Efeito de uma intervenção nutricional em gestantes com sobrepeso e da qualidade da dieta materna no crescimento infantil até os seis meses
| Ano de defesa: | 2024 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Resumo: | Introdução: Evidências sugerem que a adoção de hábitos de vida saudáveis, dentre eles uma melhor qualidade da dieta, durante a gestação influenciam no crescimento e desenvolvimento fetal e infantil. Objetivos: (1) Avaliar o efeito de um protocolo de aconselhamento nutricional, baseado no incentivo ao consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, ganho de peso saudável durante a gestação, ingestão de água e prática de atividade física, em gestantes adultas com sobrepeso, nos parâmetros antropométricos infantis aos seis meses. (2) Avaliar o efeito da qualidade da dieta materna no início da gestação nos parâmetros de crescimento infantil ao nascer e aos seis meses. Métodos: (1) O estudo integra as atividades de um ensaio clínico aleatorizado controlado conduzido entre 350 gestantes com sobrepeso atendidas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Ribeirão Preto-SP. As participantes foram alocadas aleatoriamente nos grupos de tratamento [(intervenção (GI) ou controle (GC)]. As mulheres alocadas no GI receberam três sessões de orientação nutricional durante o pré-natal, com orientações em relação ao ganho de peso adequado durante a gestação, incentivo ao consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, ingestão de água, prática de atividade física, evitando o consumo de produtos ultraprocessados. Foram realizadas duas avaliações com as participantes durante a gestação e uma após o parto, onde foram obtidos dados do recém-nascido e da puérpera. Os dados de peso e comprimento das crianças aos seis meses foram obtidos por levantamento de dados secundários nos sistemas de informação e prontuários. Os índices antropométricos peso-para-idade (P/I), comprimento-para-idade (C/I), peso-para-comprimento(P/C) e índice de massa corporal-para-idade (IMC/I) foram calculados e classificados de acordo com as curvas da Organização Mundial da Saúde. (2) A qualidade da dieta materna no início da gestação foi avaliada pelo Índice de Qualidade da Dieta adaptado para Gestantes (IQDAG), composto por nove componentes: hortaliças, leguminosas e frutas frescas (porções/1000 kcal); ferro, folato, cálcio, ômega 3, fibras e o percentual energético proveniente do consumo de produtos ultraprocessados como componente moderador. Modelos de regressão linear ajustados foram empregados para investigar o efeito da intervenção e da qualidade da dieta das gestantes nos valores de escore-Z dos índices antropométricos infantis ao nascer e aos seis meses. As análises foram realizadas no software SPSS e o nível de significância p< 0,05 foi adotado. Resultados: As médias (DP) de peso (g) e comprimento (cm) das crianças ao nascer foram de 3234.0g (572.6) e 48.9cm (2.4), e aos seis meses foram de 7856,1 (1,13) e 67 (2,9), respectivamente. (1) Em modelos de regressão linear ajustados, não se observou efeito da intervenção no crescimento infantil aos seis meses {P/C escore-Z [ β0,089 (IC 95% - 0.250; 0,427), p=0,610]; C/I escore-Z [ β0.032 (IC 95% -0.299; 0.363), p= 0.85]; W/A escore-Z [ β0.070 (IC 95% - 0.260; 0.400), p=0.680]; BMI/A escore-Z [ β0.072 (IC 95% -0.270; 0.414), p= 0.680}. (2) Porém, observou-se correlação positiva entre o consumo de frutas com peso ao nascer (PN) (β0.166[IC95%0.014;0.236], p=.027), ingestão de cálcio com escore-Z de peso ao nascer(PNZ) (β0.151[IC95%0.000;0.002], p=.042), ingestão de folato com PN (β0.171[IC95%0.000;0.001], p=.022) e comprimento ao nascer (β0.159[IC95%0.000;0.003], p=.034); e ingestão de ferro e escore-Z de comprimento ao nascer (β0.157[IC95%0.001;0.017], p=.035). Aos seis meses, a pontuação do IQDAG se associou positivamente com comprimento-para-idade (escore-Z, CIZ)(β0.234[IC95%0.011;0.043], p=.001); consumo de frutas com CIZ (β0.154[IC95%0.018;0.470], p=.035) e peso-para-idade (escore-Z,PIZ) (β0.159[IC95%0.027;0.481], p=.029), e a ingestão de cálcio com CIZ (β0.170[IC95%0.000;0.003], p=.019). Conclusão: (1) No presente estudo, o protocolo de aconselhamento nutricional aplicado durante o pré-natal em gestantes com sobrepeso não foi capaz de influenciar os parâmetros de crescimento infantil aos seis meses na amostra analisada. (2) Uma melhor qualidade da dieta no início da gestação contribui para o crescimento fetal adequado, influenciando positivamente os parâmetros antropométricos ao nascer e aos seis meses. |
