Propriedades eletrocatalíticas e superficiais de eletrodos revestidos por óxidos de composição Ru0,3 Ptx Ti(0,7-x) O2: reações de desprendimento de O2 e Cl2
| Ano de defesa: | 1995 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75131/tde-17032026-092908/ |
Resumo: | Com o objetivo de avaliar o efeito da introdução de PtOx sobre as propriedades eletrocatalíticas do sistema RuO2/TiO2, foram preparados dois conjuntos de eletrodos de composição nominal Ru0,3PtxTi(0,7x)O2 (0 x 0,7), por decomposição térmica (400 °C) dos respectivos cloretos dissolvidos em HCl 1:1 (v/v). As propriedades da superfície deste sistema ternário foram investigadas \"ex-situ\" por MEV, EDX, XPS e AES, e \"in-situ\" por voltametria cíclica em 1 mol dm3 HClO4. A perda de material eletródico durante a ciclização de potencial foi determinada por análise do eletrólito suporte via ICP-OES. Os resultados mostraram que, para eletrodos recém-preparados, a Pt encontra-se predominantemente no estado de oxidação +2, tendendo a zero com a ciclização do potencial entre 0,4 e 1,4 V/ERH. Paralelamente, a Pt segrega-se na superfície e os voltamogramas cíclicos, inicialmente com características mistas de Ru e Pt, passam a apresentar comportamento típico de um eletrodo de platina policristalina. Análises de XPS e AES confirmaram o enriquecimento superficial em Pt às custas da dissolução preferencial de Ru. O fato de o acúmulo de espécies metálicas em solução cessar após poucos ciclos de potencial sugere a atuação de um mecanismo de erosão na superfície de eletrodos recém-preparados. O aumento da temperatura de calcinação eleva a estabilidade desses eletrodos, parâmetro que também se mostrou sensível ao limite negativo da janela de potenciais utilizada na voltametria cíclica. As propriedades eletrocatalíticas deste sistema ternário foram avaliadas empregando-se as reações de desprendimento de Cl2 (RDCl) e O2 (RDO) como modelos reacionais. Observou-se uma inclinação de Tafel de 31 ± 1 mV para a RDCl em 0,5 mol dm3 NaCl + 0,01 mol dm3 HCl, independente da composição do eletrodo, sugerindo que o Ru atua como sítio ativo nessas condições. A ordem de reação é zero em relação ao pH e 1,5 em relação ao íon Cl. Para elevados conteúdos de PtOx e baixa concentração de Cl (< 1 mol dm3), a RDO passa a controlar a cinética eletródica, sendo observado um efeito de inibição da atividade eletrocatalítica para conteúdos > 30% de PtOx. De maneira geral, efeitos morfológicos predominam sobre efeitos eletrônicos. A cinética e o mecanismo da RDO em 1 mol dm3 HClO4 mostraram-se dependentes da composição do eletrodo e da região de potencial analisada. O valor da inclinação de Tafel em regiões de baixo sobrepotencial varia de 40 mV dec1 (010% de PtOx) para 60 mV dec1 ( 30% de PtOx). Análises de XPS e EDX indicam enriquecimento superficial em Pt para eletrodos recém-preparados contendo > 30% de PtOx, sugerindo uma mudança na natureza do sítio ativo de Ru para Pt com o aumento da concentração de platina. A ordem de reação em relação ao pH varia de 1,5 a 1 para altos conteúdos de Pt. Correções de queda ôhmica em regiões de alto sobrepotencial evidenciam uma nova região linear com inclinação próxima de 8090 mV dec1 para eletrodos contendo 010% de PtOx, sugerindo uma mudança de mecanismo, provavelmente relacionada ao processo de dissolução anódica comumente observado em sistemas contendo RuO2. O aumento da atividade eletrocatalítica em cerca de cinco vezes para eletrodos contendo 30% de PtOx reforça a possibilidade de mudança na natureza do sítio ativo para Pt. Estudos de estabilidade do sistema ternário sob condições de corrosão acelerada em 1 mol dm3 HClO4 mostram um aumento no tempo de vida desses eletrodos com o conteúdo de PtOx, relacionado ao expressivo aumento da área eletroativa promovido pela introdução de platina e a um efeito de estabilização do RuO2 presente na camada de óxido pelo PtOx. Resultados de XPS sugerem que a introdução de PtOx dificulta a transição de Ru(IV) para estados de oxidação superiores, retardando a formação de RuO3, principal produto da corrosão de eletrodos contendo rutênio. |
