Estudo clínico randomizado da brassica oleracea no tratamento da síndrome geniturinária da menopausa : ensaio piloto com análise da qualidade de vida e sintomas urogenitais após tratamento intravaginal
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-04082025-151523/ |
Resumo: | Introdução: A Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM) afeta significativamente a qualidade de vida de mulheres na pós-menopausa, manifestando-se por secura vaginal, dispareunia, prurido e irritação, devido principalmente ao hipoestrogenismo. Embora a literatura apresente tratamentos hormonais e não hormonais, a pesquisa por alternativas seguras e eficazes para aquelas mulheres que possuam contraindicações à terapia hormonal tópica, intravaginal, faz-se necessário. A Brassica oleracea var. capitata (repolho) é tradicionalmente utilizada por suas propriedades cicatrizantes, anti-inflamatórias e antioxidantes, devido a compostos bioativos como glucosinolatos, flavonoides e sulforafano. Este estudo clínico randomizado e piloto investiga o potencial terapêutico do extrato de Brassica oleracea no tratamento da SGM. Assim, a proposta deste estudo foi analisar os efeitos do creme hidratante genital contendo Brassica oleracea no tratamento dos sintomas da SGM e na qualidade de vida de mulheres na Pós Menopausa. Métodos: Realizou-se um ensaio clínico randomizado, triplo-cego e controlado, envolvendo 38 mulheres na pós menopausa (50-65 anos) com diagnóstico de SGM. As participantes foram aleatoriamente alocadas em dois grupos: intervenção (creme hidratante genital com 10% de extrato glicólico de Brassica oleracea) e controle (creme hidratante genital comum). Os cremes foram aplicados de forma intravaginal a cada 72 horas, durante 12 semanas. A avaliação dos sintomas foi conduzida por meio dos questionários Índice de Saúde Vaginal (VHI), Escala de Sintomas de Atrofia (ESA), Women\'s Health Questionnaire (WHQ) e Índice de Função Sexual Feminina (IFSF). Exames clínicos e laboratoriais, incluindo pH vaginal, Índice de Maturação Celular e culturas microbiológicas, foram realizados para verificar a segurança e eficácia dos tratamentos. Resultados: O Grupo brassica apresentou melhorias significativas no Índice de Saúde Vaginal (VHI) total ao longo do tempo (p=0,0177), enquanto o Grupo Controle não mostrou mudanças significativas (p=0,2496). A Escala de Sintomas Atróficos (ESA) revelou redução significativa dos sintomas em ambos os grupos (p=0,0001), com o Grupo brassica mostrando melhorias mais acentuadas em sintomas como prurido (p=0,002), secura (p<0,001) e dor (p<0,001). No Índice de Função Sexual Feminina (IFSF), o Grupo brassica apresentou melhorias significativas em itens relacionados à satisfação sexual (p=0,016), excitação (p=0,032) e lubrificação (p=0,037), enquanto o Grupo Controle não mostrou mudanças significativas. As análises de regressão identificaram fatores associados à melhora nos sintomas urogenitais, destacando a eficácia superior do tratamento com Brassica oleracea em comparação ao hidratante vaginal comum. No grupo Brassica oleracea, mulheres que haviam passado por histerectomia apresentaram aumento na chance de melhora na elasticidade vaginal (p = 0,011). Além disso, mulheres com sintomas de longa duração tiveram maior chance de melhora na elasticidade vaginal (p = 0,043). A satisfação com a vida sexual foi associada ao aumento na chance de melhora em diversos parâmetros, incluindo elasticidade, integridade e lubrificação vaginal, em ambos os grupos. Por outro lado, a presença de secura severa foi relacionada à redução na chance de melhora em diversos parâmetros em ambos os grupos. A análise dos exames laboratoriais indicou que o tratamento com Brassica oleracea foi bem tolerado, sem alterações adversas significativas nos perfis hepático e renal das participantes. Conclusão: O creme hidratante genital contendo 10% de extrato glicólico de Brassica oleracea var. capitata mostrou-se uma alternativa promissora para o tratamento da SGM em mulheres pós-menopáusicas, demonstrando potencial para melhorar sintomas, função sexual e qualidade de vida. Apesar das limitações, como o tamanho reduzido da amostra e diferenças basais entre os grupos, os resultados incentivam a realização de estudos adicionais com amostras maiores e controle rigoroso de variáveis para confirmar a eficácia e segurança a longo prazo do extrato de Brassica oleracea no tratamento da SGM |
