Impactos da pandemia da COVID-19 e do distanciamento social sobre o desenvolvimento na transição do período pré-escolar para o escolar: estudo longitudinal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Dilleggi, Eduarda Souza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-03022025-122224/
Resumo: Com a chegada da pandemia do COVID-19 e as diversas alterações, devido ao distanciamento social, gerou um impacto no desenvolvimento humano. Assim, o objetivo do presente estudo foi identificar quais as principais alterações contextuais decorrentes da pandemia e o impacto das mesmas sobre o contexto familiar (incluindo aspectos de saúde mental dos pais, da criança e recursos do ambiente). Foi feito um estudo de coorte com delineamento longitudinal (retrospectivo e prospectivo), em três momentos: T1 (período de distanciamento social); T2 (período de retomada de atividades) e T3 (período de retomada das atividades escolares). Os participantes da pesquisa foram os responsáveis de crianças entre quatro a sete anos de idade, os quais responderam um questionário online, com os seguintes instrumentos: Questionário sociodemográfico e questões familiares, Inventário de Recursos do ambiente familiar (RAF), Questionário de desenvolvimento infantil- baseado no Inventário de Battelle, Questionário de Capacidades e Dificuldades (SDQ) - 4 a 17 anos (versão professores), Impact of Event Scale (IES-R)- versão brasileira, Transtorno de Ansiedade Generalizada (GAD-7) e Questionário sobre a saúde do paciente 2 (PHQ-2). Foi realizada a análise dos dados a partir das variáveis categóricas (cálculos de frequência e porcentagem) e variáveis numéricas (médias e desvio-padrão). Prova de correlação de Spearman para verificar possíveis correlações entre as variáveis estatísticas; para avaliar as comparações a partir do efeito isolado e cumulativo das diferentes variáveis avaliadas nos diversos momentos em relação a COVID-19 utilizou-se modelo de regressão linear com efeitos mistos (efeitos aleatórios e fixos). A maioria dos respondentes eram mães (93,8%), com pós-graduação, em relação às crianças a maioria eram do sexo masculino (51,1%). Foram observadas correlações entre recursos do ambiente e saúde mental das crianças, em T1 T2 e T3 (variando de positiva e fraca à negativa e fraca); correlações entre saúde mental infantil com saúde mental dos pais, em T1 T2 e T3 (variando de positiva e fraca à moderada - r= 0,258 a r= 0,393). Além disso, em relação ao modelo de regressão linear para comparações, foram observadas com destaque as alterações no desenvolvimento infantil (geral, motor e cognitivo -T1-T3); recursos do ambiente (T1-T3); saúde mental infantil (T1-T3) e saúde mental dos pais (T1-T3). De modo geral, a pandemia da COVID-19 proporcionou um impacto em relação ao contexto familiar (incluindo aspectos de saúde mental dos pais, da criança e recursos do ambiente), entretanto tal impacto foi mais evidente entre o início da pandemia e o retorno das atividades escolares, e ainda que mesmo com as adversidades ainda assim as famílias conseguiram criar estratégias promotoras de desenvolvimento.
