Hepatectomia direita minimamente invasiva versus aberta: estudo comparativo com pareamento por pontuação de propensão

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Duarte, Vinícius Campos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-29082023-145115/
Resumo: Introdução: As ressecções hepáticas minimamente invasivas (RHMI) tem se tornado cada vez mais frequentes nos últimos anos. No entanto, a via minimamente invasiva tem sido utilizada principalmente para ressecções menores de lesões periféricas localizadas nos segmentos anterolaterais do fígado (segmentos 2, 3, 4b, 5, 6). As hepatectomias maiores ainda são um desafio pela via minimamente invasiva, sendo sua realização rotineira restrita a centros altamente especializados em cirurgia hepática minimamente invasiva (CHMI). Os dados existentes que embasam sua realização são derivados de séries de casos e estudos comparativos não adequadamente pareados. Por esta razão, persistem dúvidas quanto ao real benefício clínico das ressecções hepáticas maiores minimamente invasivas. Objetivo: Comparar os resultados perioperatórios e tardios de pacientes submetidos à hepatectomia direita minimamente invasiva (HDMI) com os de pacientes contemporâneos submetidos à hepatectomia direita convencional (HDC), pareados por pontuação de propensão. Métodos: Foi realizado estudo observacional retrospectivo comparativo a partir de um banco de dados eletrônico mantido prospectivamente por dois centros terciários: Serviço de Cirurgia do Fígado e Hipertensão Portal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Service de Chirurgie Viscérale, Digestive et Endocrinienne Groupe Hospitalier Diaconesses Croix Saint Simon, Paris, França. Foram incluídos pacientes consecutivos submetidos à HDMI (videolaparoscópica ou robótica) ou HDC no período de janeiro de 2013 a dezembro de 2018. Os resultados dos grupos foram comparados por intenção de tratamento após o pareamento por pontuação de propensão. A análise de sobrevida foi realizada comparando as duas coortes de pacientes e para etiologias especificas (tumores malignos primários e metástases hepáticas). Resultados: Durante o período de estudo, foram realizadas 178 hepatectomias direitas (47 HDMI e 131 HDC). Após o pareamento, 37 pacientes foram incluídos no grupo HDMI e 60 no grupo HDC, sendo as características demográficas homogêneas entre ambos. O grupo HDMI apresentou menor sangramento (400 ml vs. 500 ml, p=0,01), menor frequência de complicações menores (13,5% vs. 35%, p=0,03) e maior margem cirúrgica (10 mm vs. 5 mm, p=0,03). A sobrevida global foi semelhante entre os grupos (p=0,13), assim como nos subgrupos de pacientes portadores de tumores malignos primários (p=0,09) e metástases hepáticas (p=0,80). Conclusão: As HDMI são exequíveis e seguras, cursando com menor perda sanguínea e redução significativa de complicações menores quando comparadas às HDC. A cirurgia minimamente invasiva não impacta negativamente a sobrevida a longo prazo de pacientes operados por neoplasias hepáticas primárias ou secundárias
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As hepatectomias maiores ainda são um desafio pela via minimamente invasiva, sendo sua realização rotineira restrita a centros altamente especializados em cirurgia hepática minimamente invasiva (CHMI). Os dados existentes que embasam sua realização são derivados de séries de casos e estudos comparativos não adequadamente pareados. Por esta razão, persistem dúvidas quanto ao real benefício clínico das ressecções hepáticas maiores minimamente invasivas. Objetivo: Comparar os resultados perioperatórios e tardios de pacientes submetidos à hepatectomia direita minimamente invasiva (HDMI) com os de pacientes contemporâneos submetidos à hepatectomia direita convencional (HDC), pareados por pontuação de propensão. Métodos: Foi realizado estudo observacional retrospectivo comparativo a partir de um banco de dados eletrônico mantido prospectivamente por dois centros terciários: Serviço de Cirurgia do Fígado e Hipertensão Portal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Service de Chirurgie Viscérale, Digestive et Endocrinienne Groupe Hospitalier Diaconesses Croix Saint Simon, Paris, França. Foram