A empatia em Freud e em Ferenczi: em busca de uma ferramenta para a clínica psicanalítica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Vieira, Bartholomeu de Aguiar
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-01092017-094544/
Resumo: Este trabalho tem como objeto a compreensão do lugar da empatia na técnica psicanalítica. Acompanhando a discussão realizada por Freud e por Ferenczi a respeito desse tema, originado de um debate sobre o ocultismo foi possível observar como, apesar de não receber destaque nas recomendações técnicas dos anos 1915 e não fazer parte do hall clássico da teoria da técnica a empatia veio a se tornar um assunto importante a ambos os autores e presente de inúmeras formas sutis dentro de suas recomendações. Assim, a partir de uma primeira questão referente a forma como cada um dos autores compreendia o papel da empatia, lançou-se a hipótese de que a prerrogativa da empatia, já estava presente desde o começo da prática clínica, vindo em seguida a se tornar um fenômeno produtor de uma ética balizada na elasticidade e na modificação do dispositivo interpretativo, fundamentalmente submetida ao tato. Pretendeu-se com a inquietação a respeito de qual deveria ser seu lugar, atribui-lo a categoria operacional de uma ferramenta norteadora da conduta clínica. A estratégia adotada para analisar os elementos que se evidenciaram através do levantamento bibliográfico de diversos textos dos autores, assim como de sua correspondência pessoal foi a de matizar suas posturas, evitando dicotomizações superficiais. Encontrou-se como um resultado da investigação um lugar de manejo para a empatia através de uma prática voltada à circulação de afetos e submetida a autorização, convicção e ao tato. Contudo, apesar de o fundamental da experiência empática ser o compartilhar afetivo, percebe-se como a implicação do analista é um elemento complexo e trabalhado de forma diferente pelos autores. Portanto, estando de posse da opinião de uma filiação paradoxal entre Freud e Ferenczi, procurou-se integrar as intenções clínicas de Ferenczi para conceituar um tipo de conduta com a transferência afinada a uma ética da empatia; uma nova técnica de perspectivas estéticas
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