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Foi feito um estudo de coorte com delineamento longitudinal (retrospectivo e prospectivo), em três momentos: T1 (período de distanciamento social); T2 (período de retomada de atividades) e T3 (período de retomada das atividades escolares). Os participantes da pesquisa foram os responsáveis de crianças entre quatro a sete anos de idade, os quais responderam um questionário online, com os seguintes instrumentos: Questionário sociodemográfico e questões familiares, Inventário de Recursos do ambiente familiar (RAF), Questionário de desenvolvimento infantil- baseado no Inventário de Battelle, Questionário de Capacidades e Dificuldades (SDQ) - 4 a 17 anos (versão professores), Impact of Event Scale (IES-R)- versão brasileira, Transtorno de Ansiedade Generalizada (GAD-7) e Questionário sobre a saúde do paciente 2 (PHQ-2). Foi realizada a análise dos dados a partir das variáveis categóricas (cálculos de frequência e porcentagem) e variáveis numéricas (médias e desvio-padrão). Prova de correlação de Spearman para verificar possíveis correlações entre as variáveis estatísticas; para avaliar as comparações a partir do efeito isolado e cumulativo das diferentes variáveis avaliadas nos diversos momentos em relação a COVID-19 utilizou-se modelo de regressão linear com efeitos mistos (efeitos aleatórios e fixos). A maioria dos respondentes eram mães (93,8%), com pós-graduação, em relação às crianças a maioria eram do sexo masculino (51,1%). Foram observadas correlações entre recursos do ambiente e saúde mental das crianças, em T1 T2 e T3 (variando de positiva e fraca à negativa e fraca); correlações entre saúde mental infantil com saúde mental dos pais, em T1 T2 e T3 (variando de positiva e fraca à moderada - r= 0,258 a r= 0,393). Além disso, em relação ao modelo de regressão linear para comparações, foram observadas com destaque as alterações no desenvolvimento infantil (geral, motor e cognitivo -T1-T3); recursos do ambiente (T1-T3); saúde mental infantil (T1-T3) e saúde mental dos pais (T1-T3). De modo geral, a pandemia da COVID-19 proporcionou um impacto em relação ao contexto familiar (incluindo aspectos de saúde mental dos pais, da criança e recursos do ambiente), entretanto tal impacto foi mais evidente entre o início da pandemia e o retorno das atividades escolares, e ainda que mesmo com as adversidades ainda assim as famílias conseguiram criar estratégias promotoras de desenvolvimento.With the arrival of the COVID-19 pandemic and the various changes due to social distancing, it had an impact on human development. Thus, the objective of the present study was to identify the main contextual changes resulting from the pandemic and their impact on the family context (including mental health aspects of parents, children and environmental resources). A cohort study was carried out with a longitudinal design (retrospective and prospective), at three moments: T1 (period of social distancing); T2 (period of resumption of activities) and T3 (period of resumption of school activities). The research participants were the guardians of children between four and seven years of age, who answered an online questionnaire, with the following instruments: Sociodemographic questionnaire and family questions, Family Environment Resources Inventory (RAF), Child Development Questionnaire- based on the Battelle Inventory, Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ) - 4 to 17 years old (teacher version), Impact of Event Scale (IES-R) - Brazilian version, Generalized Anxiety Disorder (GAD-7) and Questionnaire on patient health 2 (PHQ-2). Data analysis was performed based on categorical variables (frequency and percentage calculations) and numerical variables (means and standard deviation). Spearman correlation test to check possible correlations between statistical variables; to evaluate comparisons based on the isolated and cumulative effect of the different variables evaluated at different times in relation to COVID-19, a linear regression model with mixed effects (random and fixed effects) was used. The majority of respondents were mothers (93.8%), with postgraduate degrees, in relation to children, the majority were male (51.1%). Correlations were observed between environmental resources and children\'s mental health, at T1, T2 and T3 (ranging from positive and weak to negative and weak); correlations between child mental health and parental mental health, at T1, T2 and T3 (ranging from positive and weak to moderate - r= 0.258 to r= 0.393). Furthermore, in relation to the linear regression model for comparisons, changes in child development (general, motor and cognitive -T1-T3) were highlighted; environmental resources (T1-T3); child mental health (T1-T3) and parental mental health (T1-T3). In general, the COVID-19 pandemic had an impact on the family context (including mental health aspects of parents, children and environmental resources), however this impact was more evident between the start of the pandemic and the return to school activities, and even with the adversities, families still managed to create strategies that promote development.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSantos, Patricia Leila dosDilleggi, Eduarda Souza2024-10-01info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-03022025-122224/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-19T18:47:02Zoai:teses.usp.br:tde-03022025-122224Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-19T18:47:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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