incluídos pacientes consecutivos submetidos à HDMI (videolaparoscópica ou robótica) ou HDC no período de janeiro de 2013 a dezembro de 2018. Os resultados dos grupos foram comparados por intenção de tratamento após o pareamento por pontuação de propensão. A análise de sobrevida foi realizada comparando as duas coortes de pacientes e para etiologias especificas (tumores malignos primários e metástases hepáticas). Resultados: Durante o período de estudo, foram realizadas 178 hepatectomias direitas (47 HDMI e 131 HDC). Após o pareamento, 37 pacientes foram incluídos no grupo HDMI e 60 no grupo HDC, sendo as características demográficas homogêneas entre ambos. O grupo HDMI apresentou menor sangramento (400 ml vs. 500 ml, p=0,01), menor frequência de complicações menores (13,5% vs. 35%, p=0,03) e maior margem cirúrgica (10 mm vs. 5 mm, p=0,03). A sobrevida global foi semelhante entre os grupos (p=0,13), assim como nos subgrupos de pacientes portadores de tumores malignos primários (p=0,09) e metástases hepáticas (p=0,80). Conclusão: As HDMI são exequíveis e seguras, cursando com menor perda sanguínea e redução significativa de complicações menores quando comparadas às HDC. A cirurgia minimamente invasiva não impacta negativamente a sobrevida a longo prazo de pacientes operados por neoplasias hepáticas primárias ou secundáriasIntroduction: Minimally invasive liver resections (MILR) have become increasingly frequent in recent years. However, the minimally invasive approach has been used mainly for minor resections of peripheral lesions located in the anterolateral segments of the liver (segments 2, 3, 4b, 5, 6). Minimally invasive major hepatectomies are still a technical challenge, and their routine use is restricted to highly specialized centers. To date, the available data supporting minimally invasive approach for major resections are from case series and low-quality comparative studies. For this reason, the clinical benefit of minimally invasive major liver resections is uncertain. Objective: To compare the short- and long-term outcomes of patients undergoing minimally invasive right hepatectomy (MIRH) with contemporary patients who underwent open right hepatectomy (ORH), using a propensity score matching (PSM). Methods: A comparative retrospective study was carried out using electronic databases prospectively maintained by two tertiary centers: Liver Surgery Unit at Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo and Service de Chirurgie Viscérale, Digestive et Endocrinienne Groupe at Hospitalier Diaconesses Croix Saint Simon, Paris, France. Consecutive patients undergoing MIRH (laparoscopic or robotic) or ORH from January 2013 to December 2018 were included. The outcomes were compared by an intent-to-treat fashion after PSM. Survival analysis was performed comparing the two entire cohorts and specific etiologies (primary malignant tumors and liver metastases). Results: During the study period, 178 right hepatectomies were performed (47 MIRH and 131 ORH). After matching, 37 patients were included in the MIRH group and 60 in the ORH group. The baseline characteristics were similar between the groups. The MIRH group had less blood loss (400 ml vs. 500 ml, P=0.01), a lower frequency of minor complications (13.5% vs. 35%, p=0.03) and a greater surgical margin (10 mm vs. .5 mm, P=0.03). Overall survival was similar between the groups (P=0.13), as well as in the subgroups of patients with primary malignant tumors (P=0.09) and liver metastases (P=0.80). Conclusions: MIRH is feasible and safe, with a lower blood loss and a significant reduction in minor complications when compared to ORH. Minimally invasive surgery does not negatively impact the long-term survival of these patientsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCoelho, Fabricio FerreiraDuarte, Vinícius Campos2023-05-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-29082023-145115/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2023-08-30T17:33:04Zoai:teses.usp.br:tde-29082023-145115Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212023-08-30T17:33:04Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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