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Efeito de uma intervenção nutricional em gestantes com sobrepeso e da qualidade da dieta materna no crescimento infantil até os seis mesesEffect of a nutritional intervention in overweight pregnant women and the quality of the maternal diet on child growth up to six monthsChild growthConsumo alimentarCrescimento infantilFood consumptionGestantesIntervenção nutricionalNutritional interventionPregnant womenIntrodução: Evidências sugerem que a adoção de hábitos de vida saudáveis, dentre eles uma melhor qualidade da dieta, durante a gestação influenciam no crescimento e desenvolvimento fetal e infantil. Objetivos: (1) Avaliar o efeito de um protocolo de aconselhamento nutricional, baseado no incentivo ao consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, ganho de peso saudável durante a gestação, ingestão de água e prática de atividade física, em gestantes adultas com sobrepeso, nos parâmetros antropométricos infantis aos seis meses. (2) Avaliar o efeito da qualidade da dieta materna no início da gestação nos parâmetros de crescimento infantil ao nascer e aos seis meses. Métodos: (1) O estudo integra as atividades de um ensaio clínico aleatorizado controlado conduzido entre 350 gestantes com sobrepeso atendidas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Ribeirão Preto-SP. As participantes foram alocadas aleatoriamente nos grupos de tratamento [(intervenção (GI) ou controle (GC)]. As mulheres alocadas no GI receberam três sessões de orientação nutricional durante o pré-natal, com orientações em relação ao ganho de peso adequado durante a gestação, incentivo ao consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, ingestão de água, prática de atividade física, evitando o consumo de produtos ultraprocessados. Foram realizadas duas avaliações com as participantes durante a gestação e uma após o parto, onde foram obtidos dados do recém-nascido e da puérpera. Os dados de peso e comprimento das crianças aos seis meses foram obtidos por levantamento de dados secundários nos sistemas de informação e prontuários. Os índices antropométricos peso-para-idade (P/I), comprimento-para-idade (C/I), peso-para-comprimento(P/C) e índice de massa corporal-para-idade (IMC/I) foram calculados e classificados de acordo com as curvas da Organização Mundial da Saúde. (2) A qualidade da dieta materna no início da gestação foi avaliada pelo Índice de Qualidade da Dieta adaptado para Gestantes (IQDAG), composto por nove componentes: hortaliças, leguminosas e frutas frescas (porções/1000 kcal); ferro, folato, cálcio, ômega 3, fibras e o percentual energético proveniente do consumo de produtos ultraprocessados como componente moderador. Modelos de regressão linear ajustados foram empregados para investigar o efeito da intervenção e da qualidade da dieta das gestantes nos valores de escore-Z dos índices antropométricos infantis ao nascer e aos seis meses. As análises foram realizadas no software SPSS e o nível de significância p< 0,05 foi adotado. Resultados: As médias (DP) de peso (g) e comprimento (cm) das crianças ao nascer foram de 3234.0g (572.6) e 48.9cm (2.4), e aos seis meses foram de 7856,1 (1,13) e 67 (2,9), respectivamente. (1) Em modelos de regressão linear ajustados, não se observou efeito da intervenção no crescimento infantil aos seis meses {P/C escore-Z [ β0,089 (IC 95% - 0.250; 0,427), p=0,610]; C/I escore-Z [ β0.032 (IC 95% -0.299; 0.363), p= 0.85]; W/A escore-Z [ β0.070 (IC 95% - 0.260; 0.400), p=0.680]; BMI/A escore-Z [ β0.072 (IC 95% -0.270; 0.414), p= 0.680}. (2) Porém, observou-se correlação positiva entre o consumo de frutas com peso ao nascer (PN) (β0.166[IC95%0.014;0.236], p=.027), ingestão de cálcio com escore-Z de peso ao nascer(PNZ) (β0.151[IC95%0.000;0.002], p=.042), ingestão de folato com PN (β0.171[IC95%0.000;0.001], p=.022) e comprimento ao nascer (β0.159[IC95%0.000;0.003], p=.034); e ingestão de ferro e escore-Z de comprimento ao nascer (β0.157[IC95%0.001;0.017], p=.035). Aos seis meses, a pontuação do IQDAG se associou positivamente com comprimento-para-idade (escore-Z, CIZ)(β0.234[IC95%0.011;0.043], p=.001); consumo de frutas com CIZ (β0.154[IC95%0.018;0.470], p=.035) e peso-para-idade (escore-Z,PIZ) (β0.159[IC95%0.027;0.481], p=.029), e a ingestão de cálcio com CIZ (β0.170[IC95%0.000;0.003], p=.019). Conclusão: (1) No presente estudo, o protocolo de aconselhamento nutricional aplicado durante o pré-natal em gestantes com sobrepeso não foi capaz de influenciar os parâmetros de crescimento