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Propriedades eletrocatalíticas e superficiais de eletrodos revestidos por óxidos de composição Ru0,3 Ptx Ti(0,7-x) O2: reações de desprendimento de O2 e Cl2Electrocatalytic and surface properties of electrodes coated with oxides of composition Ru0.3PtxTi(0.7-x)O2: oxygen and chlorine evolution reactionschlorine evolutiondesprendimento de clorodesprendimento de oxigênioelectrocatalysiseletrocatáliseóxidos de rutênio e platinaoxygen evolutionruthenium and platinum oxidesCom o objetivo de avaliar o efeito da introdução de PtOx sobre as propriedades eletrocatalíticas do sistema RuO2/TiO2, foram preparados dois conjuntos de eletrodos de composição nominal Ru0,3PtxTi(0,7x)O2 (0 x 0,7), por decomposição térmica (400 °C) dos respectivos cloretos dissolvidos em HCl 1:1 (v/v). As propriedades da superfície deste sistema ternário foram investigadas \"ex-situ\" por MEV, EDX, XPS e AES, e \"in-situ\" por voltametria cíclica em 1 mol dm3 HClO4. A perda de material eletródico durante a ciclização de potencial foi determinada por análise do eletrólito suporte via ICP-OES. Os resultados mostraram que, para eletrodos recém-preparados, a Pt encontra-se predominantemente no estado de oxidação +2, tendendo a zero com a ciclização do potencial entre 0,4 e 1,4 V/ERH. Paralelamente, a Pt segrega-se na superfície e os voltamogramas cíclicos, inicialmente com características mistas de Ru e Pt, passam a apresentar comportamento típico de um eletrodo de platina policristalina. Análises de XPS e AES confirmaram o enriquecimento superficial em Pt às custas da dissolução preferencial de Ru. O fato de o acúmulo de espécies metálicas em solução cessar após poucos ciclos de potencial sugere a atuação de um mecanismo de erosão na superfície de eletrodos recém-preparados. O aumento da temperatura de calcinação eleva a estabilidade desses eletrodos, parâmetro que também se mostrou sensível ao limite negativo da janela de potenciais utilizada na voltametria cíclica. As propriedades eletrocatalíticas deste sistema ternário foram avaliadas empregando-se as reações de desprendimento de Cl2 (RDCl) e O2 (RDO) como modelos reacionais. Observou-se uma inclinação de Tafel de 31 ± 1 mV para a RDCl em 0,5 mol dm3 NaCl + 0,01 mol dm3 HCl, independente da composição do eletrodo, sugerindo que o Ru atua como sítio ativo nessas condições. A ordem de reação é zero em relação ao pH e 1,5 em relação ao íon Cl. Para elevados conteúdos de PtOx e baixa concentração de Cl (< 1 mol dm3), a RDO passa a controlar a cinética eletródica, sendo observado um efeito de inibição da atividade eletrocatalítica para conteúdos > 30% de PtOx. De maneira geral, efeitos morfológicos predominam sobre efeitos eletrônicos. A cinética e o mecanismo da RDO em 1 mol dm3 HClO4 mostraram-se dependentes da composição do eletrodo e da região de potencial analisada. O valor da inclinação de Tafel em regiões de baixo sobrepotencial varia de 40 mV dec1 (010% de PtOx) para 60 mV dec1 ( 30% de PtOx). Análises de XPS e EDX indicam enriquecimento superficial em Pt para eletrodos recém-preparados contendo > 30% de PtOx, sugerindo uma mudança na natureza do sítio ativo de Ru para Pt com o aumento da concentração de platina. A ordem de reação em relação ao pH varia de 1,5 a 1 para altos conteúdos de Pt. Correções de queda ôhmica em regiões de alto sobrepotencial evidenciam uma nova região linear com inclinação próxima de 8090 mV dec1 para eletrodos contendo 010% de PtOx, sugerindo uma mudança de mecanismo, provavelmente relacionada ao processo de dissolução anódica comumente observado em sistemas contendo RuO2. O aumento da atividade eletrocatalítica em cerca de cinco vezes para eletrodos contendo 30% de PtOx reforça a possibilidade de mudança na natureza do sítio ativo para Pt. Estudos de estabilidade do sistema ternário sob condições de corrosão acelerada em 1 mol dm3 HClO4 mostram um aumento no tempo de vida desses eletrodos com o conteúdo de PtOx, relacionado ao expressivo aumento da área eletroativa