Adesão de pacientes HIV submetidos precocemente a terapia antirretroviral

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Nunes Júnior, Sebastião Silveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
HIV
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-27042018-111219/
Resumo: Introdução: A Organização Mundial da Saúde recomenda que a terapia antirretroviral deva ter início imediato para todos os portadores do HIV independente da presença ou ausência de sintomas da Aids. Esta nova diretriz tem como base que o início precoce da terapia antirretroviral estimula o sistema imune, diminui o risco de morbimortalidade associadas ao HIV e reduz o risco de transmissão Objetivo: analisar adesão de portadores do HIV submetidos precocemente à terapia antirretroviral. Hipótese: Portadores do HIV assintomáticos apresentam baixa adesão quando submetidos à terapia antirretroviral precocemente, decorrente dos efeitos colaterais da medicação. Método: Estudo transversal, descritivo, prospectivo com abordagem quantitativa. Os dados foram obtidos por entrevista individual com formulário para levantamento das características sociodemográficas e para avaliar adesão à terapia antirretroviral, foi utilizada a adaptação brasileira do Cuestionario para la Evaluación de la Adhesión al Tratamiento Antiretroviral CEAT-VIH. Para interpretação, compreensão e estruturação das análises do fenômeno foi adotado o referencial teórico da vulnerabilidade. A análise dos dados foi processada no Software Stata 13.1®. As variáveis foram analisadas por meio de frequência absoluta e relativa (frequência simples, média e desvio padrão) e de acordo com os resultados, o teste do Qui-quadrado de Pearson. Resultado: Entre os 53 entrevistados, 81,1% foram classificados como aderentes e 18,9% como não aderentes. Predominou a população masculina e a faixa etária de 25 a 44 anos, a cor branca e boa escolaridade. Os determinantes da adesão a TARV foram: maior escolaridade, estar casado ou morar com família e boa relação médico/paciente, para a não adesão foram: sentir-se melhor após o início do tratamento, falta de apoio das pessoas do convívio social e ciência do parceiro sobre a soropositvidade. Ao que se refere a vulnerabilidade nas três dimensões, verificou-se que na dimensão individual: falta de conhecimento sobre os medicamentos em uso, presença de rede de apoio social e mudança de comportamento social (sexo sem preservativo), foram os que mais influenciaram para a não adesão. Na dimensão social, vínculo interpessoal com familiares e amigos íntimos, influenciou positivamente a adesão. Programaticamente, verificou-se que a estrutura oferecida aos usuários foi considerada adequada e contribuíram para a adesão. Conclusão: O estudo mostrou a necessidade de pesquisas acerca da adesão a TARV, em pacientes submetidos precocemente ao tratamento, com outros instrumentos, em outros Centros de Referencias, com número maior de portadores, para avaliar este programa terapêutico, visto que esse é o último consenso em termos de terapia e o uso prolongado associado aos efeitos colaterais, são fatores que podem interferir na adesão.
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spelling Adesão de pacientes HIV submetidos precocemente a terapia antirretroviralAdherence of HIV patients under early submission to antiretroviral therapyAcquired Immunodeficiency SyndromeAdesão à MedicaçãoEnfermagemHigh Activity Antiretroviral TherapyHIVHIVMedication AdherenceNursingSíndrome de Imunodeficiência AdquiridaTerapia Antirretroviral de Alta AtividadeIntrodução: A Organização Mundial da Saúde recomenda que a terapia antirretroviral deva ter início imediato para todos os portadores do HIV independente da presença ou ausência de sintomas da Aids. Esta nova diretriz tem como base que o início precoce da terapia antirretroviral estimula o sistema imune, diminui o risco de morbimortalidade associadas ao HIV e reduz o risco de transmissão Objetivo: analisar adesão de portadores do HIV submetidos precocemente à terapia antirretroviral. Hipótese: Portadores do HIV assintomáticos apresentam baixa adesão quando submetidos à terapia antirretroviral precocemente, decorrente dos efeitos colaterais da medicação. Método: Estudo transversal, descritivo, prospectivo com abordagem quantitativa. Os dados foram obtidos por entrevista individual com formulário para levantamento das características sociodemográficas e para avaliar adesão à terapia antirretroviral, foi utilizada a adaptação brasileira do Cuestionario para la Evaluación de la Adhesión al Tratamiento Antiretroviral CEAT-VIH. Para interpretação, compreensão e estruturação das análises do fenômeno foi adotado o referencial teórico da vulnerabilidade. A análise dos dados foi processada no Software Stata 13.1®. As variáveis foram analisadas por meio de frequência absoluta e relativa (frequência simples, média e desvio padrão) e