipalpis na área de intervenção no semestre pós-encoleiramento com condições climáticas semelhantes ao do pré-encoleiramento, essa pode ter sido determinada por outros fatores, uma vez que o mesmo foi observado para a área controle. No entanto para a área de intervenção na ausência de correlação positiva significativa entre o número de cães nos pontos amostrados e a densidade de Lu. longipalpis, não se pode descartar a influência da ação repelente das coleiras. A distribuição gregária no espaço e no tempo dos flebotomíneos e a retirada de fêmeas podem ter contribuído para a redução da densidade da espécie, tendo em vista que um grande número de fêmeas não deixou descendentes. Essa observação merece ser mais bem investigada quando da elaboração dos índices a serem utilizados na vigilância entomológica, e também como medidas de controle. A presença de DNA de Leishmania sp. em fêmeas na área de intervenção em taxa bem mais elevada que a controle mostra que mesmo com a implantação da medida protetiva, cães continuam como fonte de infecção.Introduction. A project developed to evaluate the implementation of the use of collars impregnated with 4% deltamethrin in dogs in Brazilian municipalities that are priorities for the control of human and canine visceral leishmaniasis includes the investigation of the potential effects of the measure on the density and rate of natural infection by Leishmania sp. of the vector Lutzomyia longipalpis. Objective. To investigate the impact of the implementation of this measure in dogs from Fortaleza, CE, on the population density and natural infection by Leishmania sp. in Lutzomyia longipalpis. Material and Method. The intervention study was developed from August 2021 to August 2023, in two areas of Fortaleza, one with collaring of dogs (intervention) and the other control. The intervention and control areas are approximately 14 km and 5 km from the coast, and have HDI = 0.1949 and 0.325, respectively. The first collaring took place in February/2022, and the collars were replaced every six months. Automatic light traps, CDC type, for capturing insects were installed at 10 points in each area, one inside the home and the other outside the home, for three consecutive nights. In the intervention area, there were chickens in 8 points and in the control area, there were none. In both areas, there were dogs. The sampling effort was 1500 traps/night in each area. Results. A total of 22,680 specimens distributed among four species of sand flies were captured: Evandromyia lenti (98 specimens), Lutzomyia longipalpis (19,620), Migonemyia migonei (2,960) and Nyssomyia whitmani (2); in the intervention area, all four species were collected, and in the control area, only Ny. whitmani was not detected. Lu. longipalpis predominated in both locations, with 85.8% in the intervention area and 88.8% in the control area. Mg. migonei was the second most abundant (13.7%) and (10.8%), respectively, in the intervention and control areas. Of the specimens of Lu. longipalpis captured in the intervention area, 9,577 were males and 2,885 were females; in the control area, 5,368 males and 1,790 females. The main collection peaks occurred in April/2022 in the intervention area and in February/2022 in the control area, both under the influence of the rainy season. Vector density was higher in the peridomicile than in the intradomicile of both areas, especially in the intervention area (Mann-Whitney test, p = 0.001 and 0.036, respectively). There was a significant positive correlation between the density of Lu. longipalpis and monthly precipitation, and a negative correlation with wind speed in Fortaleza. The density distribution showed a gregarious pattern, with many specimens collected at two points in the control area and at three in the intervention area, and very low densities in several points in both areas; the constancy indexes also reflected this pattern. In the intervention area, the number of dogs ranged from 0 to 6 at the sampled points, and showed a negative but very weak correlation with the density of Lu. longipalpis; the number of gallinaceous birds ranged from 0 to >20 and showed a positive but weak correlation (R2 = 0.110). In the comparison between the 1st and 3rd semesters, and between the 2nd and 4th, with similar meteorological conditions between them, there was a reduction in the density of Lu. longipalpis (in the X2 test, p < 0.05 from the 1st to the 3rd in the control area and p < 0.001 in the other comparisons). Leishmania sp. DNA was found in females at a rate of 0.5% in the intervention area and 0.06% in the control area. Conclusions. Although there was a significant reduction in the density of Lu. longipalpis in the intervention area in the post-collaring semester with similar climatic conditions to those before collaring, this may have been determined by other factors, since the same was observed for the control area. However, for the intervention area, in the absence of a significant positive correlation between the number of dogs at the sampled points and the density of Lu. longipalpis, the influence of the repellent action of the collars cannot be ruled out. The gregarious distribution in space and time of the sandflies and the removal of females may have contributed to the reduction in the density of the species, considering that a large number of females did not leave descendants. This observation deserves further investigation when preparing the indices to be used in entomological surveillance, as well as as control measures. The presence of Leishmania sp DNA in the control area was not observed. in females in the intervention area at a much higher rate than the control area, showing that even with the implementation of the protective measure, dogs continue to be a source of infection.