promovido pela introdução de platina e a um efeito de estabilização do RuO2 presente na camada de óxido pelo PtOx. Resultados de XPS sugerem que a introdução de PtOx dificulta a transição de Ru(IV) para estados de oxidação superiores, retardando a formação de RuO3, principal produto da corrosão de eletrodos contendo rutênio.The surface properties of electrodes of nominal composition Ru0.3PtxTi(0.7x)O2 (0 x 0.7), prepared by thermal decomposition (400 °C) of mixtures of chloride precursor solutions dissolved in HCl 1:1 (v/v), were investigated \"ex situ\" by MEV, EDX, XPS and AES, and \"in situ\" by cyclic voltammetry in 1 mol dm3 HClO4 solutions. The material loss during potential cycling was determined by ICP-OES analysis of the electrolyte solutions. Results have shown that, in freshly prepared electrodes, Pt is predominantly in the +2 oxidation state, with a tendency to decrease upon potential cycling between 0.41.4 V/RHE. At the same time, Pt segregates to the surface, and the voltammetric profileinitially showing mixed Ru and Pt characteristicsprogressively resembles that of a polycrystalline Pt electrode. XPS and AES confirmed that the surface concentration of Pt increases with the number of potential cycles, at the expense of Ru, which is preferentially dissolved into the solution. The fact that the accumulation of metallic species in solution ceases after a few potential cycles suggests that erosion plays a predominant role on freshly prepared surfaces. Increasing the calcination temperature improves electrode stability, which has also been observed to be sensitive to the negative limit of the applied potential range. The electrocatalytic properties of the RuO2/PtOx/TiO2 system were investigated using oxygen and chlorine evolution reactions as models. A single Tafel line with a slope of 31 ± 1 mV was observed for chlorine evolution (5 mol dm3 NaCl + 0.01 mol dm3 HCl) at all compositions, suggesting that Ru acts as the principal active site. The reaction order is zero with respect to H+ and 1.5 with respect to Cl. At high PtOx content and low Cl concentration (< 1 mol dm3), O2 formation appears to control the gas evolution process. An inhibition of Cl2 evolution is observed for 30% PtOx content. Overall, morphological effects predominate over electronic effects. The electrode kinetics and mechanism for O2 evolution in 1 mol dm3 HClO4 solutions depend on both electrode composition and the potential region investigated. The Tafel slope in the low overpotential region varies from 40 mV dec1 (010% PtOx) to 60 mV dec1 ( 30% PtOx). XPS and AES analyses reveal Pt enrichment at the surface of freshly prepared electrodes containing > 30% PtOx, suggesting a change in the nature of the active site from Ru to Pt with increasing PtOx content. The reaction order with respect to H+ varies from 1.5 to 1 at high Pt contents. Ohmic drop corrections in the high overpotential region reveal a new Tafel region with slopes of 8090 mV dec1 for electrodes containing 010% PtOx, suggesting a change in mechanism, likely related to the anodic dissolution process commonly observed for RuO2-based systems. An increase in electrocatalytic activity by a factor of approximately five for electrodes containing 30% PtOx further supports a shift in the nature of the active site toward Pt. Investigations under accelerated life test conditions in 1 mol dm3 HClO4 show an increase in the lifetime of these electrodes with increasing PtOx content. This improvement is attributed to the increase in electroactive surface area promoted by the introduction of Pt and to a stabilization effect of RuO2 by PtOx. XPS results suggest that the introduction of PtOx hinders the transition of Ru(IV) to higher oxidation states, thereby retarding the formation of RuO4, the main corrosion product of RuO2-based electrodes.