A bruxa na poesia de Anne Sexton

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Silva, Virgínia Derciliana
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-08112024-131419/
Resumo: Anne Sexton (1928-1974), expoente da poesia confessional estadunidense, é detentora de extensa obra poética, ao longo da qual a figura da bruxa se destaca, ora como eu-lírico, ora personagem. Partindo de um lugar autobiográfico, Sexton trata de temas e angústias caros às mulheres de sua época escrevia e publicava ao mesmo tempo em que tomava lugar, em seu país, a segunda onda do movimento feminista; momento em que, também, emergem vertentes de um neopaganismo que recupera a ideia de uma Deusa e reivindica para as mulheres o título de bruxa. A obra de Sexton trata a bruxa como sinônimo de mulher louca (Her kind, 1960), como análoga à mulher criadora (The black art, 1962), como a mulher que abraça a própria natureza (In celebration of my uterus, 1966), como a mulher madura que toma a palavra (The gold key, 1971) e, por fim, como antagonista de um deus-pai nos moldes cristãos (The witch\'s life, 1975). Esta pesquisa se debruça sobre estes poemas selecionados como condutores da discussão de cada aspecto, mas conversando com outros poemas de cada fase , nos quais a figura da bruxa é trabalhada de diferentes formas, analisando-os estilística e formalmente. (EAGLETON, 2007) Buscamos traçar uma possível trajetória dessa figura ao longo da carreira de Sexton, além de fazer um comentário sobre a construção do imaginário da bruxa (HUTTON, 2017; FEDERICI, 2017) em diálogo com o que diz a crítica sobre o caráter feminista dessa obra (GILL, 2004, 2007, 2013; OSTRIKER, 1983, 1986, 1988)
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