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Estudo clínico randomizado da brassica oleracea no tratamento da síndrome geniturinária da menopausa : ensaio piloto com análise da qualidade de vida e sintomas urogenitais após tratamento intravaginalRandomized clinical trial of Brassica oleracea in the treatment of genitourinary syndrome of menopause: a pilot study with quality of life and urogenital symptoms analysis following intravaginal treatmentBrassica oleraceaBrassica oleraceaGenitourinary syndrome of menopauseQualidade de vidaQuality of lifeSexualidadeSexualitySíndrome geniturinária da menopausaIntrodução: A Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM) afeta significativamente a qualidade de vida de mulheres na pós-menopausa, manifestando-se por secura vaginal, dispareunia, prurido e irritação, devido principalmente ao hipoestrogenismo. Embora a literatura apresente tratamentos hormonais e não hormonais, a pesquisa por alternativas seguras e eficazes para aquelas mulheres que possuam contraindicações à terapia hormonal tópica, intravaginal, faz-se necessário. A Brassica oleracea var. capitata (repolho) é tradicionalmente utilizada por suas propriedades cicatrizantes, anti-inflamatórias e antioxidantes, devido a compostos bioativos como glucosinolatos, flavonoides e sulforafano. Este estudo clínico randomizado e piloto investiga o potencial terapêutico do extrato de Brassica oleracea no tratamento da SGM. Assim, a proposta deste estudo foi analisar os efeitos do creme hidratante genital contendo Brassica oleracea no tratamento dos sintomas da SGM e na qualidade de vida de mulheres na Pós Menopausa. Métodos: Realizou-se um ensaio clínico randomizado, triplo-cego e controlado, envolvendo 38 mulheres na pós menopausa (50-65 anos) com diagnóstico de SGM. As participantes foram aleatoriamente alocadas em dois grupos: intervenção (creme hidratante genital com 10% de extrato glicólico de Brassica oleracea) e controle (creme hidratante genital comum). Os cremes foram aplicados de forma intravaginal a cada 72 horas, durante 12 semanas. A avaliação dos sintomas foi conduzida por meio dos questionários Índice de Saúde Vaginal (VHI), Escala de Sintomas de Atrofia (ESA), Women\'s Health Questionnaire (WHQ) e Índice de Função Sexual Feminina (IFSF). Exames clínicos e laboratoriais, incluindo pH vaginal, Índice de Maturação Celular e culturas microbiológicas, foram realizados para verificar a segurança e eficácia dos tratamentos. Resultados: O Grupo brassica apresentou melhorias significativas no Índice de Saúde Vaginal (VHI) total ao longo do tempo (p=0,0177), enquanto o Grupo Controle não mostrou mudanças significativas (p=0,2496). A Escala de Sintomas Atróficos (ESA) revelou redução significativa dos sintomas em ambos os grupos (p=0,0001), com o Grupo brassica mostrando melhorias mais acentuadas em sintomas como prurido (p=0,002), secura (p<0,001) e dor (p<0,001). No Índice de Função Sexual Feminina (IFSF), o Grupo brassica apresentou melhorias significativas em itens relacionados à satisfação sexual (p=0,016), excitação (p=0,032) e lubrificação (p=0,037), enquanto o Grupo Controle não mostrou mudanças significativas. As análises de regressão identificaram fatores associados à melhora nos sintomas urogenitais, destacando a eficácia superior do tratamento com Brassica oleracea em comparação ao hidratante vaginal comum. No grupo Brassica oleracea, mulheres que haviam passado por histerectomia apresentaram aumento na chance de melhora na elasticidade vaginal (p = 0,011). Além disso, mulheres com sintomas de longa duração tiveram maior chance de melhora na elasticidade vaginal (p = 0,043). A satisfação com a vida sexual foi associada ao aumento na chance de melhora em diversos parâmetros, incluindo elasticidade, integridade e lubrificação vaginal, em ambos os grupos. Por outro lado, a presença de secura severa foi relacionada à redução na chance de melhora em diversos parâmetros em ambos os grupos. A análise dos exames laboratoriais indicou que o tratamento com Brassica oleracea foi bem tolerado, sem alterações adversas significativas nos perfis hepático e renal das participantes. Conclusão: O creme hidratante genital contendo 10% de extrato glicólico de Brassica oleracea var. capitata mostrou-se uma alternativa promissora para o tratamento da SGM em mulheres pós-menopáusicas, demonstrando