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGalati, Eunice Aparecida BianchiDantas da Silva, Mariana2025-06-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-22082025-095154/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-22T13:00:02Zoai:teses.usp.br:tde-22082025-095154Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-22T13:00:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução. Em projeto desenvolvido para avaliar a implementação do uso das coleiras impregnadas com deltametrina 4% em cães, em municípios brasileiros prioritários para o controle da leishmaniose visceral humana e canina, consta a investigação dos potenciais efeitos da medida na densidade e taxa de infecção natural por Leishmania sp. do vetor Lutzomyia longipalpis. Objetivo. Investigar o impacto da implementação dessa medida em cães de Fortaleza, CE, na densidade populacional e infecção natural por Leishmania sp. em Lutzomyia longipalpis. Material e Método. O estudo de intervenção foi desenvolvido de agosto/2021 a agosto/2023, em duas áreas de Fortaleza, uma com encoleiramento dos cães (intervenção) e outra controle. As áreas em intervenção e controle distam cerca de 14 km e 5 km da costa, e apresentam IDH = 0,1949 e 0,325, respectivamente. O 1º encoleiramento ocorreu em fevereiro/2022, e a cada seis meses as coleiras foram substituídas. Armadilhas automáticas luminosas, tipo CDC, para captura de insetos foram instaladas em 10 pontos de cada área, uma no intradomicílio e outra no peridomicílio, por três noites consecutivas. Na área em intervenção, em 8 pontos havia galináceos e na controle, não. Em ambas havia cães. O esforço amostral foi de 1500 armadilhas/noite em cada área. Resultados. Foram capturados 22.680 espécimes distribuídos em quatro espécies de flebotomíneos: Evandromyia lenti (98 espécimes), Lutzomyia longipalpis (19.620), Migonemyia migonei (2.960) e Nyssomyia whitmani (2); na área de intervenção, foram coletadas as quatro, e na controle, somente Ny. whitmani não foi detectada. Lu. longipalpis predominou em ambas as localidades, com 85,8% na em intervenção e 88,8% na controle. Mg. migonei foi a segunda mais abundante (13,7%) e (10,8%), respectivamente, na intervenção e na controle. Dos espécimes capturados de Lu. longipalpis na área de intervenção, 9.577 foram machos e 2.885 fêmeas; na controle, 5.368 machos e 1.790 fêmeas. Os principais picos de coletas ocorreram em abril/2022 na área de intervenção, e em fevereiro/2022 na área controle, ambos sob influência da estação chuvosa. A densidade do vetor foi mais elevada no peridomicílio que no intradomicílio de ambas as áreas, sobretudo na de intervenção (teste de Mann-Whitney, p = 0,001 e 0,036, respectivamente). Houve correlação significante, positiva entre a densidade de Lu. longipalpis e precipitação mensal, e negativa em relação à velocidade dos ventos em Fortaleza. A distribuição da densidade mostrou padrão gregário, muitos espécimes coletados em dois pontos na área controle e em três, na área de intervenção, e densidades muito baixas em outros de ambas; com os índices de constância também refletindo esse padrão. Na área de intervenção, o número de cães variou de 0 a 6 nos pontos amostrados, e mostrou correlação negativa, porém muito fraca em relação à densidade de Lu. longipalpis; o número de galináceos variou de 0 a >20 e mostrou correlação positiva, porém fraca (R2 = 0,110). Na comparação entre o 1º e 3º semestres, e entre o 2º e 4º, com condições meteorológicas semelhantes entre eles, houve uma redução da densidade de Lu. longipalpis (no teste do X2, p < 0.05 do 1º para o 3º da área controle e p < 0,001 nas demais comparações). DNA de Leishmania sp. em fêmeas foi encontrado com taxa de 0,5% na área de intervenção e de 0,06 % na controle. Conclusões. Embora houve redução significativa da densidade de Lu. longipalpis na área de intervenção no semestre pós-encoleiramento com condições climáticas semelhantes ao do pré-encoleiramento, essa pode ter sido determinada por outros fatores, uma vez que o mesmo foi observado para a área controle. No entanto para a área de intervenção na ausência de correlação positiva significativa entre o número de cães nos pontos amostrados e a densidade de Lu. longipalpis, não se pode descartar a influência da ação repelente das coleiras. A distribuição gregária no espaço e no tempo dos flebotomíneos e a retirada de fêmeas podem ter contribuído para a redução da densidade da espécie, tendo em vista que um grande número de fêmeas não deixou descendentes. Essa observação merece ser mais bem investigada quando da elaboração dos índices a serem utilizados na vigilância entomológica, e também como medidas de controle. A presença de DNA de Leishmania sp. em fêmeas na área de intervenção em taxa bem mais elevada que a controle mostra que mesmo com a implantação da medida protetiva, cães continuam como fonte de infecção. |
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