Avaliação da cicatrização neointimal de stent farmacológico de segunda geração longo, com formato cônico e hastes ultrafinas (estudo TAPER-I): um estudo de tomografia de coerência óptica baseada em inteligência artificial
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-04112025-173151/ |
Resumo: | Introdução: Stents farmacológicos de segunda geração, com hastes ultrafinas, apresentam um recobrimento mais precoce das hastes, potencialmente reduzindo os riscos de trombose intrastent e reestenose. No entanto, há dados limitados sobre stents cônicos mais longos (30 mm). Objetivo: Avaliar a porcentagem de recobrimento das hastes aos seis meses, por meio da tomografia de coerência óptica (OCT), após o tratamento de lesões coronárias longas com um stent farmacológico de segunda geração, com formato cônico, hastes ultrafinas e células híbridas. Métodos: Estudo prospectivo, unicêntrico, incluindo pacientes com doença arterial coronária estável, submetidos à intervenção coronária percutânea (ICP) com o stent BioMime® Morph de 30 a 60 mm. Foram realizadas reavaliações angiográficas e por OCT aos seis meses, com acompanhamento clínico por um ano. O desfecho primário foi o recobrimento das hastes aos seis meses. Desfechos secundários incluíram: má-aposição das hastes aos 6 meses; performance do dispositivo intraprocedimento (navegabilidade), sucesso angiográfico e clínico, assim como revascularização da lesão alvo; desfecho clínico combinado de morte, infarto não fatal e revascularização do vaso-alvo; e trombose intrastent. Resultados: Entre 2019 e 2020, 35 pacientes (46 lesões, comprimento médio do stent 43,3 ± 11,4 mm) foram tratados. A idade média foi de 64,2 anos; 54,3% eram homens, 91,4% hipertensos e 42,9% diabéticos. A navegabilidade do stent foi adequada, com alta taxa de sucesso angiográfico e clínico (100%). Aos seis meses, a OCT mostrou taxa de recobrimento das hastes de 98,5% e má-aposição de 0,81%. Um paciente (2,8%) necessitou de revascularização do vaso-alvo, mas não da lesãoalvo. Não houve óbitos, IAM ou trombose intrastent. Conclusões: O estudo TAPER-I demonstrou que o stent farmacológico, de segunda geração, com formato cônico e hastes ultrafinas BioMime® Morph é seguro e eficaz para o tratamento de lesões coronárias longas, apresentando alta taxa de recobrimento das hastes e mínima má-aposição. Esses resultados reforçam seu potencial como uma alternativa promissora para o tratamento de lesões coronárias longas, justificando uma avaliação adicional em estudos maiores, com seguimento clínico de longo prazo. |
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Avaliação da cicatrização neointimal de stent farmacológico de segunda geração longo, com formato cônico e hastes ultrafinas (estudo TAPER-I): um estudo de tomografia de coerência óptica baseada em inteligência artificialEvaluation of neointimal healing of a long second-generation tapered drug-eluting stent, with ultrathin struts (TAPER-I Study): an artificial intelligence-based optical coherence tomography studyAngioplastiaAngioplastyArtificial intelligenceCoronary artery diseaseDoença da artéria coronarianaDrug-eluting stentsInteligência artificialNeointimaNeoíntimaStents farmacológicosTomografia de coerência ópticaTomography optical coherenceIntrodução: Stents farmacológicos de segunda geração, com hastes ultrafinas, apresentam um recobrimento mais precoce das hastes, potencialmente reduzindo os riscos de trombose intrastent e reestenose. No entanto, há dados limitados sobre stents cônicos mais longos (30 mm). Objetivo: Avaliar a porcentagem de recobrimento das hastes aos seis meses, por meio da tomografia de coerência óptica (OCT), após o tratamento de lesões coronárias longas com um stent farmacológico de segunda geração, com formato cônico, hastes ultrafinas e células híbridas. Métodos: Estudo prospectivo, unicêntrico, incluindo pacientes com doença arterial coronária estável, submetidos à intervenção coronária percutânea (ICP) com o stent BioMime® Morph de 30 a 60 mm. Foram realizadas reavaliações angiográficas e por OCT aos seis meses, com acompanhamento clínico por um ano. O desfecho primário foi o recobrimento das hastes aos seis meses. Desfechos secundários incluíram: má-aposição das hastes aos 6 meses; performance do dispositivo intraprocedimento (navegabilidade), sucesso angiográfico e clínico, assim como revascularização da lesão alvo; desfecho clínico combinado de morte, infarto não fatal e revascularização do vaso-alvo; e trombose intrastent. Resultados: Entre 2019 e 2020, 35 pacientes (46 lesões, comprimento médio do stent 43,3 ± 11,4 mm) foram tratados. A idade média foi de 64,2 anos; 54,3% eram homens, 91,4% hipertensos e 42,9% diabéticos. A navegabilidade do stent foi adequada, com alta taxa de sucesso angiográfico e clínico (100%). Aos seis meses, a OCT mostrou taxa de recobrimento das hastes de 98,5% e má-aposição de 0,81%. Um paciente (2,8%) necessitou de revascularização do vaso-alvo, mas não da lesãoalvo. Não houve óbitos, IAM ou trombose intrastent. Conclusões: O estudo TAPER-I demonstrou que o stent farmacológico, de segunda geração, com formato cônico e hastes ultrafinas BioMime® Morph é seguro e eficaz para o tratamento de lesões coronárias longas, apresentando alta taxa de recobrimento das hastes e mínima má-aposição. Esses resultados reforçam seu potencial como uma alternativa promissora para o tratamento de lesões coronárias longas, justificando uma avaliação adicional em estudos maiores, com seguimento clínico de longo prazo.Introduction: Second-generation drug-eluting stents with ultra-thin struts exhibit earlier strut coverage, potentially reducing in-stent thrombosis and restenosis risks. However, there is limited data on longer tapered stents (30 mm). Objective: To evaluate the strut coverage percentage at six months, using optical coherence tomography (OCT), after treating long coronary lesions with a second-generation, tapered drug-eluting stent with ultrathin struts and hybrid cells. Methods: This prospective, single-center study included patients with stable coronary artery disease who underwent percutaneous coronary intervention (PCI) with the BioMime® Morph stent (30 mm - 60 mm). Angiographic and OCT reassessments were performed at six months, with clinical follow-up for one year. The primary outcome was strut coverage at six months. Secondary outcomes included: strut malapposition at 6 months; intraprocedural device performance (deliverability); angiographic and clinical success, as well as target lesion revascularization; the combined outcome of death, non-fatal myocardial infarction (MI), and target vessel revascularization; in-stent thrombosis. Results: Between 2019 and 2020, 35 patients (46 lesions, mean stent length 43.3 ± 11.4 mm) were treated. The mean age was 64.2 years; 54.3% were male, 91.4% hypertensive, and 42.9% diabetic. Stent navigability was adequate, with a high angiographic and clinical success rate (100%). At six months, OCT showed 98.5% strut coverage and 0.81% stent malapposition. One patient (2.8%) required target vessel revascularization but not target lesion revascularization. No deaths, MI, or in-stent thrombosis occurred. Conclusions: The TAPER-I study demonstrated that the tapered BioMime® Morph stent was safe and effective for long coronary lesions, achieving a high grade of strut coverage and minimal malapposition. These results reinforce its potential as a promising alternative for treating long coronary lesions, justifying further evaluation in larger studies with long-term follow-up.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRibeiro, Henrique BarbosaValim, Leandro Richa2025-06-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-04112025-173151/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-04T20:04:02Zoai:teses.usp.br:tde-04112025-173151Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-04T20:04:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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