potencial para melhorar sintomas, função sexual e qualidade de vida. Apesar das limitações, como o tamanho reduzido da amostra e diferenças basais entre os grupos, os resultados incentivam a realização de estudos adicionais com amostras maiores e controle rigoroso de variáveis para confirmar a eficácia e segurança a longo prazo do extrato de Brassica oleracea no tratamento da SGMIntroduction: Genitourinary Syndrome of Menopause (SGM) significantly affects the quality of life of postmenopausal women, presenting with vaginal dryness, dyspareunia, pruritus, and irritation, primarily due to hypoestrogenism. Although the literature offers hormonal and non-hormonal treatments, the search for safe and effective alternatives is crucial for women who have contraindications to topical intravaginal hormonal therapy. Brassica oleracea var. capitata (cabbage) has been traditionally used for its wound-healing, anti-inflammatory, and antioxidant properties, attributed to bioactive compounds such as glucosinolates, flavonoids, and sulforaphane. This randomized pilot clinical trial investigates the therapeutic potential of Brassica oleracea extract in the treatment of SGM. Thus, the aim of this study was to analyze the effects of a genital moisturizing cream containing Brassica oleracea in treating SGM symptoms and improving the quality of life of postmenopausal women. Methods: A triple-blind, randomized, controlled clinical trial was conducted, involving 38 postmenopausal women (aged 5065) diagnosed with SGM. Participants were randomly allocated into two groups: the intervention group (genital moisturizing cream with 10% glycolic extract of Brassica oleracea) and the control group (standard genital moisturizing cream). The creams were applied intravaginally every 72 hours over 12 weeks. Symptom assessment was conducted using the Vaginal Health Index (VHI), Atrophy Symptoms Scale (ESA), Womens Health Questionnaire (WHQ), and Female Sexual Function Index (FSFI). Clinical and laboratory evaluations, including vaginal pH, Cellular Maturation Index, and microbiological cultures, were performed to verify the safety and efficacy of the treatments. Results: The experimental group showed significant improvements in the total Vaginal Health Index (VHI) over time (p=0.0177), whereas the control group showed no significant changes (p=0.2496). The Atrophy Symptoms Scale (ESA) revealed a significant reduction in symptoms in both groups (p=0.0001), with the experimental group showing more pronounced improvements in symptoms such as pruritus (p=0.002), dryness (p<0.001), and pain (p<0.001). On the Female Sexual Function Index (FSFI), the experimental group demonstrated significant improvements in items related to sexual satisfaction (p=0.016), arousal (p=0.032), and lubrication (p=0.037), while the control group showed no significant changes. Regression analyses identified factors associated with improvement in urogenital symptoms, highlighting the superior efficacy of Brassica oleracea treatment compared to the standard vaginal moisturizer, including variables related to sexual function, time since menopause, and body mass index. Conclusion: The genital moisturizing cream containing 10% glycolic extract of Brassica oleracea var. capitata proved to be a promising alternative for treating SGM in postmenopausal women, demonstrating potential to improve symptoms, sexual function, and quality of life. Despite limitations such as the small sample size and baseline differences between groups, the results encourage further studies with larger samples and rigorous control of variables to confirm the long-term efficacy and safety of Brassica oleracea extract in SGM treatmentBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSorpreso, Isabel Cristina EspositoPortella, Caio Fabio Schlechta2025-02-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-04082025-151523/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-04T18:39:02Zoai:teses.usp.br:tde-04082025-151523Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-04T18:39:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Estudo clínico randomizado da brassica oleracea no tratamento da síndrome geniturinária da menopausa : ensaio piloto com análise da qualidade de vida e sintomas urogenitais após tratamento intravaginal Randomized clinical trial of Brassica oleracea in the treatment of genitourinary syndrome of menopause: a pilot study with quality of life and urogenital symptoms analysis following intravaginal treatment |
