Depressão como fator de risco para não adesão aos ARTs em homens vivendo com HIV em São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Moraes, Ricardo Pereira de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
HIV
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5179/tde-03102022-141206/
Resumo: Objetivos: Determinar índices de adesão a TARV nesta população. Verificar a associação entre adesão a TARV e depressão em homens vivendo com HIV. Metodologia: Estudo com delineamento transversal, de caráter quantitativo, utilizando amostra de conveniência composta por 576 homens vivendo com HIV, na faixa etária de 18 a 80 anos de idade. Realizado no ambulatório de Infectologia geral do Instituto de Infectologia Emilio Ribas e no CRT/ Centro de Referência e Treinamento em IST/AIDS, no período de agosto de 2018 e fevereiro de 2020. Utilizou- se questionários validados para classificar adesão e depressão. Resultados: Considerando a variável adesão o estudo indicou que depressão grave esta associada a menor adesão a TARV, e maior nível de escolaridade aumentam as chances de adesão ao tratamento. Os nossos resultados apontam que depressão na sua forma grave, esta relacionada a queda no comportamento de adesão a medicação. Outro fator de destaque para presença do quadro de depressão grave foi a variável classificação social, quanto mais baixo o estrato social, maiores as chances de desenvolver sintomas de depressão significativos. Conclusões: Os resultados encontrados neste estudo demonstraram que depressão grave, que é incapacitante, predispõe a baixa adesão a TARV, nível maior de escolaridade aumentam as chances de adesão ao tratamento. Classificação social baixa (classes C/D/E) tem aumento expressivo das chances de desenvolver algum nível de depressão com significativos e graves sintomas, Tempo de tratamento longo reduz as chances de adesão, proporcionalmente também reduz chances de desenvolver um quadro de depressão grave. Estes achados sugerem que esta população deve ser considerada de risco para depressão assim como para baixa adesão. Equipes de saúde devem estar alertas para evitar comorbidades e complicações garantindo assim, qualidade de vida para pessoas vivendo com HIV
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