de acordo com os resultados, o teste do Qui-quadrado de Pearson. Resultado: Entre os 53 entrevistados, 81,1% foram classificados como aderentes e 18,9% como não aderentes. Predominou a população masculina e a faixa etária de 25 a 44 anos, a cor branca e boa escolaridade. Os determinantes da adesão a TARV foram: maior escolaridade, estar casado ou morar com família e boa relação médico/paciente, para a não adesão foram: sentir-se melhor após o início do tratamento, falta de apoio das pessoas do convívio social e ciência do parceiro sobre a soropositvidade. Ao que se refere a vulnerabilidade nas três dimensões, verificou-se que na dimensão individual: falta de conhecimento sobre os medicamentos em uso, presença de rede de apoio social e mudança de comportamento social (sexo sem preservativo), foram os que mais influenciaram para a não adesão. Na dimensão social, vínculo interpessoal com familiares e amigos íntimos, influenciou positivamente a adesão. Programaticamente, verificou-se que a estrutura oferecida aos usuários foi considerada adequada e contribuíram para a adesão. Conclusão: O estudo mostrou a necessidade de pesquisas acerca da adesão a TARV, em pacientes submetidos precocemente ao tratamento, com outros instrumentos, em outros Centros de Referencias, com número maior de portadores, para avaliar este programa terapêutico, visto que esse é o último consenso em termos de terapia e o uso prolongado associado aos efeitos colaterais, são fatores que podem interferir na adesão.Introduction: The World Health Organization recommends that antiretroviral therapy (ART) should start immediately for all HIV patients regardless of the presence or absence of AIDS symptoms. This new guideline is based on the fact that the early initiation of antiretroviral therapy stimulates the immune system, reduces the risk of HIV-associated morbidity and mortality, and reduces the risk of its transmission. Objective: To analyze the adherence of HIV patients under early submission to antiretroviral therapy. Hypothesis: Asymptomatic HIV carriers have low adherence when submitted to antiretroviral therapy early due to the side effects of the medication. Methods: This is a cross-sectional descriptive prospective study with a quantitative approach. The data were obtained through individual interviews with a form to collect sociodemographic characteristics and to evaluate adherence to the antiretroviral therapy. An adapted Brazilian version of the Cuestionario para la Evaluación de la Adhesión al Tratamiento Antiretroviral CEAT-VIH (Questionnaire for the Evaluation of Adherence to Antiretroviral Therapy) was used. For the interpretation, understanding and structuring of the analyses of the phenomenon, the theoretical framework of vulnerability was adopted. Data analysis was processed in Stata 13.1® Software. The variables were analyzed by means of absolute and relative frequency (simple frequency, mean and standard deviation) and according to the results, the Pearson\'s Chi-square test. Results: Among the 53 interviewees, 81.1% were classified as adherents and 18.9% were non-adherents. The predominant people were male, aged between 25 and 44, white, and well educated. The determinants of adherence to ART were: greater schooling, being married or living with family and good doctor/patient relationship. Those ones for non-adherence were: feeling better after starting the treatment, lack of support from people from their social interaction and their partners awareness on the seropositivity. Vulnerability can be considered in three dimensions. In the individual dimension, lack of knowledge about the drugs in use, presence of a social support network, and social behavior change (sex without a condom) were the factors that mostly influenced the non-adhesion. In the social dimension, interpersonal bonding with family and close friends positively influenced the adhesion. Programmatically, it was verified that the structure offered to the users was considered adequate and contributed to the adhesion. Conclusion: The study showed the need for research on ART adherence in patients submitted to treatment early with other instruments in other Reference Centers with a greater number of patients in order to evaluate this therapeutic program, since this is the last consensus in terms of therapy. Prolonged use associated with side effects are factors that may interfere with adherence.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCiosak, Suely ItsukoNunes Júnior, Sebastião Silveira2017-05-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-27042018-111219/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2018-07-19T20:50:39Zoai:teses.usp.br:tde-27042018-111219Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212018-07-19T20:50:39Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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