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Introdução: A Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM) afeta significativamente a qualidade de vida de mulheres na pós-menopausa, manifestando-se por secura vaginal, dispareunia, prurido e irritação, devido principalmente ao hipoestrogenismo. Embora a literatura apresente tratamentos hormonais e não hormonais, a pesquisa por alternativas seguras e eficazes para aquelas mulheres que possuam contraindicações à terapia hormonal tópica, intravaginal, faz-se necessário. A Brassica oleracea var. capitata (repolho) é tradicionalmente utilizada por suas propriedades cicatrizantes, anti-inflamatórias e antioxidantes, devido a compostos bioativos como glucosinolatos, flavonoides e sulforafano. Este estudo clínico randomizado e piloto investiga o potencial terapêutico do extrato de Brassica oleracea no tratamento da SGM. Assim, a proposta deste estudo foi analisar os efeitos do creme hidratante genital contendo Brassica oleracea no tratamento dos sintomas da SGM e na qualidade de vida de mulheres na Pós Menopausa. Métodos: Realizou-se um ensaio clínico randomizado, triplo-cego e controlado, envolvendo 38 mulheres na pós menopausa (50-65 anos) com diagnóstico de SGM. As participantes foram aleatoriamente alocadas em dois grupos: intervenção (creme hidratante genital com 10% de extrato glicólico de Brassica oleracea) e controle (creme hidratante genital comum). Os cremes foram aplicados de forma intravaginal a cada 72 horas, durante 12 semanas. A avaliação dos sintomas foi conduzida por meio dos questionários Índice de Saúde Vaginal (VHI), Escala de Sintomas de Atrofia (ESA), Women\'s Health Questionnaire (WHQ) e Índice de Função Sexual Feminina (IFSF). Exames clínicos e laboratoriais, incluindo pH vaginal, Índice de Maturação Celular e culturas microbiológicas, foram realizados para verificar a segurança e eficácia dos tratamentos. Resultados: O Grupo brassica apresentou melhorias significativas no Índice de Saúde Vaginal (VHI) total ao longo do tempo (p=0,0177), enquanto o Grupo Controle não mostrou mudanças significativas (p=0,2496). A Escala de Sintomas Atróficos (ESA) revelou redução significativa dos sintomas em ambos os grupos (p=0,0001), com o Grupo brassica mostrando melhorias mais acentuadas em sintomas como prurido (p=0,002), secura (p<0,001) e dor (p<0,001). No Índice de Função Sexual Feminina (IFSF), o Grupo brassica apresentou melhorias significativas em itens relacionados à satisfação sexual (p=0,016), excitação (p=0,032) e lubrificação (p=0,037), enquanto o Grupo Controle não mostrou mudanças significativas. As análises de regressão identificaram fatores associados à melhora nos sintomas urogenitais, destacando a eficácia superior do tratamento com Brassica oleracea em comparação ao hidratante vaginal comum. No grupo Brassica oleracea, mulheres que haviam passado por histerectomia apresentaram aumento na chance de melhora na elasticidade vaginal (p = 0,011). Além disso, mulheres com sintomas de longa duração tiveram maior chance de melhora na elasticidade vaginal (p = 0,043). A satisfação com a vida sexual foi associada ao aumento na chance de melhora em diversos parâmetros, incluindo elasticidade, integridade e lubrificação vaginal, em ambos os grupos. Por outro lado, a presença de secura severa foi relacionada à redução na chance de melhora em diversos parâmetros em ambos os grupos. A análise dos exames laboratoriais indicou que o tratamento com Brassica oleracea foi bem tolerado, sem alterações adversas significativas nos perfis hepático e renal das participantes. Conclusão: O creme hidratante genital contendo 10% de extrato glicólico de Brassica oleracea var. capitata mostrou-se uma alternativa promissora para o tratamento da SGM em mulheres pós-menopáusicas, demonstrando potencial para melhorar sintomas, função sexual e qualidade de vida. Apesar das limitações, como o tamanho reduzido da amostra e diferenças basais entre os grupos, os resultados incentivam a realização de estudos adicionais com amostras maiores e controle rigoroso de variáveis para confirmar a eficácia e segurança a longo prazo do extrato de Brassica oleracea no tratamento da SGM |
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