infantil aos seis meses na amostra analisada. (2) Uma melhor qualidade da dieta no início da gestação contribui para o crescimento fetal adequado, influenciando positivamente os parâmetros antropométricos ao nascer e aos seis meses.Introduction: Evidence suggests that the adoption of healthy lifestyle habits, including better diet quality, during pregnancy influences fetal and child growth and development. Objectives: (1) Evaluate the effect of a nutritional counseling protocol, based on encouraging the consumption of fresh or minimally processed foods, healthy weight gain during pregnancy, water intake, and physical activity, in overweight pregnant adults, on children\'s anthropometric parameters at six months. (2) Evaluate the effect of the quality of the maternal diet at the beginning of pregnancy on child growth parameters at birth and at six months. Methods: (1) The study is part of a randomized controlled clinical trial conducted among 350 overweight pregnant women treated at Basic Health Units (UBS) in Ribeirão Preto-SP. Participants were randomly allocated to treatment groups [(intervention (GI) or control (CG)]. Women allocated to IG received three sessions of nutritional counseling during prenatal care, with guidance regarding adequate weight gain during pregnancy, encouraging the consumption of fresh or minimally processed foods, drinking water, practicing physical activity, avoiding the consumption of ultra-processed products. Two assessments were carried out with the participants during pregnancy and one after birth, when data of the newborn and postpartum women were obtained. The weight and length of the children at six months were obtained by collecting secondary data from information systems and medical records. Anthropometric indices weight-for-age (W/A), length-for-age (W/A), weight-for-length (W/l), and body mass index-for-age (BMI/A) were calculated and classified according to the World Health Organization curves. (2) The quality of the maternal diet at the beginning of pregnancy was assessed using the Diet Quality Index adapted for Pregnant Women (IQDAG), composed of nine components: vegetables, legumes, and fresh fruits (portions/1000 kcal); iron, folate, calcium, omega 3, fiber and the percentage of energy from the consumption of ultra-processed products as a moderating component. Adjusted linear regression models were used to investigate the effect of the intervention and the quality of the pregnant women\'s diet on the Z-score values of children\'s anthropometric indices at birth and at six months. The analyses were performed using SPSS software and the significance level of p< 0.05 was adopted. Results: The mean (SD) weight (g) and length (cm) of the children at birth were 3234.0g (572.6) and 48.9cm (2.4), and at six months they were 7856.1g (1.13) and 67cm (2.9), respectively. (1) In adjusted linear regression models, no effect of the intervention on child growth at six months was observed {W/L escore-Z [ β0.089 (IC 95% -0.250; 0.427), p =0.610]; L/A escore-Z [ β0.032 (IC 95% -0.299; 0.363), p = 0.85]; W/A escore-Z [ β0.070 (IC 95% -0.260; 0.400), p =0.680]; BMI/A escore-Z [ β0.072 (IC 95% -0.270; 0.414), p = 0.680}. (2) However, a positive correlation was observed between fruit consumption and birth weight (BW) (β0.166[IC95%0.014;0.236], p =.027), calcium intake with birth weight Z-score (BWZ) (β0.151[IC95%0.000;0.002], p =.042), folate intake and BW (β0.171[IC95%0.000;0.001], p =.022) and length at birth (β0.159[IC95%0.000;0.003], p =.034); and iron intake and birth length Z-score (β0.157[IC95%0.001;0.017], p =.035). At six months, the IQDAG score was positively associated with length-for-age (z-score, LAZ) (β0.234[IC95%0.011;0.043], ,i>p =.001); fruit consumption with CIZ (β0.154[IC95%0.018;0.470], p =.035) and weight-for-age (Z-score, WAZ) (β0.159[IC95%0.027;0.481], p =.029), and calcium intake with LAZ (β0.170[IC95%0.000;0.003], p =.019). Conclusion: (1) In the present study, the nutritional counseling protocol applied during prenatal care to overweight pregnant women was not able to influence child growth parameters at six months in the analyzed sample. (2) Better diet quality at the beginning of pregnancy contributes to adequate fetal growth, positively influencing anthropometric parameters at birth and at six months.