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBoodts, Julien Francoise ColetaLassali, Tania Aparecida Farias1995-01-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75131/tde-17032026-092908/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-18T14:44:04Zoai:teses.usp.br:tde-17032026-092908Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-18T14:44:04Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Com o objetivo de avaliar o efeito da introdução de PtOx sobre as propriedades eletrocatalíticas do sistema RuO2/TiO2, foram preparados dois conjuntos de eletrodos de composição nominal Ru0,3PtxTi(0,7x)O2 (0 x 0,7), por decomposição térmica (400 °C) dos respectivos cloretos dissolvidos em HCl 1:1 (v/v). As propriedades da superfície deste sistema ternário foram investigadas \"ex-situ\" por MEV, EDX, XPS e AES, e \"in-situ\" por voltametria cíclica em 1 mol dm3 HClO4. A perda de material eletródico durante a ciclização de potencial foi determinada por análise do eletrólito suporte via ICP-OES. Os resultados mostraram que, para eletrodos recém-preparados, a Pt encontra-se predominantemente no estado de oxidação +2, tendendo a zero com a ciclização do potencial entre 0,4 e 1,4 V/ERH. Paralelamente, a Pt segrega-se na superfície e os voltamogramas cíclicos, inicialmente com características mistas de Ru e Pt, passam a apresentar comportamento típico de um eletrodo de platina policristalina. Análises de XPS e AES confirmaram o enriquecimento superficial em Pt às custas da dissolução preferencial de Ru. O fato de o acúmulo de espécies metálicas em solução cessar após poucos ciclos de potencial sugere a atuação de um mecanismo de erosão na superfície de eletrodos recém-preparados. O aumento da temperatura de calcinação eleva a estabilidade desses eletrodos, parâmetro que também se mostrou sensível ao limite negativo da janela de potenciais utilizada na voltametria cíclica. As propriedades eletrocatalíticas deste sistema ternário foram avaliadas empregando-se as reações de desprendimento de Cl2 (RDCl) e O2 (RDO) como modelos reacionais. Observou-se uma inclinação de Tafel de 31 ± 1 mV para a RDCl em 0,5 mol dm3 NaCl + 0,01 mol dm3 HCl, independente da composição do eletrodo, sugerindo que o Ru atua como sítio ativo nessas condições. A ordem de reação é zero em relação ao pH e 1,5 em relação ao íon Cl. Para elevados conteúdos de PtOx e baixa concentração de Cl (< 1 mol dm3), a RDO passa a controlar a cinética eletródica, sendo observado um efeito de inibição da atividade eletrocatalítica para conteúdos > 30% de PtOx. De maneira geral, efeitos morfológicos predominam sobre efeitos eletrônicos. A cinética e o mecanismo da RDO em 1 mol dm3 HClO4 mostraram-se dependentes da composição do eletrodo e da região de potencial analisada. O valor da inclinação de Tafel em regiões de baixo sobrepotencial varia de 40 mV dec1 (010% de PtOx) para 60 mV dec1 ( 30% de PtOx). Análises de XPS e EDX indicam enriquecimento superficial em Pt para eletrodos recém-preparados contendo > 30% de PtOx, sugerindo uma mudança na natureza do sítio ativo de Ru para Pt com o aumento da concentração de platina. A ordem de reação em relação ao pH varia de 1,5 a 1 para altos conteúdos de Pt. Correções de queda ôhmica em regiões de alto sobrepotencial evidenciam uma nova região linear com inclinação próxima de 8090 mV dec1 para eletrodos contendo 010% de PtOx, sugerindo uma mudança de mecanismo, provavelmente relacionada ao processo de dissolução anódica comumente observado em sistemas contendo RuO2. O aumento da atividade eletrocatalítica em cerca de cinco vezes para eletrodos contendo 30% de PtOx reforça a possibilidade de mudança na natureza do sítio ativo para Pt. Estudos de estabilidade do sistema ternário sob condições de corrosão acelerada em 1 mol dm3 HClO4 mostram um aumento no tempo de vida desses eletrodos com o conteúdo de PtOx, relacionado ao expressivo aumento da área eletroativa promovido pela introdução de platina e a um efeito de estabilização do RuO2 presente na camada de óxido pelo PtOx. Resultados de XPS sugerem que a introdução de PtOx dificulta a transição de Ru(IV) para estados de oxidação superiores, retardando a formação de RuO3, principal produto da corrosão de eletrodos contendo rutênio. |
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