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSartorelli, Daniela SaesSantos, Izabela da Silva2024-08-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17162/tde-16012025-092211/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-05T10:28:09Zoai:teses.usp.br:tde-16012025-092211Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-05T10:28:09Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: Evidências sugerem que a adoção de hábitos de vida saudáveis, dentre eles uma melhor qualidade da dieta, durante a gestação influenciam no crescimento e desenvolvimento fetal e infantil. Objetivos: (1) Avaliar o efeito de um protocolo de aconselhamento nutricional, baseado no incentivo ao consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, ganho de peso saudável durante a gestação, ingestão de água e prática de atividade física, em gestantes adultas com sobrepeso, nos parâmetros antropométricos infantis aos seis meses. (2) Avaliar o efeito da qualidade da dieta materna no início da gestação nos parâmetros de crescimento infantil ao nascer e aos seis meses. Métodos: (1) O estudo integra as atividades de um ensaio clínico aleatorizado controlado conduzido entre 350 gestantes com sobrepeso atendidas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Ribeirão Preto-SP. As participantes foram alocadas aleatoriamente nos grupos de tratamento [(intervenção (GI) ou controle (GC)]. As mulheres alocadas no GI receberam três sessões de orientação nutricional durante o pré-natal, com orientações em relação ao ganho de peso adequado durante a gestação, incentivo ao consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, ingestão de água, prática de atividade física, evitando o consumo de produtos ultraprocessados. Foram realizadas duas avaliações com as participantes durante a gestação e uma após o parto, onde foram obtidos dados do recém-nascido e da puérpera. Os dados de peso e comprimento das crianças aos seis meses foram obtidos por levantamento de dados secundários nos sistemas de informação e prontuários. Os índices antropométricos peso-para-idade (P/I), comprimento-para-idade (C/I), peso-para-comprimento(P/C) e índice de massa corporal-para-idade (IMC/I) foram calculados e classificados de acordo com as curvas da Organização Mundial da Saúde. (2) A qualidade da dieta materna no início da gestação foi avaliada pelo Índice de Qualidade da Dieta adaptado para Gestantes (IQDAG), composto por nove componentes: hortaliças, leguminosas e frutas frescas (porções/1000 kcal); ferro, folato, cálcio, ômega 3, fibras e o percentual energético proveniente do consumo de produtos ultraprocessados como componente moderador. Modelos de regressão linear ajustados foram empregados para investigar o efeito da intervenção e da qualidade da dieta das gestantes nos valores de escore-Z dos índices antropométricos infantis ao nascer e aos seis meses. As análises foram realizadas no software SPSS e o nível de significância p< 0,05 foi adotado. Resultados: As médias (DP) de peso (g) e comprimento (cm) das crianças ao nascer foram de 3234.0g (572.6) e 48.9cm (2.4), e aos seis meses foram de 7856,1 (1,13) e 67 (2,9), respectivamente. (1) Em modelos de regressão linear ajustados, não se observou efeito da intervenção no crescimento infantil aos seis meses {P/C escore-Z [ β0,089 (IC 95% - 0.250; 0,427), p=0,610]; C/I escore-Z [ β0.032 (IC 95% -0.299; 0.363), p= 0.85]; W/A escore-Z [ β0.070 (IC 95% - 0.260; 0.400), p=0.680]; BMI/A escore-Z [ β0.072 (IC 95% -0.270; 0.414), p= 0.680}. (2) Porém, observou-se correlação positiva entre o consumo de frutas com peso ao nascer (PN) (β0.166[IC95%0.014;0.236], p=.027), ingestão de cálcio com escore-Z de peso ao nascer(PNZ) (β0.151[IC95%0.000;0.002], p=.042), ingestão de folato com PN (β0.171[IC95%0.000;0.001], p=.022) e comprimento ao nascer (β0.159[IC95%0.000;0.003], p=.034); e ingestão de ferro e escore-Z de comprimento ao nascer (β0.157[IC95%0.001;0.017], p=.035). Aos seis meses, a pontuação do IQDAG se associou positivamente com comprimento-para-idade (escore-Z, CIZ)(β0.234[IC95%0.011;0.043], p=.001); consumo de frutas com CIZ (β0.154[IC95%0.018;0.470], p=.035) e peso-para-idade (escore-Z,PIZ) (β0.159[IC95%0.027;0.481], p=.029), e a ingestão de cálcio com CIZ (β0.170[IC95%0.000;0.003], p=.019). Conclusão: (1) No presente estudo, o protocolo de aconselhamento nutricional aplicado durante o pré-natal em gestantes com sobrepeso não foi capaz de influenciar os parâmetros de crescimento infantil aos seis meses na amostra analisada. (2) Uma melhor qualidade da dieta no início da gestação contribui para o crescimento fetal adequado, influenciando positivamente os parâmetros antropométricos ao nascer e aos seis meses. |
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